A HORA E A VEZ DO PROJETO LAMBARI

Ao longo dos últimos anos, o setor atuneiro vem buscando alternativas de isca-viva para reduzir sua dependência das iscas capturadas no litoral de Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro, onde restrições impostas por Unidades de Conservação, bem como conflitos com pescadores artesanais e disponibilidade irregular de isca têm limitado o desenvolvimento da atividade. Experimentos com isca-alternativa de cultivo com o lambari para a pesca de bonito com vara e isca-viva prometem revolucionar esta pescaria. Leia o inspirador relato do oceanógrafo Marco Aurélio Bailon, Coordenador Técnico do SINDIPI.

 

Em passado recente o setor atuneiro apresentou proposta de desenvolvimento de pesquisa visando a utilização de tilápias como alternativa de isca-viva. Embora tenha havido grandes esforços para a viabilização desse projeto, se impuseram barreiras ambientais em virtude de se tratar de espécie exótica e apresentar risco de proliferação no meio natural. Na oportunidade foi sugerido por especialistas do IBAMA que se procurasse identificar uma espécie nativa que possuísse características que permitissem sua sobrevivência nas tinas dos barcos atuneiros e boa capacidade de atração dos atuns.

Estudos preliminares realizados pela coordenadoria técnica do SINDIPI (Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região) indicaram o Lambari (Astyanax bimaculatus/Astyanax altiparanae) como uma espécie de grande potencialidade de cultivo direcionado ao uso como isca-viva.

O Lambari apresenta alta capacidade de reprodução e crescimento rápido. Ele também possui atributos interessantes para o emprego na pesca de vara e isca-viva, como rusticidade, coloração e formato do corpo e boa resistência ao confinamento em alta densidade.

A análise também indicou atributos favoráveis à conservação da biodiversidade. O lambari tem ampla distribuição geográfica, sendo encontrado em todo território sul-americano, desde baixas até altas altitudes, em rios, riachos, lagos, e represas. Espécie nativa das bacias hidrográficas das regiões Sul e Sudeste do Brasil, de água doce, o lambari não sobrevive na água do mar, o que descarta a possibilidade de proliferação no ambiente marinho e representa uma alternativa à captura de sardinhas e manjubas, reduzindo a pressão pesqueira sobre essas espécies que estão na base da cadeia alimentar.

O projeto – O Projeto Lambari teve a participação de várias empresas em um trabalho realizado no âmbito da Câmara da Vara e Isca-viva do SINDIPI, coordenado pela Coordenadoria Técnica do sindicato. Contou com o financiamento e apoio da empresa Gomes da Costa, da empresa Kowalsky, cedendo a embarcação Vô David, adaptação da mesma e tripulação, da JS Pescados no fornecimento de água mineral para as tinas e da APESC (Aquicultura e Pesca Santa Catarina Ltda.), empresa que detém a tecnologia de cultivo em grande escala do lambari para o desenvolvimento dos experimentos junto a frota atuneira de Santa Catarina sediada em Itajaí e Navegantes. A produção em escala comercial de isca cultivada foi realizada a menos de 100 km do porto pesqueiro de Itajaí.

 

Para a realização do projeto foi necessário a obtenção de uma Autorização do IBAMA.

O custo aproximado do Projeto Lambari foi de R$ 250.000,00, todo financiado pela iniciativa privada, não sendo incluídos os custos operacionais da embarcação.

Objetivos específicos – Foram os seguintes os objetivos específicos do Projeto Lambari: 1) Comprovar a eficiência da isca “lambari” com uma embarcação abastecida com lambari em pelo menos 50% de sua capacidade; 2) Estabelecer uma relação entre produção de atum e consumo de lambari; 3) Estabelecer uma estimativa dos custos de produção em maior escala; 4) Aprimorar a adaptação dos barcos e tripulações; e 5) Avaliar as condições de estocagem do lambari a bordo, considerando a densidade de peixes, a qualidade da água e a sobrevivência durante a viagem de pesca.

Metodologia utilizada – Os lambaris foram produzidos em laboratório em fazenda de cultivo e o processo de desenvolvimento de crescimento larval e engorda realizado em lagoas localizadas em Jaraguá do Sul/SC. Os alevinos foram transportados em caminhão transfish até o cais da Empresa Kowalsky, localizado em Itajaí (SC).

 

Caminhões com os transfish de transporte dos lambaris

 

As iscas foram acondicionadas em tanques (tinas) adaptadas para a conservação dos peixes com água doce e aeração constante, uma vez que o processo original com iscas naturais de água salgada (sardinhas e boqueirão) utiliza estas tinas com renovação de água constante. Inicialmente se utilizou pequenos compressores para uma ou duas tinas; nos experimentos iniciais e no último teste foram adaptadas todas as tinas da embarcação, em número de sete, com um compressor central.

 

 

Tinas sendo abastecidas com lambari

 

Uma vez localizado o cardume de bonito as iscas foram oferecidas aos atuns para observação do comportamento das mesmas e aceitabilidade por parte do bonito listrado. Também foram realizadas observações sobre a densidade das iscas nos tanques, alimentação, sobrevivência e qualidade da água durante sua manutenção a bordo.

Todo o processo foi acompanhado por um observador de bordo devidamente treinado e com especialização em cultivo de lambari para as devidas anotações, tanto das condições de estocagem, alimentação quanto do comportamento das iscas ao serem lançadas ao mar.

 

 

Embarcação Vô David, atuneiro de 38 metros e 27 tripulantes

 Fases do projeto – Durante a primeira fase do Projeto Lambari, em 2014, foram realizados quatro experimentos a bordo do Vô David, um atuneiro de 38 metros e 17 tripulantes, aumentando-se o número de alevinos a cada teste. Na 1ª viagem foram utilizadas 43 mil iscas; na 2ª, 50 mil; na 3ª, 600 mil; e na 4ª, 1 milhão e 200 mil iscas.

Em função de problemas relacionados ao desempenho da embarcação utilizada na primeira fase, além de outros imprevistos naturais, o projeto foi interrompido durante três anos e novos parceiros foram contatados para dar continuidade ao projeto.

Em junho de 2017, foi iniciada a segunda fase, sendo realizados novos experimentos a bordo da embarcação Katsuhiro Maru nº5 da empresa Indústrias Alimentícias Leal Santos Ltda.

A realização de mais dois testes com 200 mil iscas em cada viagem obteve resultados positivos e fez com que a empresa tomasse a decisão de investir em novos abastecimentos já para a safra de 2018.

Vantagens – As vantagens da isca de lambari seriam comprovadamente as seguintes: 1) Peixe 100% cultivado e sustentável (não causa danos ao ecossistema); 2) Disponível o ano todo; 3) Barco sai do cais iscado, direto para o pesqueiro, sem renovação de água; 4) Menor período no mar, economizando tempo, combustível, alimentação, manutenção; 5) Peixe com alta adaptabilidade na tina, resistente e de fácil manejo; 6) Dispensa o uso de luz e de 8 bombas que atuam na renovação de água salgada nas tinas; 7) Baixíssima Mortalidade; 8) Alta capacidade de suporte ou densidade nas tinas; 9) Possibilidade de efetuar duas ou mais pescarias por mês.

Conclusão – Os experimentos realizados permitiram vislumbrar a grande possibilidade de utilização do lambari como isca-viva para a pesca do bonito listrado.

A forma como o projeto se desenvolveu com a participação interativa de todos os participantes – empresas, produtores, pescadores e sindicato – demonstrou a capacidade de execução de projetos, este em especial, por demandar uma logística complexa envolvendo cultivo de peixes, transporte, adaptação de embarcação, pesca e relacionamento pessoal principalmente com a tripulação.

Pode-se afirmar, com base nos testes realizados, que o lambari poderá substituir as espécies nativas com eficiência, aumentando a produtividade da frota, pois questões como aceitação da isca lambari pelo bonito e sobrevivência nas tinas foram considerados conclusivas.

Pelos resultados alcançados, considera-se que a pesca de vara e isca-viva pode voltar ser rentável, garantindo a sustentabilidade e aumentando sua produtividade.

O atual estágio do Projeto Lambari permite afirmar que a fase de testes está concluída com a implantação de um programa de abastecimento regular em andamento pela empresa Leal Santos.

 

 

Marco Aurélio Bailon – Oceanógrafo – Coordenador Técnico do SINDIPI

 

 

 

 

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CORRENTE HUMANA

Corrente humana salva nove pessoas de afogamento em praia na Flórida.

Um grupo de nove pessoas que estavam se afogando em uma praia da Flórida foi salvo por outros banhistas que formaram uma corrente humana e conseguiram resgatá-los.

O episódio ocorreu em uma praia de Panama City, localizada a mais de 570 km de Orlando. Segundo o jornal local “The Panama City News Herald”, mais de 80 pessoas teriam se juntado para criar a corrente humana e salvar o grupo que estava nadando em uma área muito afastada da costa.

“Eu realmente pensei que iria perder minha família naquele dia”, afirmou Roberta Ursrey, uma das nove pessoas que foram resgatadas, ao “The Panama City News Herald”. Ela contou que ficou preocupada quando viu os dois filhos nadando em uma área muito afastada da praia, e começou a gritar pedindo socorro. Roberta, então, entrou na água para salvá-los, junto com o pai deles, um primo, a avó e mais três pessoas que se solidarizaram. No entanto, mesmo alcançando os garotos, o grupo não conseguiu resgatá-los e precisou pedir socorro.

Foi nesse momento que as pessoas que estavam na praia de Panama City perceberam o perigo e começaram a se mobilizar para salvar a família. De forma espontânea formaram uma corrente humana da areia até a do grupo à deriva, que naquela altura já estava a mais de 100 metros da costa. Duas filhas de Roberta também estavam na corrente humana. O esforço e a agitação foram tamanhos que uma mulher que contribuiu para a corrente acabou sofrendo um infarto e foi hospitalizada.

Uma foto da corrente humana ainda na agua foi postada nas redes sociais, se tornando rapidamente viral.

A pesca anda precisando de uma corrente humana como essa.

 

Vídeo corrente humana

 

 

 

ELETRICIDADE SUBMARINA PODE TER ORIGINADO VIDA NA TERRA

A origem da vida na Terra poderia estar em “centrais elétricas naturais” situadas a mil metros de profundidade no fundo marinho, segundo a descoberta de um grupo de cientistas japoneses.

Uma equipe da Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia Marinha e Terrestre (JAMSTEC pelas siglas em inglês) e o instituto japonês de pesquisa Riken descobriram correntes elétricas de várias centenas de mini volts gerados de forma natural perto de fontes hidrotermais, a 150 quilômetros da ilha de Okinawa, ao sul do arquipélago nipônico.

