BRASIL, ICCAT, ATUM, ETC.

O Secretário de Aquicultura e Pesca Dayvson Souza foi convidado a participar de Audiência Pública Interativa da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado Federal para debater os desafios à regularização das emissões de licenças para a pesca, o transporte e a comercialização do pescado em território brasileiro no dia 24 de outubro de 2017.

 

Aproveitando a oportunidade, o CONEPE solicitou esclarecimentos sobre a situação do Brasil junto à ICCAT.

 

Pesca no Senado

 

Vale  lembrar 1

Vale lembrar 2

Vale lembrar 3

 

PEIXE NA MERENDA

Fórum internacional vai discutir a introdução do pescado na merenda Escolar.

O Brasil vai participar do III Fórum Internacional sobre a Introdução do Pescado na Alimentação Infantil e Escolar, que será realizado em Buenos Aires entre 8 e 10 de novembro de 2017. O evento é co-organizado pela Rede Panamericana de Inspeção, Controle de Qualidade e Tecnologia de