“Perto das fontes hidrotermais submarinas é o lugar onde é mais plausível que a vida tenha surgido (…). Esta eletricidade é a origem de várias reações orgânicas que sintetizam moléculas biológicas, como aminoácidos, açúcares e lipídios”, explicou hoje à Efe Masahiro Yamamoto, pesquisador da JAMSTEC.

O estudo demonstrou que, quando a água quente procedente das fontes hidrotermais submarinas – fendas no fundo marítimo – esfria, ocorre um movimento de elétrons, o que se traduz na formação de eletricidade.

A teoria que afirma que a vida na Terra tem sua origem no mar profundo, perto de fontes hidrotermais, já existia, mas esta pesquisa aponta que a eletricidade gerada em torno delas teve um papel fundamental. O fluido hidrotermal (água quente) procedente destas fontes submarinas contém numerosos gases, como o ácido sulfídrico, e íons metálicos, como ferro e cobre.

Seguindo o mesmo mecanismo utilizado em pilhas de combustível – usadas, por exemplo, em carros elétricos -, a água quente, rica em hidrogênio, pode transferir elétrons facilmente, e a água marinha, rica em oxigênio, pode recebê-los, gerando uma corrente elétrica.

Este desconto, que “contribui para uma nova perspectiva ao processo de formação de depósitos minerais e ecossistemas”, abriria novas portas em outros âmbitos.

Por exemplo, explica Yamamoto, levando em conta a possibilidade de que a vida na Terra foi gerada graças às correntes elétricas do fundo marítimo, “poderiam mudar dramaticamente os métodos de exploração de vida extraterrestre”

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O MAR E A INTERNET

Como trabalham as pessoas e os robôs que consertam os cabos da internet ocultos sob o mar.

   Os cabos são instalados no fundo do mar, mas os reparos são feitos a bordo de navios especiais e com ajuda de robôs. O rompimento de um cabo submarino de internet é algo imprevisível. Alguns podem passar anos sem nenhum dano. Outros, contudo, acabam sofrendo rasgos em poucos meses.  Nesse emaranhado de cerca de 300 cabos que nos conectam à rede nas profundezas aquáticas – alguns submersos a mais de 8,5 km – nem todos estão expostos a danos na mesma proporção.

      A operação não é simples. Trata-se de um trabalho conjunto entre homem e máquina, muitas vezes a milhares de metros abaixo do mar, condição em que precisão e técnica são fundamentais.

            “Produtos de navegação, como equipamentos de pesca que se enroscam nos cabos ou âncoras que se arrastam com eles, são as causas mais comuns de rompimentos”, afirma John Manock, editor da SubCableWorld, publicação da Technology Systems Corporations, empresa de comunicação baseada na Flórida e especializada en tecnologia marítima.

Um relatório de 2015 do Comitê Internacional de Proteção de Cabos (ICPC, na sigla em inglês) apontou que operações marítimas respondem por 65% a 75% dos danos nos cabos.

“A atividade sísmica também pode provocar estragos, especialmente em áreas de alta atividade, como o círculo de fogo do Pacífico, mas não representa nem 10% das ocorrências”, afirma Manock.

Manock diz que é um equívoco associar esses danos a mordidas de tubarões. Segundo ele, o ICPC afirma que esses casos não representam nem 1% dos casos registrados entre 1959 e 2006.

“Causas habituais incluem terremotos e âncoras perto da costa, em regiões de rotas pesqueiras”, concorda Hayduk.

Mas como é possível identificar danos em um cabeamento submarino?

 

Internet no fundo do mar

Lançamento de cabos submarinos

Tubarão Morde Cabo de Internet de Fibra Óptica

 

OCEANOGRAFIA E ASTRONÁUTICA

Jovens oceanógrafos faturam R$ 700 mil com alga que é comida de astronauta

Desde a época em que cursavam a faculdade de oceanografia, os amigos Murilo Canova, 27, Juliana Pellizzaro, 26, Lucas Marber, 25, e Ariel Rinnert, 27, queriam montar um negócio juntos. Em fevereiro de 2016, abriram a Ocean Drop, em Balneário Camboriú (SC), e começaram a produzir cápsulas de nutrientes e proteínas feitas com algas.

No ano passado, eles faturaram R$ 700 mil e esperam chegar a R$ 3 milhões até o fim de 2017. A empresa comercializa dois produtos: Spirulina e Chlorella.

Segundo Canova, a Spirulina tem 50 tipos de nutriente diferentes em sua composição, além de proteínas, antioxidantes e ferro. A Chlorella tem 40 nutrientes, dentre eles, ômega 3, ômega 6, ômega 9 e clorofila. O empresário diz que ambos auxiliam a ter uma alimentação equilibrada.

“As duas cápsulas são usadas como comida de astronautas, quando eles estão no espaço. Claro que elas não são a única fonte de nutrientes e proteína deles, mas compõem o cardápio.” De acordo com o empresário, no dia a dia, as cápsulas servem como complemento alimentar.

Cada pote tem 240 cápsulas e custa R$ 99. Se comprar o combo -com os dois produtos- o preço é R$ 188. São vendidas em média 2.500 unidades por mês. O combo é responsável por 50% das vendas.

Em junho, a empresa pretende lançar mais dois produtos: cálcio de algas (para o público que precisa aumentar o consumo de cálcio) e agar-agar (alga rica em fibra e que estimula produção de colágeno e facilita a saciedade, permitindo comer menos, segundo Canova).

Estudo sobre algas motivou negócio – Canova afirma que os quatro amigos começaram a pesquisar sobre o mercado de alimentação saudável, ainda na faculdade. “O Lucas [Marber] iniciou uma série de pesquisas sobre algas, ganhou prêmios científicos, e, juntos, nós vimos que era possível produzir proteínas e nutrientes com elas.”

Para abrir o negócio, o grupo investiu R$ 350 mil. Eles iniciaram as atividades trabalhando sozinhos e hoje contam com seis funcionários. A produção das cápsulas é terceirizada. A empresa tem como público-alvo vegetarianos, veganos, esportistas, atletas de enduro ou pessoas que estão buscando uma nutrição mais elevada.

Produtos saudáveis estão em alta – Para Luis Stockler, consultor especializado em varejo da BaStockler, o mercado de comida e de produtos saudáveis vem crescendo. Ele diz que é uma tendência e que as pessoas estão acreditando que a alimentação balanceada, complementada com produtos saudáveis, contribuirá para a sua longevidade.

“A saúde passou a ser prioridade na vida de muita gente. As famosas ‘bombas’, que dão uma aparência mais musculosa e são prejudiciais ao organismo, deram lugar aos produtos que valorizam a saúde.”

O especialista afirma, no entanto, que quem deseja abrir um negócio na área precisa investir constantemente no lançamento de produtos. “O número de novos produtos que são colocados todos os anos no mercado é assustador. O empresário precisa acompanhar essa tendência.”

 

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POR QUE AS BALEIAS SÃO OS MAIORES ANIMAIS DO PLANETA?

Mudanças na temperatura e na distribuição das presas nos oceanos nos últimos 4,5 milhões de anos podem ser a chave para o crescimento desses gigantes.

Pesando cerca de 200 toneladas e com comprimento que pode chegar aos 30 metros, a baleia-azul é o maior animal da Terra. É aproximadamente o tamanho de um avião – só o coração pode ter as dimensões de um carro popular. Para descobrir como as baleias ficaram tão grandes, pesquisadores americanos decidiram procurar as razões na evolução desses cetáceos. Em estudo publicado no periódico científico Proceedings of the Royal Society Bos cientistas demonstram que esses animais se tornaram seres gigantes apenas nos últimos 4,5 milhões de anos e o motivo de tal crescimento pode estar em transformações ambientais que levaram a mudanças na distribuição dos alimentos das baleias.

Para chegar a essas conclusões, os cientistas do Museu de História Natural Smithsonian, e das Universidades Stanford e de Chicago, nos Estados Unidos, analisaram fósseis de 63 espécies extintas e esqueletos de 13 espécies modernas. O estudo mostrou que as baleias, que surgiram há cerca de 30 milhões de anos, foram “pequenas” (com cerca de dez metros de comprimento) ao longo da maior parte de sua evolução. Foi só por volta de três milhões de anos atrás que esses animais começaram a se separar em linhagens distintas, com tamanhos maiores.

Em seguida, os cientistas recolheram dados ambientais, com o objetivo de descobrir o porquê dessa mudança. Reunidas, as informações mostraram que o crescimento dos cetáceos coincidiu com o início das glaciações, há cerca de 4,5 milhões de anos atrás. Nesse período, segundo os autores, as mudanças climáticas modificaram a distribuição dos alimentos das baleias nos oceanos. Em algumas partes do ano, como a primavera e o verão, havia uma ampla oferta de nutrientes, enquanto em outras, como outono e inverno, eles eram escassos.

Com isso, animais capazes de abocanhar grandes quantidades de alimentos e armazenar seus nutrientes durante longos períodos de escassez passaram a ter vantagem evolutiva. Aos poucos, as espécies menores desapareceram e deram espaço a animais cada vez maiores que, além de conseguir manter-se alimentados nos períodos em que as presas eram raras, são capazes de migrar milhares de quilômetros para aproveitar o suprimento sazonal de comida abundante em pontos distantes.

Segundo os cientistas, a compreensão das razões que estimularam as mudanças no tamanho das baleias pode ajudar no desenho de estratégias futuras para a conservação desses animais. “O tamanho de um animal determina seu papel ecológico”, explica Pyenson. “Nosso estudo ilumina como os oceanos e o clima atuais podem sustentar nossos maiores vertebrados. Contudo, esses dois fatores estão sofrendo transformações em escalas geológicas, no período de apenas uma geração. Com essas transformações tão velozes, será que o oceano terá capacidade de sustentar bilhões de pessoas e também as maiores baleias? As pistas para responder a essa questão estão em nossa habilidade de aprender com o passado da Terra – algo crucial para nosso presente.”

 

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TÚNEL PARA NAVIOS

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Uma agência costeira norueguesa planeja construir o primeiro túnel para navios comerciais em uma península no mundo. Com 37 metros de altura e 26,5 metros de largura e 1,7 km de extensão, ele permitirá que navios de cruzeiro atravessem a península de Stad, na costa oeste do país.

A região é considerada especialmente perigosa durante tempestades, que atingem o local entre 45 e 100 dias por ano, segundo a Administração Costeira Norueguesa. Fortes ventos, correntes e ondas tornam a navegação ainda mais difícil e mortes são registradas anualmente.Sem título2

As primeiras propostas para a construção de um túnel na região foram apresentadas em 1874 pelo jornal “Nordre Bergenhus Amtstidende”, mas apenas após estudos realizados em 2000-2001 e 2007-2008 a península de Stad foi escolhida como ponto mais adequado.

O governo norueguês anunciou que irá destinar 1 bilhão de coroas norueguesas (cerca de US$ 117.6 milhões) para a construção do túnel. A obra deve começar em 2018 e durar quatro anos, com plataformas de perfuração subterrânea atravessando 7.5 toneladas de rocha.

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QUANDO A PRIVADA AFUNDOU O SUBMARINO

Sem título1A situação não devia parecer promissora para os tripulantes do U-1206, que partiu em 6 de abril de 1945 rumo à costa da Grã-Bretanha com a missão de afundar qualquer coisa que pudesse. A guerra estava perdida – antes do final do mês, Adolf Hitler jogaria a toalha com um tiro na própria cabeça em seu bunker. Com o completo domínio aliado dos mares, a missão era suicida. Mas ao menos um consolo eles tinham: podiam usar a descarga.

Para economizar espaço, os submarinos alemães não tinham um compartimento para dejetos como os dos aliados. A descarga era direto na água. Isso quer dizer que era impossível usar o banheiro quando a máquina estava submergida, porque a pressão no exterior faria a água correr para dentro. Assim, os marinheiros tinham que usar baldes, latinhas, o que desse – num espaço mal ventilado e já poluído pelos odores de suor e óleo diesel.

Mas o 1206 vinha com um ultratecnológico banheiro de alta pressão, que podia ser usado a qualquer profundidade, baseado num sistema de válvulas complexo.

Sem títuloTecnológico até demais: era tão complicado que exigia treinamento específico. Em 14 de abril, o capitão Karl-Adolf Schlitt atendeu às necessidades da natureza e resolveu dar descarga sozinho. O sistema inteiro se abriu para o exterior, quando o submarino estava a 61 metros de profundidade. A água, numa pressão de 7 atmosferas, jorrou violentamente de dentro da bacia, atirando seu conteúdo ao alto – mas agora isso era o menor dos problemas.

Logo abaixo do banheiro ficavam as baterias do submarino. O ácido nelas reagiu com a água, soltando gás cloro – tão letal que foi usado como arma química na Primeira Guerra. O capitão não teve escolha a não ser mandar o submarino emergir.

Chegando à superfície, foram recepcionados por aviões britânicos. Um marinheiro morreu e outros três caíram na água. Schlitt mandou todo mundo para os botes salva-vidas e afundou o próprio submarino com explosivos, para evitar sua captura pelos aliados. Afinal, vai que eles quisessem copiar a magnífica tecnologia de banheiros alemã?

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Como os astronautas usam o banheiro no espaço

 

 

 

MARINHA DO BRASIL: NOVA AVENTURA NA ANTÁRTICA

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Começa reconstrução da base brasileira no continente gelado, projeto ousado para abrigar cientistas e fortalecer o país no Tratado Antártico ao custo de US$ 99,6 milhões, mas permanece a insegurança quanto a verbas de pesquisa.

A temperatura em torno de 1°C não é o maior problema de uma dezena de chineses em macacões cor de abóbora na praia de cascalho da enseada Martel. Eles já transferiram a uma chata os 800 l de óleo combustível cedidos pela base brasileira Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), mas pelejam por quase meia hora para erguer as rampas da embarcação.

A mesma escavadeira que desceu pelas duas pranchas de metal serve para levantá-las, com ajuda de correntes. Alcançada a posição certa, quase vertical, os tripulantes não conseguem desprender da segunda rampa o braço articulado do veículo.

Trabalhadores sobem nas costas uns dos outros para resolver o problema, formando uma minipirâmide humana. Não demonstram preocupação com as águas geladas em volta, nas quais um mergulho não permitiria mais que alguns minutos de sobrevivência.

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SÃO 22h DO DIA 16 de dezembro de 2016. O dia austral ainda está claro no arquipélago Shetland do Sul, na ponta da península Antártica, onde fica a ilha Rei George. Começa com esse pequeno tropeço a realização do sonho de dotar o Brasil com uma nova e vistosa “embaixada” no gelado território internacional, a mais de 3.000 km do polo Sul.

No costado da chata se leem alguns ideogramas e, no alfabeto ocidental, a sigla Ceiec. Em inglês, corresponde a Corporação Chinesa de Importações e Exportações Eletrônicas, um nome inocente para o conglomerado estatal de defesa fundado em 1980 pelo líder reformador Deng Xiaoping. A Ceiec ganhou em 2015 a licitação internacional para construir a nova base brasileira.

Sem título3Os operários da empresa tinham desembarcado do cargueiro Yong Sheng, no dia anterior, para começar a construir o equivalente de um palácio no fim do mundo e assim cumprir um contrato de US$ 99,6 milhões (cerca de R$ 314 milhões em três anos) com o governo brasileiro para construir a nova EACF. A dotação para a obra neste ano é 68 vezes maior que o previsto para a pesquisa antártica nacional.

A realização de “atividade de pesquisa substancial”, vale dizer, estudos em quantidade e qualidade significativas, é uma precondição para qualquer país figurar entre os membros consultivos, com direito a voto, do Tratado Antártico de 1959. Hoje há 29 nações nessa condição e 24 outras na de observadores.

QUANDO FICAR pronta, o que deve ocorrer em março de 2018, a nova base se elevará sobre a bela enseada na baía do Almirantado – mesmo local em que a antiga estação pegou fogo, em 2012 – com dois longos blocos de metal conectados. O premiado projeto do escritório curitibano Estúdio 41 foi descrito pela BBC, em janeiro, como “futurista, de arregalar os olhos”.

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ONU LANÇA CAMPANHA PARA REDUZIR PLÁSTICO NOS OCEANOS

Sem título1Segundo a entidade, plástico representa 80% do lixo nos oceanos e causa prejuízos no valor de US$ 8 bilhões nos ecossistemas marinhos.

A ONU lançou uma campanha global dirigida a governos, empresas e consumidores para reduzir os resíduos de plástico nos oceanos, onde são lançadas cerca de oito toneladas por ano deste material.

“Clean Seas” (“Limpar os mares”) se chama a campanha apresentada durante a Cúpula Mundial dos Oceanos, que acontece até esta sexta-feira (24) em Nusa Dua, na ilha de Bali, na Indonésia, afirmou a ONU em comunicado.

Entre as medidas, a organização multilateral sugere aos governos que apliquem políticas para reduzir o plástico, que as empresas reduzam as embalagens com este material e que os consumidores mudem seus hábitos.

Sem título2Para o ano 2020, a campanha propõe que sejam totalmente eliminadas as maiores fontes de plástico no mar: os microplásticos de cosméticos e as embalagens descartáveis.

“Já passou da hora de abordarmos o problema do plástico que aflige nossos oceanos. A poluição de plástico está aparecendo nas praias da Indonésia, repousando no leito marinho do Polo Norte e ascendendo na cadeia alimentar até nossas mesas”, disse Erik Solheim, chefe da ONU Meio Ambiente.

            Se o aumento de resíduos como garrafas, sacolas e copos de plástico se mantiver no ritmo atual, em 2050 haverá mais plástico do que peixes em peso no mar e 99% das aves marinhas terão consumido restos deste material.

Sem títuloCampanha da ONU

Campanha da ONU 2

Impacto ambiental dos plásticos é de pelo menos US$ 75 bi ao ano

 

O CIRURGIÃO QUE RETIROU O PRÓPRIO APÊNDICE EM CIRURGIA NA ANTARTICA

Sem títuloImagine a situação: você tem 27 anos e está em uma expedição na Antártica para construir uma base soviética no início da década de 60, quando sente uma dor profunda no lado direito da barriga. Não há dúvidas de que se trata de uma apendicite aguda.

Mas, fique tranquilo, você é um médico. E agora pode se preocupar de novo, pois você é o ÚNICO médico da expedição.

Este cenário de pesadelo foi a realidade do cirurgião Leonid Rogozov durante sua sexta expedição antártica soviética. A nova estação, com o bonito nome de Novolazarevskaya, foi concluída em fevereiro, mas em abril, Rogozov estava em uma situação de vida ou morte.

Ele percebeu que a única pessoa que poderia realizar a cirurgia que ele precisava desesperadamente era ele mesmo. Vladislav, filho de Rogozov, contou a história à BBC: “Ele teve que abrir seu próprio abdômen para tirar seus intestinos, ele não sabia se isso era humanamente possível.” Além dos consideráveis custos pessoais, havia também riscos políticos.

Pois acredite, o cirurgião teve de obter a aprovação de Moscou para tentar a cirurgia, uma vez que, se ele falhasse, isso causaria um reboliço na expedição soviética durante a Guerra Fria. Não era um grande momento para falhar, Rogozov.

Rogozov atribuiu tarefas diferentes a seus colegas. Um entregava os instrumentos da cirurgia, outro levantava espelho e outros ainda deveriam garantir que ninguém desmaiasse. Vladislav observa que ele era muito sistemático e preparado para todos os resultados potenciais.

Rogozov até administrou seu próprio anestésico e realizou toda a cirurgia de duas horas sem perder a consciência. Mas, ele finalmente encontrou a fonte de sua dor. Ele relatou em seu diário: “Finalmente, aqui está, o apêndice amaldiçoado!”

Com horror eu notei a mancha escura em sua base. Isso significa que apenas um dia mais e teria estourado. ” Mas, isso não aconteceu – a cirurgia de Rogozov foi um sucesso.

De acordo com a BBC, Rogozov retornou à Rússia como um herói e sua desafortunada questão médica se transformou em motivo para propaganda soviética. Rogozov foi condecorado com a Ordem da Bandeira Vermelha do Trabalho e foi até comparado com o primeiro homem no espaço, Yuri Gagarin. Mas qual é a parte mais impressionante desta história? Ele voltou ao trabalho apenas duas semanas depois. Isso é dedicação.

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MERGULHOS DIDÁTICOS

Sem títuloO mergulhador e documentarista Lawrence Wahba estreia novo programa em que procura desmistificar ideias equivocadas sobre a vida marinha e sua preservação

Golfinhos são mesmo inteligentes? Existem polvos gigantes? Tubarão bom é tubarão morto? Responder corretamente cada uma dessas questões é um dos propósitos da nova série “Pelos Mares do Mundo”, exibida pelo canal pago NAT GEO Wild em cinco episódios. O programa é mais uma criação do mergulhador e cinegrafista Lawrence Wahba, de 48 anos, recordista em produção de documentários para o National Geographic e ganhador do Emmy Awards 2013 com “América Selvagem”.

Mais conhecido do grande público por ter participado do “Domingão do Faustão” por 8 anos, Wahba é mergulhador desde a infância e já na adolescência passou a registrar imagens submarinas em vídeo. Hoje, trabalhando como “freelancer” para emissoras de TV do mundo todo, acumula o maior acervo de tomadas do fundo na América Latina. Parte do material que ele produziu desde 2011 permanecia inédito até ganhar forma no programa “Pelos Mares do Mundo”, em que cada episódio aborda um grupo de animais a partir de uma perspectiva científica.

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ATUM MILIONÁRIO 2017

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Pelo sexto ano consecutivo, o “vencedor” foi o presidente da cadeia de restaurantes Sushizanmai, que detém o recorde: em 2013 pagou 1,27 milhões de euros por um atum. Aproveite e veja a técnica da pesca de atum.

Um atum rabilho foi vendido hoje por mais de 605 mil euros no leilão de Ano Novo no mercado de peixe de Tsukiji, em Tóquio. Este pode ter sido o último leilão de Ano Novo no mítico mercado, que aguarda mudança para novas instalações.

O atum, que custou cerca de 2 857 euros por quilo, tinha 212 quilos, e foi pescado em Oma, em Aomori, no norte do Japão.

Pelo sexto ano consecutivo, o “vencedor” foi o presidente da cadeia de restaurantes Sushizanmai, Kiyoshi Kimura, que detém o recorde: em 2013 pagou 155,4 milhões de ienes (1,27 milhões de euros) por um atum rabilho. A licitação vencedora deste ano foi a segunda mais alta num leilão de Ano Novo em Tsukiji.

Há um motivo para o preço excessivo: licitar alto no primeiro leilão do ano é também uma questão de superstição para os japoneses, conhecida como “goshugi soba”, e é uma honra (e dá estatuto) ficar em primeiro.

O leilão de Ano Novo de hoje poderá ser o último deste tipo realizado nas atuais instalações do mercado de Tsukiji, uma das atrações turísticas mais populares da capital japonesa.

O Governo da área metropolitana de Tóquio decidiu em 2001 mudar Tsukiji, que abriu em 1935 no bairro de Chuo, para as margens do rio Sumida, na ilha artificial de Toyosu, dada a necessidade de maior área comercial.

No entanto, a deteção de vestígios de substâncias tóxicas no solo da nova superfície – onde estava localizada uma fábrica de gás – atrasou a mudança do mercado de peixe.

A governadora de Tóquio, Yuriko Koike, disse que a mudança do Tsukiji não terá lugar pelo menos até ao final do ano.

 

Atum 2017

Atum milionário 2013

Técnica da pesca de atum

 

 

PEIXE MUTANTE NO LIXO TÓXICO

sem-titulo Pesquisadores descobriram que os peixes de água doce conhecidos como killifish do Atlântico agora estão 8.000 vezes mais resistentes a altos níveis de lixo tóxico que os outros peixes, permitindo com que eles sobrevivam a extremos níveis de poluição que mataria quaisquer um de seus companheiros de espécie. Parece uma história de sucesso evolucionária, mas coisas como esta mostram que isto é algo excepcionalmente raro no reino animal.

            Uma nova pesquisa publicada no periódico Science mostra que espécies urbanas de killifish que nadam em quatro locais muito poluídos da costa leste dos Estados Unidos desenvolveram uma forte resistência a ambientes letais alterados por seres humanos. Graças à sua genética única, estes peixes agora são milhares de vezes mais resistentes a altos níveis de poluição que qualquer outro peixe.

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O processo evolucionário geralmente é lento, tornando difícil para as espécies se adaptarem a ambientes alterados por humanos. Pesquisadores da UC Davis descobriram que o killifish conta com um grande variação genética de alto nível que é maior que qualquer outro vertebrado sequenciado geneticamente. Como insetos, ervas daninhas e bactérias, estes peixes podem se adaptar rapidamente a diferentes agravantes ambientais.

“Algumas pessoas verão isso como algo positivo e pensar: ‘ei, as espécies podem evoluir como resposta ao que estamos fazendo ao meio ambiente!’”, observou Andrew Whitehead, um dos autores do estudo, em um comunicado. “Infelizmente, a maioria das espécies que tentamos preservar infelizmente não pode ser adaptar a mudanças tão rápidas, pois elas não têm altos níveis de variação genética que permitiram uma evolução rápida.”

De fato, os animais sem este tipo de característica genética frequentemente não conseguem se adaptar rápido o suficiente. Algumas espécies em específico não conseguem se desviarem de seus scripts genéticos, fazendo que muitas das mutações sejam desvantajosas.

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Usinas termelétricas e microalgas

 

UMA PESQUISA VITAL

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O Navio de Pesquisa Hidroceanográfico (NPqHo) “Vital de Oliveira” realizará a I Campanha Hidrográfica na região oceânica ao largo da costa sudeste brasileira, incluindo a Ilha Oceânica de Trindade. A Marinha, por meio da Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN), apoia o Plano de Levantamento da Plataforma Continental Brasileira (LEPLAC), que tem por objetivo estabelecer o limite da Plataforma Continental além das 200 milhas náuticas da Zona Econômica Exclusiva.

A Comissão denominada de MCTIC-LEPLAC/2016 tem o objetivo de coletar dados ambientais (meteorológicos, oceanográficos e hidrográficos) na região de interesse, a fim de contribuir para a realização dos projetos de pesquisa aprovados pelo Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), a produção de informações ambientais destinada à Segurança da Navegação e o fornecimento de subsídios para o LEPLAC.

Nesta Comissão embarcarão 30 pesquisadores da Universidade Federal Fluminense – UFF, da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, da Universidade Federal da Bahia – UFBA, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ e da Universidade de São Paulo – USP, que estudarão os processos de interação entre o oceano e a atmosfera, visando a aprofundar o conhecimento sobre os ecossistemas marinhos, além de possíveis impactos sofridos em decorrência das mudanças climáticas.

O Navio, adquirido por meio de Acordo de Cooperação firmado entre o Ministério da Defesa/Marinha do Brasil, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), a Petrobras e a Vale, foi incorporado à Marinha do Brasil em março de 2015.

Lançado ao mar em setembro de 2014, o NPqHo “Vital de Oliveira” serve como Plataforma Marítima, Laboratório Oceânico e Laboratório Multiuso, sendo empregado no monitoramento e caracterização física, química, biológica, geológica e ambiental de áreas oceânicas estratégicas brasileiras. Para tanto, o Navio possui 30 equipamentos científicos que proporcionarão a capacidade de melhor conhecer as riquezas presentes na “Amazônia Azul”.

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Vital Oliveira em ação

 

HISTÓRIAS ASSUSTADORAS DE NAVIOS FANTASMAS

Navios fantasmas são definidos como: “navios ficcionais assombrados, ou navios encontrados à deriva, com sua tripulação inteira ausente ou morta, ou navios que foram desativados, mas não demolidos”. Todas essas três opções parecem bastante plausíveis, exceto a parte do “ficcional”.

sem-tituloConstruído na Suécia em 1911, o Baychimo era um navio comerciante ao longo das rotas do noroeste do Canadá. A Grã-Bretanha o ganhou da Alemanha, como parte das reparações de guerra. A viagem final do Baychimo ocorreu em outubro de 1931, transportando uma carga de peles. A embarcação virou gelo embalado ao largo da costa da cidade de Barrow. A tripulação abandonou temporariamente o navio em busca de abrigo contra o frio gelado. O navio se libertou do gelo uma semana depois, em 8 de outubro, e a equipe voltou, só para ficar presa no gelo novamente, em 15 de outubro. 15 membros da tripulação construíram um abrigo improvisado a alguma distância do navio, com a intenção de, eventualmente, navegá-lo novamente. Em 24 de novembro, uma tempestade de neve atingiu a região. Em seguida, a tripulação descobriu que o Baychimo tinha desaparecido, supostamente afundado na tempestade. Vários dias depois, um caçador informou à tripulação que havia avistado o navio perto de seu acampamento. A equipe localizou o navio para recuperar a sua preciosa carga, e o abandonou. Nas próximas quatro décadas, houve numerosos avistamentos do Baychimo ao longo da costa do Canadá. A última aparição confirmada ocorreu em 1969, 38 anos depois de ser abandonado, preso em um bloco de gelo. Em 2006, o Governo do Alasca iniciou uma operação para localizar o “navio fantasma do Ártico”, mas nada foi encontrado até hoje. Preso no gelo, flutuando ou no fundo do oceano, o destino de Baychimo permanece um mistério.

Leia outras nove histórias

Trailer do filme “Navio fantasma”

ONDAS DE BELEZA

sem-tituloO oceano e sua imensidão tem o poder de nos fazer sentir extremamente pequenos diante do mundo. Algumas pessoas, inclusive, morrem de medo do mar. Pensando em tudo isso, o fotógrafo australiano Lloyd Meudell resolveu se especializar em fotografar a beleza das ondas.

“Sempre me interessei por fotografia e sempre surfei, a vida toda. Depois de ver algumas fotos de Clark Little, há alguns anos, decidi que iria me dedicar a fotografia no mar, porque pareceria ser só diversão”, contou Lloyd.

A maioria das fotos é feita na região onde o rapaz vive, na costa sul de New South Wales, na Austrália. “Nós temos diferentes tipos de alcance de ondas por aqui, que quebram em pedras ou em belas praias. Tudo há 10 minutos de casa”, disse.

Para Lloyd Meudell a parte mais difícil é sempre esperar pelas condições certas. “Esperar os elementos se alinharem – swell, vento, luz, etc – pode ser realmente frustrante algumas vezes”, explicou.

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ATRAÇÃO FATAL

sem-tituloAves marinhas engolem plástico atraídas por seu odor. Os resíduos emitem o mesmo sinal olfativo que o alimento.

Uma das maiores perguntas sobre a poluição por plásticos dos oceanos é por que os animais comem esses resíduos. Até agora, a resposta mais aceita era que confundem visualmente com comida. Mas é difícil explicar como espécies adaptadas a seus ambientes durante milhares de anos de evolução podem se enganar com algo tão básico como o alimento.

Um novo estudo publicado hoje oferece uma resposta um pouco mais complexa, pois demonstra que os plásticos cheiram exatamente como a comida de que se alimentam as aves marinhas. O trabalho se concentrou no grupo das procelariformes, que inclui albatrozes, petréis e pardelas. Essas espécies têm um olfato afiado para que o dimetilsulfureto (DMS), um composto bioquímico que segrega o fitoplâncton em decomposição e que lhes indica o ponto em que há alimento. O composto é um dos principais responsáveis pelo cheiro de mar e tem um papel chave no clima.

            Uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia em Davis (EUA) demonstrou que, depois de menos de um mês flutuando em águas marinhas, os plásticos mais comuns começam a emitir dimetilsulfureto. Também demonstrou que esse composto está diretamente relacionado à ingestão de plástico por parte das aves marinhas. Seu estudo, publicado na revista Science Advances mostra que as espécies analisadas são cinco vezes mais propensas a engolir plástico do que outras que não conseguem cheirar o DMS.

Todo ano, os seres humanos jogam ao mar oito milhões de toneladas de plástico. A maioria chega ao mar vinda da Terra, em parte pela falta de reciclagem. Mais de 200 espécies de mamíferos, peixes, aves e tartarugas consomem esses resíduos que obstruem o trato digestivo dos animais e são tóxicos em alguns casos. Por exemplo, um estudo publicado este ano afirmava que os microplásticos estão intoxicando alguns peixes do Báltico e poderiam explicar o declínio de algumas espécies de interesse pesqueiro. No ritmo atual de contaminação dos mares, 99% das aves marinhas terão ingerido plástico em 2050, ressalta o novo estudo.

O novo estudo demonstra que a intoxicação é mais complexa do que se pensava (não se trata tanto da visão, mas do olfato) e que é mediada por sinais bioquímicos que as aves evoluíram para conseguir captar inclusive em pequenas concentrações. “É um engano ecológico”, resume o biólogo da UB. Depois de algumas semanas no mar, os plásticos se cobrem de organismos microscópicos que começam a produzir dimetilsulfureto e assim atraem as aves. Não é que confundam com comida: é que é comida, mas contaminada.

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Plástico no organismo

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NAUFRÁGIOS NO MAR NEGRO

Arqueólogos descobrem ‘cemitério’ de navios milenares no Mar Negro.

           sem-titulo Uma equipe internacional de pesquisadores fez uma descoberta inesperada que traz novas informações sobre as rotas marítimas que cruzaram o Mar Negro há mais de mil anos. Em menos de um ano, o projeto revelou mais de 40 navios naufragados, todos em ótimas condições de preservação, repousando sobre o leito do mar interior entre a Europa Ocidental e o Cáucaso. Análises iniciais indicam que parte das embarcações pertenceram aos Impérios Bizantino e Otomano, sendo que alguns modelos eram conhecidos por fontes históricas, mas nunca antes haviam sido vistos.

A descoberta aconteceu por acaso, durante expedições do Black Sea Maritime Archaeology Program (Black Sea MAP). No passado remoto, a região possuía vastas áreas de terras ocupadas por humanos, que foram inundadas no fim da última idade do gelo, há cerca de 12 mil anos. Os pesquisadores pretendem analisar quão rápido os níveis das águas subiram e o efeito do alagamento sobre as populações que foram afetadas ao longo da costa da Bulgária.

— Os naufrágios foram um bônus, mas uma descoberta fascinante, encontrados durante o curso dos nossos levantamentos geofísicos — disse Jon Adams, diretor do Centro de Arqueologia Marítima da Universidade de Southampton, na Inglaterra, uma das instituições que participam do Black Sea MAP.

Os pesquisadores estão mapeando o fundo do mar para determinar quais áreas não estavam submersas no passado. A bordo do Stril Explorer, os cientistas possuem dois veículos operados remotamente para a coleta de amostras do leito, sendo um deles equipado com poderosas câmeras de alta resolução em 3D, que capturaram imagens deslumbrantes dos naufrágios.

— Usando as mais modernas técnicas de gravação em 3D para estruturas submersas, nós fomos capazes de capturar algumas imagens surpreendentes sem perturbar o leito do mar — explicou Adams.

Estes não são os primeiros naufrágios descobertos no Mar Negro, mas certamente são os mais bem preservados. O excelente estágio de conservação é explicado pela profundidade dos restos dos navios, todos encontrados a mais de 150 metros de profundidade.

— Eles estão incrivelmente preservados devido às condições anóxicas (ausência de oxigênio) do fundo do Mar Negro — disse o pesquisador.

O Império Bizantino prosperou entre os séculos V e XV, quando foi derrubado pelo Império Otomano, que existiu até ser derrotado na I Guerra Mundial.

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Show de imagens

Tragédia 2012

CINCO PROBLEMAS

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Poluição do ar, desmatamento, extinção de espécies, degradação do solo e superpopulação representam grandes ameaças, que devem ser resolvidas para que o planeta continue sendo um lar para todas as espécies.

  1. Poluição do ar e mudanças climáticas – O problema: a atmosfera e os oceanos estão sobrecarregados de carbono. O CO2 atmosférico absorve e reemite radiação infravermelha, o que faz com que o ar, os solos e as águas superficiais dos oceanos fiquem mais quentes –em princípio, isso é bom: o planeta estaria congelado se isso não acontecesse.

Mas há muito carbono no ar. A queima de combustíveis fósseis, o desmatamento para a agricultura e as atividades industriais aumentaram as concentrações atmosféricas de CO2 de 280 partes por milhão (ppm), há 200 anos, para cerca de 400 ppm. Isso é um aumento sem precedentes, tanto em escala quanto em velocidade. O resultado: perturbações climáticas.

O excesso de carbono é apenas uma forma de poluição do ar causada pela queima de carvão, petróleo, gás e lenha. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou recentemente que uma em cada nove mortes em 2012 está relacionada com doenças causadas por agentes cancerígenos e outros venenos presentes no ar.

Vida nos oceanos sofre com a pesca predatória, a poluição e o aquecimento das águas por causa das alterações climáticas

sem-titulo1Soluções: substituir os combustíveis fósseis por energia renovável; reflorestamento; reduzir as emissões originadas pela agricultura; alterar processos industriais.

A boa notícia é que a energia limpa é abundante – ela só precisa ser estimulada. Muitos afirmam que um futuro com 100% de energia renovável é possível com a tecnologia já existente.

Mas há uma má notícia: embora a infraestrutura de energia renovável – painéis solares, turbinas eólicas e sistemas de armazenamento e distribuição de energia – esteja se tornando cada vez mais comum, barata e mais eficiente, especialistas dizem que essas tecnologias não estão sendo utilizadas no ritmo necessário para evitar uma ruptura climática catastrófica. Dificuldades políticas e financeiras ainda precisam ser superadas.

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Outros 5

SIMULADOR DE ONDAS

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O Porto de Santos contará com um novo simulador de ondas, reproduzindo boa parte de seu canal de navegação e da orla da Cidade. Considerado o mais moderno do País, o equipamento será utilizado, inicialmente, em estudos sobre as condições de navegação no complexo marítimo, preparando a vinda de navios de maiores dimensões à região, e nas pesquisas sobre qual a melhor proteção para as praias santistas, diante do aumento de sua erosão.

Denominado oficialmente Simulador Físico de Ondas Espectrais Professor Odair José de Souza, a instalação foi inaugurada no Laboratório de Hidráulica da Escola Politécnica, da Universidade de São Paulo (USP), na Cidade Universitária, na Capital.

sem-titulo2O equipamento foi construído a partir de uma parceria entre a Escola Politécnica e a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária). Sua implantação integra o projeto desenvolvido entre a universidade e a estatal para estudar o canal de navegação do Porto, qual o tamanho máximo dos navios que podem trafegar em seu leito (considerando as dimensões da via), os impactos nas operações do complexo diante de eventuais restrições de dragagem e, ainda, o crescente processo de erosão nas praias de Santos.

Ocupando cerca de 800 metros quadrados, o simulador reproduz o canal de navegação, especialmente o trecho da barra (onde os navios fundeiam, aguardando uma vaga para atracar no complexo marítimo) e a orla de Santos, em uma escala de 1:120 – ou seja, cada 120 metros do canal é reproduzido em um metro no modelo. Ele conta com uma ponte rolante para movimentação de equipamentos e aparelhos para simular as condições hidrodinâmicas da região. Há um gerador de ondas e um sistemas de bombas que simulam a cheia e a vazante da maré, além de sensores.

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Simulador de ondas do TPN-USP

O piscinão high-tech que a marinha dos EUA usa para simular o oceano

PRIMEIRA CIRCUNAVEGAÇÃO DA ANTÁRTICA

sem-tituloCinquenta cientistas de 30 países formarão a primeira equipe científica a circunavegar a Antártica em uma tentativa de mensurar a contaminação e as mudanças climáticas, anunciaram os encarregados do projeto.

A equipe internacional viajará a bordo do navio científico russo “Akademik Treshnikov”, que zarpará da Cidade do Cabo, na África do Sul, em 20 de dezembro e voltará em 18 de março de 2017.

Os organizadores da Expedição Circumpolar Antártica (ACE, na sigla em inglês) esperam intensificar a cooperação para entender melhor o impacto da humanidade no oceano Antártico.

“Os pesquisadores trabalharão em uma série de campos interrelacionados, da biologia à climatologia, passando pela oceanografia, pelo bem do futuro deste continente”, afirmaram os integrantes da expedição em um comunicado. “É essencial ter uma melhor compreensão da Antártica, não só para a sua preservação, mas para todo o planeta”, acrescentaram.

Enquanto isso, a formação de lagos azuis na Antártica preocupa cientistas. Um fenômeno semelhante se encontra por trás do degelo inédito da Groenlândiaa

 

Circunavegação da Antártica

Lagos azuis

 

 

CACHORRINHOS DO MAR

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Você já reparou como as focas são parecidas com os cachorros? Não sei se sim, ou se não, mas são. São alguns dos seres aquáticos mais engraçados, dóceis e brincalhões. Lembram ou não lembram nossos amigos caninos? Ambos pertencem ao mesmo subgrupo carnívoro, chamado Caniformia, que também inclui guaxinins, leões-marinhos e ursos.

 

 

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Confira fotos de cachorros e focas

Focas no saxofone

 

 

PEIXE E PELE HUMANA

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Remédios tradicionais ou um bom e velho band-aid podem ser substituídos em breve por um método nada tradicional de recuperação de feridas: pele de peixe. Cientistas da Jiaotong University School of Medicine, na China, afirmam que o colágeno presente no revestimento de peixes pode ser uma forma mais rápida que as atuais para curar a pele humana de ferimentos superficiais. A equipe do professor Jiao Sun extraiu colágeno de tilápias e criou uma espécie de esponja com nanofibras desse material. Ela então foi aplicada em ratos e mostraram alta capacidade de auxílio na regeneração, garantindo um tratamento mais rápido e sem rejeição por parte do organismo das cobaias. O material mostrou-se ainda estável em temperatura ambiente.

sem-titulo1A ideia por trás da técnica é criar uma espécie de camada de colágeno que acelere o crescimento celular e a produção de novas proteínas no local da ferida. Por enquanto, só testes em animais de pequeno porte foram realizados, fazendo com que o material ainda esteja longe da produção em escala comercial.

No Brasil – Pesquisadores de Pernambuco, em pareceria com especialistas do Ceará e Goiás, está testando a pele de tilápia como curativo biológico para queimaduras. A pele já foi testada em 40 camundongos, que tiveram uma boa cicatrização e diminuíram as infecções. O próximo passo é testar em seres humanos.

A pesquisa é coordenada pelo cirurgião plástico Marcelo Borges, que tem 35 anos de experiência em tratamento de queimados. “Sem dúvida nenhuma, o tratamento com curativos à base de pele animal acelera o processo de cicatrização e contribui muito pra que esse processo seja menos doloroso”, avalia.

A tilápia é um peixe resistente às doenças, cresce rápido e é fácil de criar. Por isso, é muito consumida no país. A carne tem valor comercial, mas quase sempre vai para o lixo. Durante os estudos, os pesquisadores descobriram que a resistência da pele da pele do peixe é muito semelhante à da pele humana.

Veja mais:

Peixe e pele humana

Tilápia e queimaduras

Mais tilápia

Tilápia na moda

PEIXES CANTORES

sem-titulo1Quando donos de navios escutaram um zumbido submarino grave e monótono na Califórnia dos anos 1980, a princípio pensaram se tratar de bombas de esgoto, experimentos militares e até extraterrestres.

O curioso som noturno era, na verdade, o chamado de acasalamento de peixes do gênero Porichthys – um peixe-sapo que se esconde sob a areia durante o dia e flutua logo acima dela à noite. Mas a explicação de por que o canto só era ouvido pela noite permanecia um segredo biológico que só agora os cientistas conseguiram desvendar.

Para achar as respostas, os pesquisadores das universidades americanas de Cornell e Yale fizeram experimentos com os peixes em laboratório – as conclusões foram detalhadas na publicação científica Current Biology. Segundo eles, o zumbido ritmado e constante dos Porichthys é controlado por um hormônio que também regula o sono e o relógio biológico em diversos seres vivos, inclusive nos humanos – a melatonina.

Para ilustrar essa relação, os pesquisadores primeiro mantiveram os peixes sob luz constante – essa ação praticamente quase suprimiu o zunido dos animais. Mas quando os cientistas administraram um substituto da melatonina aos peixes, eles voltaram a cantar, porém em horas aleatórias e de forma desritmada.

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TUBARÃO IRADO

sem-titulo1Um vídeo mostra o momento em que um tubarão branco, um dos predadores mais perigosos dos mares, nada até uma gaiola onde um grupo de mergulhadores fazia imagens do mar e defeca ao redor do grupo.

A filmagem foi feita em Guadalupe, e deixou os mergulhadores sem opção de ter para onde fugir.

Confira

 

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Em inglês

 

UM MAR DE IMAGENS FANTÁSTICAS



sem-titulo“A Caçada”, série da BBC em cartaz no “Fantástico”, leva você às profundezas do oceano. Bem no fundo do mar, entre 300 e 1.000 metros abaixo da superfície, uma lula quase transparente atrai camarões e peixes com iscas bioluminescentes.

            O programa revela que o oceano é uma imensidão selvagem que cobre mais da metade do planeta, porém a maior parte dele é um enorme deserto sem vida. Por isso predadores encaram uma busca sem fim para conseguir alimento.

Você também pode conhecer a fantástica história de um anel que ficou perdido no fundo do oceano por quase 40 anos, foi encontrado e, pasme, devolvido a quem pertencia!

E pode acompanhar o dilema dos peixes voadores: enquanto sua habilidade de saltar para fora da água os ajuda a escaparem de dourados, ela os torna presa vulnerável para fragatas que sobrevoam as águas.

Além de saber como focas fofinhas salvam ursos polares famintos no Ártico.

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Nas profundezas do oceano

Caçada aos peixes voadores

Foquinhas fofinhas e ursos polares famintos

Anel que ficou perdido no mar durante 40 anos é encontrado e devolvido

 

 

 

GATOS VIKINGS E CÃES SURFISTAS

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Pesquisadores acreditam que os gatos estavam nas expedições vikings, principalmente para manter os ratos longe dos mantimentos nos barcos. Enquanto isso, cães disputam tradicional competição de surfe nos EUA. Usando coletes salva-vidas, animais de estimação encararam as ondas sozinhos na prancha ou ao lado de seus donos.

Será que os gatos acompanharam os vikings nas expedições marítimas? Cientistas acreditam que os animais estiveram nas viagens, principalmente, para manter os ratos longe dos mantimentos armazenados nos barcos. O estudo ainda está na fase inicial, mas os pesquisadores divulgaram os resultados preliminares no Simpósio Internacional de Arqueologia Biomolecular na Universidade de Oxford, na Inglaterra.

A equipe de arqueólogos do Instituto Jacques Monod, na França, é responsável pelo estudo e para a análise eles sequenciaram os DNAs mitocondriais dos restos de 209 gatos de trinta sítios arqueológicos da Europa, Oriente Médio e África. O resultado mostrou que a população felina pode ter crescido em dois momentos. Após possível domesticação dos animais no Antigo Egito, há seis mil anos atrás, os cientistas sugerem que houve um crescimento da população dos bichinhos e os gatos se espalharam para Europa, Ásia e África.

A segunda expansão teria ocorrido na época dos vikings. Os cientistas encontraram DNA felino em um sítio arqueológico viking no norte da Alemanha e o material pode ser de um animal que tenha vivido juntos com os tripulantes entre o século 8 e 11, o que é um forte indício de que os gatos podem ter rodado o mundo.

Enquanto isso, no mundo de hoje, dezenas de cães participaram do tradicional campeonato de surfe em Huntington Beach, no estado da Califórnia (EUA). Evento está em sua oitava edição.

As praias da Califórnia são muito conhecidas pelas ondas e atraem surfistas do mundo inteiro. Mas uma vez por ano um campeonato bem diferente desvia todas as atenções. É o “Surf City Surf Dog”, onde os cães tomam conta das pranchas e caem no mar para mostrar suas habilidades em busca do pódio.

O evento começou em 2008 com o intuito de juntar amantes do surf, de cachorros e famílias para um dia de muita diversão. Além do campeonato de surf, há outras atrações que acontecem durante os dias de bateria: atividades físicas próprias para cães e uma feira de exposição e desfile para os animais.

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Gatos Vikings 1

Gatos Vikings 2

Cães Sufistas 1

Cães Surfistas 2

Cães surfistas 3:

UM PREJUÍZO DE 10 BILHÕES DE DÓLARES

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Os impactos das mudanças climáticas sobre os oceanos cobrarão um preço salgado da pesca mundial: uma perda estimada em cerca de US$ 10 bilhões de receita anual até 2050, e os países mais dependentes da atividade serão os mais afetados.

O cálculo é de uma nova pesquisa da Universidade de British Columbia (UBC), publicada nesta semana na revista científica Nature. A baixa nas capturas deverá ser provocada pelo aumento das temperaturas e mudanças na salinidade, acidez e teor de oxigênio nas águas dos oceanos.

“Os países em desenvolvimento mais dependentes da pesca para alimentação e para a renda serão os mais atingidos”, disse Vicky Lam, principal autor do estudo. “É necessário implementar melhores planos de gestão dos recursos marinhos para aumentar a resiliência frente à mudança climática”.

Entre os países mais vulneráveis estão micronações insulares como Tokelau, Ilhas Cayman e Tuvalu. Enquanto isso, muitos países desenvolvidos, como a Groenlândia e a Islândia, poderão ver aumentar sua receita da pesca, por conta da maior migração de peixes para águas mais frias.

Os pesquisadores usaram modelos climáticos do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC) para examinar o impacto econômico das mudanças climáticas sobre os recursos as receitas da pesca em dois cenários de emissões – em um alta emissão, onde as taxas continuam a subir sem controle, e em um cenário de baixa emissão, onde o aquecimento do oceano não passa dos dois graus Celsius.

Atualmente, as receitas da pesca global somam cerca de US$ 100 bilhões por ano. Mas um cenário de altas emissões poderá reduzi-las em 10 por cento, enquanto em um cenário de baixas emissões as receitas sofreriam queda estimada de 7 por cento.

A pesquisa também avalia que a atividade de aquicultura – considerada uma solução para aliviar a carga das perdas financeiras da pesca e para melhorar a segurança alimentar em um mundo em aquecimento – pode exacerbar o impacto negativo nas receitas.

“Os programas de adaptação às mudanças climáticas, tais como o desenvolvimento da aquicultura, podem ser vistos como uma solução. No entanto, ela também pode baixar o preço de frutos do mar, levando a novas reduções nas receitas da pesca”, disse William Cheung, professor associado no Instituto de Pesca e Oceanos da UBC e coautor do estudo.

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Confira

Mudança climática

PEIXES FICAM ESTRESSADOS LONGE DO CARDUME

sem-tituloAnimais perdem peso e ficam sob estresse quando isolados, o que dificulta a sobrevivência, aponta estudo. Segundo cientistas, vida em grupo acalma e ajuda os peixes a economizar energia.

Peixes que vivem em recifes de coral gostam de companhia. Eles ficam estressados e perdem peso quando estão separados uns dos outros, o que afeta sua capacidade de sobreviver.

Cientistas da Universidade James Cook, na Austrália, estudaram peixes-donzela capturados na Grande Barreira de Corais australiana. Para tentar saber por que os animais preferiam se socializar, os pesquisadores isolaram alguns deles e mantiveram outros juntos em cardumes.

“Os peixes que foram isolados perderam peso após a primeira semana, o que significava que eles estavam menos saudáveis do que os em grupos”, disse o autor do estudo, Lauren Nadler.

A equipe de cientistas mediu a taxa metabólica – que é um indicador de estresse – tanto nos peixes em cardume quanto nos sozinhos e confirmou o que suspeitava: ficar em grupos tem um “efeito calmante”.

“Os peixes ficavam mais calmos e menos estressados quando tinham seus companheiros de cardume ao redor, com diminuição de 26% na taxa metabólica em comparação com os indivíduos testados isoladamente”, explicou Nadler.

Distúrbios naturais, como ciclones tropicais, às vezes podem dispersar companheiros de cardume. Mas se se mantêm juntos, peixes não queimam energia tão rapidamente, o que os ajuda a sobreviver e se reproduzir.

“Se esses peixes estivessem sozinhos no oceano, eles precisariam de mais alimentos para manter sua energia e sobreviver “, disse o coautor do estudo, Mark McCormick. “Quando eles não têm os companheiros por perto para ajudar a vigiar se predadores se aproximam, a busca por alimentos se torna mais arriscada.”

Os resultados do estudo, publicado no “Journal of Experimental Biology”, mostram a importância da convivência em grupo para manter populações de peixes saudáveis, dizem os cientistas.

Confira 1

Confira 2

Estresse

O ANZOL MAIS ANTIGO DO MUNDO

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Achado no Japão o anzol mais antigo do mundo, de 23 mil anos.

Um anzol de aproximadamente 23 mil anos, considerado o mais antigo do mundo, foi descoberto em uma caverna na Ilha de Okinawa, no sudoeste do Japão, confirmou nesta terça-feira à Agência Efe, um porta-voz do museu encarregado da pesquisa.

O anzol de 1,4 centímetros de comprimento e com forma de uma meia lua é feito com conchas de caracol de mar, e representa um raro descobrimento sobre as técnicas de pesca do Paleolítico ou a Idade de Pedra, de acordo com a informação divulgada pelo Museu Prefectural e Museu de Arte de Okinawa.

            Os pesquisadores determinaram a idade do anzol mediante da datação por radiocarbono (um método de datação radiométrica que utiliza o isótopo carbono-14 para determinar a idade de materiais que contêm carbono para cerca de 50 mil anos) do carvão vegetal da camada onde se encontrava o instrumento.

“É um material valioso que ilustra um novo aspecto do período paleolítico, durante o qual nós pensamos que as pessoas caçavam principalmente em terra”, explicaram as fontes do museu à agência “Kyodo”.

Até agora, o anzol mais antigo do mundo tinha sido descoberto por um grupo de arqueólogos australianos no Timor-Leste, no entanto, sua idade é de entre 16 mil e 23 mil anos.

Pesquisadores japoneses também encontraram um anzol inacabado, com entre 13 mil e 23 mil anos, assim como fragmentos de cascalho que acham ter sido utilizado para afiar o objeto.

A descoberta da equipe liderada por Masaki Fujita, quem também é curador no Museu de Okinawa, foi divulgado em artigo publicado na revista americana “Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), no dia 16 deste mês.

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Confira

Em inglês

TRÊS MERGULHOS

sem-titulo3Mergulhador faz fotos incríveis com baleias. Russos batem recorde de mergulho sob o gelo. Mergulhadores desvendam mistério de quase um século ao encontrar rebocador da Marinha dos EUA.

*O australiano Will Rosner fazia um mergulho na região de Vavaʻu, em Tonga, quando conseguiu fazer uma foto incrível com uma baleia jubarte que cruzou o seu caminho. Além da foto com direito a “photobomb”, que viralizou no Instagram, o mergulhador ainda fez registros impressionantes com as outras baleias no local. Em sua página na rede social, ele relatou a experiência de nadar com os animais que, segundo ele, eram tão brincalhões quanto cachorros alegres. “Eu nunca imaginei o quão curiosa uma baleia poderia ser. Esta jubarte ficou nadando com a gente, brincando, mergulhando, cantando, dançando e jogando água sobre a gente por 30 minutos”, disse.

**Um grupo de mergulhadores russos estabeleceu o recorde mundial de profundidade no mergulho sob o gelo, chegando a 102 m abaixo da superfície, durante uma expedição ao mar Branco. A expedição integrou o projeto “Os 13 Mares da Rússia” e teve por objetivo testar equipamentos submarinos, além de desenvolver novos métodos para salvar pessoas em grandes profundidades. “Estamos constantemente treinando em condições muito complexas e profundidades extremas”, disse o líder da equipe de mergulho da expedição, Dmítri Schiller. “É muito frio lá, e enfrentamos temperaturas negativas. As chances de o equipamento quebrar são dez vezes maiores do que em condições normais, fora a adrenalina.”

*** Um rebocador americano desaparecido desde 1921 foi encontrado perto das ilhas Farallones, a cerca de 50 km de San Francisco.  O USS Conestoga desapareceu após sair de San Francisco em 25 de março de 1921 com 56 pessoas a bordo. Ele estava a caminho da Samoa Americana. O desaparecimento deu início a uma intensa e vasta busca no oceano, encerrada sem êxito três meses depois. Foi a maior operação de busca da Marinha americana até então. Mas ela ocorreu entre o Havaí e a costa mexicana, e o navio acabou sendo encontrado, em 2009, em uma mapeamento de rotina na costa da Califórnia. Os pesquisadores acreditam que o navio afundou quando tentava chegar a uma enseada para se proteger de ventos fortes e do mar agitado.

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Mergulhador e baleias

Mergulhadores russos

Mergulhadores americanos

PESCA EXPLOSIVA

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Pesca com dinamite destrói recifes em Mianmar. No Brasil, Um morador do bairro da Ribeira, em Salvador (BA), denunciou o uso de bombas durante uma “pescaria”. Uma equipe internacional de cientistas viajou até o arquipélago de Mergui para mapear recifes de coral. Objetivo é criar áreas de proteção e identificar tamanho do estrago causado pela pesca predatória com explosivos.

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Na paisagem paradisíaca de Mianmar, cientistas de uma organização internacional estão em busca de lugares onde os recifes de corais estejam intactos. A nossa equipe acompanhou os biólogos numa viagem pelo Mar de Andamão, a bordo de um navio de pesquisa. O que os especialistas encontraram pelo caminho foi um cenário bem diferente do esperado, consequência do uso de explosivos na atividade pesqueira. Um morador do bairro da Ribeira, em Salvador (BA), denunciou o uso de bombas durante uma “pescaria” O registrou foi feito por moradores da região e que presenciam essa prática com frequência, sem qualquer ação por parte da fiscalização. No vídeo, é possível ver que duas pessoas em uma canoa lançam o artefato na água e em seguida um grande volume de água sobe após a explosão. Esse tipo de pesca é ilegal e nada seletiva, matando qualquer tipo de peixes ao redor. A pesca com o uso de explosivos é crime no Brasil. A comercialização de qualquer artefato é controlada pelo Exército. Essa prática tanto nos rios quanto no mar afeta a vida marinha de um modo geral, trazendo grandes consequências ao meio ambiente, além de causar um grave acidente para quem o pratica.

Veja mais:

Pesca com dinamite em Mianmar

Na Tanzânia

Destruindo corais na Tanzânia:

 

Veja ainda:

Pesca com bomba na Baía de Todos os Santos 1

Pesca com bomba na Baía de Todos os Santos 2

Pesca com bomba na Ribeira, Salvador

Stop the dynamite

 

PAPO GOLFINHO

sem-titulo2Golfinhos podem ‘conversar’ como nós, sugere estudo. A comunicação entre uma dupla de golfinhos sob a água revela que os animais usam sinais dispostos em sentenças, da mesma maneira que humanos.

Golfinhos são capazes de “conversar” como os seres humanos, afirma um estudo “linguístico” dos sons emitidos pelos animais. Usando diferentes sinais sonoros (chamados “cliques”), um após o outro, os animais formam sentenças muito semelhantes às frases humanas, afirma o cientista Vyacheslav Ryabov, pesquisador Reserva Natural Karadang, na Rússia, após analisar a gravação de uma dupla de “Como essa linguagem dos golfinhos exibe todas as características presentes na linguagem falada humana, isso indica um alto nível de inteligência e consciência nos golfinhos e sua linguagem pode ser considerada uma linguagem falada altamente desenvolvida, semelhante à humana”, afirma o pesquisador, em estudo publicado recentemente.

A “conversa” dos golfinhos – Há muito tempo os biólogos sabem que os golfinhos emitem “cliques” e assobios quando estão felizes, separados do grupo ou tristes. Mas nenhuma análise linguística tão detalhada havia sido feita dos “cliques”. A conclusão veio depois que os animais tiveram sua comunicação gravada por um microfone embaixo d’água capaz de registrar os diferentes sons e tons que emitem.

Ryabov descobriu que os animais alteram o volume a frequência de “cliques” ou “pulsos” emitidos como se fossem palavras dispostas em frases. Um após o outro esses sinais vão compondo sentenças que permitem a comunicação entre os golfinhos. O cientista também verificou que um animal escuta a sentença do outro, sem interrupção, para só depois, ter seu turno e “responder”. “Cada pulso produzido pelos golfinhos é diferente do outro por sua extensão no tempo e pelo conjunto de componentes espectrais que compõe a frequência. Assim, podemos assumir que cada pulso representa um fonema ou uma palavra na linguagem dos golfinhos”, afirma o cientista no estudo. Analisando a semântica, produtividade e outras características linguísticas, ele conclui que as “frases” tem até cinco “palavras”. Seu conteúdo, entretanto, ainda não foi decifrado.

Os assobios dos golfinhos, porém, têm análises mais avançadas nesse sentido. Em 2013, cientistas escoceses mostraram que, em grupo, esses animais identificam cada um dos indivíduos com um tipo de assobio diferente, uma espécie de assinatura sonora, como se fosse um “nome”.

Confira

Golfinho conversando:

Golfinho brincante

COMÉRCIO MUNDIAL DO PESCADO CAI E PRODUÇÃO SOBE

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Este ano de 2016 será o segundo ano de queda na receita do comércio mundial de pescado e a primeira vez que uma diminuição foi registrada em dois anos consecutivos desde que a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO/ONU) passou a compilar estatísticas do setor, 40 anos atrás.

Segundo o relatório Globefish Highlights, cuja terceira edição acaba de ser apresentada pela FAO, a queda na receita não está relacionada à diminuição do volume exportado, cuja previsão continua estável este ano em 59,9 milhões de toneladas, mas ao resultado de um dólar significativamente mais forte – que reduz o valor relativo do comércio em outras moedas, como o real – e a uma queda de preços em algumas das espécies mais comercializadas.

As tendências principais em produção de pescado e consumo continuam, com desembarques estáveis na pesca extrativa e um incremento de 5% na produção aquícola. Ao mesmo tempo, a FAO crê na expansão do consumo per capita de pescado oriundo da aquicultura para 10,9 kg este ano, mais alto que os 9,7 kg de espécies selvagens.

Em abril de 2016, o último mês da análise, o FAO Fish Price Index estava similar ao mesmo mês de 2016. Em geral, os preços de pescado continuaram relativamente baixos ao longo da primeira metade de 2016 se comparados a anos recentes, puxados, principalmente, pela larga proporção de comércio mundial de commodities como camarão e atum ocupam no mix total. Além disso, preços de pescado de alto volume, como pangasius, tilápia e cavalinha, também caíram.

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Cefalópodes e algumas espécies demersais, como cod, mostraram fortes ganhos no mesmo período, assim como os preços de arenque. A performance de maior valorização, no entanto, é o salmão de cultivo, cujos preços na Europa chegaram a altas sem precedentes no momento em que a oferta global se comprime. A maioria dos exportadores de pescado deve apurar faturamento menor com exportações em dólares, por conta de uma combinação de preços baixos e moeda forte. Grandes exportadores de atum e camarão, como Índia, Tailândia, Filipinas, China, Equador e México tem previsão de sofrer em vários níveis com baixos preços de commodities.

Outros grandes produtores vão se sair melhor, como Argentina, Noruega e Islândia. As duas últimas estão se beneficiando dos altos preços do cod, mas as empresas de cultivo de salmão na Noruega estão apurando um faturamento enorme com os saltos de preços. Já a captura de camarão vermelho da Argentina no último ano incrementou vendas para os mercados europeus e à China.

No lado da importação, os três mercados mais importantes (EUA, União Europeia e Japão) devem apurar quedas marginais no total importado, enquanto alguns países devem se comportar bem ao longo do ano.

A votação do referendo para a saída do Reino Unido da União Europeia teve um impacto imediato e negativo nas exportações britânicas já que há incerteza sobre o cenário com a saída e quais as implicações que isso vai gerar no comércio entre o Reino Unido e seu principal parceiro.

A libra teve uma desvalorização imediata, o que é uma vantagem aos exportadores mas reduz dramaticamente o poder de compra dos importadores de pescado. Para um país que importa duas vezes o que exporta, as consequências devem ser sérias. Além das questões comerciais, a saída do Reino Unido vai significar uma reformulação do controle nacional das políticas de gestão pesqueira e deve levar a um ajuste das cotas de águas soberanas previamente estabelecidas em Bruxelas sob a Política Pesqueira Comum (Common Fisheries Policy).

Confira

Leia também

FAO 2014

 

NOVA GUERRA FRIA COMEÇA A DESPONTAR NO ÁRTICO

Militarização e planos de industrialização da Rússia preocupam países limítrofes e esgarçam o consenso diplomático sobre essa região estratégica. A cooperação e a rivalidade coexistem em proporções variáveis no Círculo Polar Ártico, a região que pode se tornar a maior fonte de petróleo e gás do planeta e na qual a Rússia tem o grosso de suas reservas de hidrocarbonetos (exploráveis e potenciais), além de 20.000 quilômetros de fronteira marítima.

sem-tituloA geografia: A área delimitada pelo Círculo Polar Ártico —o paralelo de latitude 66º 33′ 46— não tem extensão definida, por não ser um continente propriamente dito. São parte dela as regiões setentrionais extremas da Europa, da Ásia e da América do Norte. A capa de gelo que cobre o oceano Ártico chegou a 14,54 milhões de quilômetros quadrados, sua maior amplitude, em 2015, no dia 25 de fevereiro. É a maior marca desde o início do monitoramento desse dado.

Reservas energéticas: O US Geological Survey calcula que o Ártico abrigue um quarto das reservas de petróleo e gás do mundo ainda não descobertas. Conselho Ártico: O organismo que coordena as políticas regionais foi fundado em 1996 pelos oito países árticos: Noruega, Suécia, Finlândia, Rússia, EUA (Alaska), Canadá, Dinamarca (Groenlândia) e Islândia. Dele fazem parte também seis países membros observadores —como a China— e seis países observadores, que incluem a Espanha. O Brasil tenta ser admitido como membro observador.

Regulamentação: A Organização das Nações Unidas (ONU) criou um marco normativo em 1982 e estabeleceu que os países lindeiros têm direitos econômicos sobre 200 milhas náuticas (370 quilômetros) a partir de sua costa.

População: Há quatro milhões de habitantes no Ártico. Cerca de 10% são indígenas, que vivem na região há milênios. Sua economia é baseada principalmente em antigas técnicas de caça e pesca. A esse grupo se foram somando recentemente migrantes de outras regiões.

sem-titulo3Enquanto isso, um cruzeiro vai completar em 32 dias a travessia que o explorador norueguês Roald Amundsen levou três anos para terminar na primeira década do século passado. O Crystal Serenity é o primeiro cruzeiro de grandes dimensões – com 1.600 pessoas a bordo – a navegar pela Passagem Noroeste, que comunica os oceanos Pacífico e Atlântico no Ártico canadense. O navio da companhia Crystal, que zarpou do Alaska em 16 de agosto, chegará a Nova York em 17 de setembro. O degelo dos polos em consequência do aquecimento global fez a rota deixar de ser uma façanha heroica e abriu as portas para um crescente negócio turístico e comercial que preocupa especialistas e ambientalistas.

Isso sem falar numa cidade tóxica e no degelo da região.

Veja mais:

Guerra fria

Cruzeiro no Ártico

Uma cidade tóxica

Degelo

O BRASIL E O ICCAT

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Reunião no MAPA debate representação do Brasil junto ao ICCAT. O assunto em debate foi a representação do Brasil junto a Comissão Internacional para Conservação do Atum Atlântico – ICCAT. De acordo com os representantes do setor pesqueiro é importante que o Ministério da Agricultura, por meio do seu departamento de pesca, participe efetivamente das discussões e debates promovidos pela comissão. A intenção é que o país possa absorver a demanda das empresas brasileiras, sendo que hoje grande parte do atum enlatado nas indústrias locais vem de fora do país, e para tentar reverter este cenário será preciso retomar o envio de dados brasileiros para o ICCAT.

Desde 2012 a comissão não recebe dados estatísticos e biológicos do Brasil. A falta de informações é resultado da ausência de um programa de coleta de dados que durante alguns anos foi responsabilidade do Governo Federal, por meio de parcerias com universidades e institutos de pesquisa. Esta falta de estatística, de acordo com a própria ICCAT, pode levar a proibição de captura de todas as espécies de atuns e afins pelo Brasil.

A reunião realizada em Brasília foi convocada pelo Diretor do Departamento de Planejamento e Ordenamento da Pesca do Ministério da Agricultura, Sami Pinheiro e contou com a participação de integrantes do Conselho Nacional de Pesca e Aquicultura – CONEPE, representantes das indústrias de beneficiamento de pescado de Santa Catarina, assessoria técnica da Comissão Nacional de Aquicultura da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA e o professor doutor Fábio Hazin, convidado do CONEPE.

Durante o encontro entre representantes da pesca e o Ministério da Agricultura foram discutidos ainda assuntos como: a necessidade de renovação dentro dos prazos das permissões de pesca das embarcações da frota atuneira, para que possam integrar a relação de barcos no site da ICCAT, e o pagamento das pendências do Brasil junto a Comissão referente aos anos de 2014/2015. A falta de regularização pode deixar o país de fora de futuras votações promovidas pela Comissão Internacional para Conservação do Atum Atlântico – ICCAT.

O CONEPE solicitou ainda ao Ministério da Agricultura a indicação do professor doutor Fábio Hazin para integrar a delegação brasileira que irá participar da próxima reunião da comissão, que será realizada no mês de novembro, em Portugal.  A experiência e o conhecimento científico do professor Hazin são pré-requisitos para que ele componha a delegação.

Confira

Veja  mais:

As diferenças entre as embarcações nacionais e estrangeiras que capturam atuns em águas brasileiras

Depoimento Fábio Hazin: Iccat 2007-2011 

METAL EM BARCO DO EGITO FARAÔNICO

Sem títuloUm barco da época dos faraós egípcios, de aproximadamente 4.500 anos, foi construído com uma armação metálica – a primeira vez que esta estrutura é encontrada neste tipo de construção, segundo os especialistas. O barco pertenceu a Quéops, faraó da IV dinastia que governou o Egito em 2.600 a.C. e que ordenou a construção da Grande Pirâmide que leva seu nome, perto do Cairo. As duas embarcações, que foram descobertas completamente desmontadas em 1954, ao sul da pirâmide, se encontravam em duas fossas retangulares.

Sem título2A primeira tem comprimento de 40 metros e foi exposta perto das pirâmides, enquanto uma missão arqueológica japonesa da Universidade de Waseda, em Tóquio, ocupa-se de recuperar e restaurar os vestígios da segunda. Este segundo barco, no qual foram achados anéis de metal que armam o fundo da embarcação, tem 8 metros de comprimento. "Em nenhum dos barcos descobertos no Egito havíamos encontrado metal, ao contrário deste", explica Mohamed Mostafa Abdel Méguid, um especialista em construção de navios na era faraônica, que dirige o departamento de antiguidades submarinas no Ministério da Cultura.

As embarcações eram utilizadas durante a cerimônia fúnebre para a passagem do faraó de uma margem a outra do rio Nilo. E também para conduzi-lo após sua morte, na companhia de Ra, o deus Sol.

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Barco solar de Quéops:

FESTIVAL DO PESCADO E FRUTOS DO MAR DO CEAGESP

O centro de abastecimento Ceagesp estima que colossais 60 mil toneladas de peixe e frutos do mar são vendidas sob seu teto gigante a cada ano. E, para dar aos curiosos gastronômicos uma ideia da diversidade dos produtos vendidos, o pessoal bacana do mercado organiza a 4ª edição do evento, que conta com um bufê ilimitado de frutos do mar, com paella, camarão, saladas de frutos do mar e massas, bem como moquecas e um menu de peixes grelhados que muda toda semana.

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Dentro da Ceagesp em 2013:

SUSHI MOSAICO


Sem título2A nova moda dos nossos amigos japoneses é o sushi mosaico, segundo o site Bored Panda. As iguarias são meticulosamente ajeitadas para que se pareçam uma obra de arte. Dá água na boca, mas quem é que tem coragem de acabar com a beleza do quadro?

O conceito não poderia ser mais simples: colocar algumas peças de sushi juntas em um quadrado e pronto! Pode ser realmente super simples e fácil, mas o resultado é maravilhoso e dá até mais vontade de comer.

Conheça a tendência do Sushi Mosaico

 

 

 

Como se faz: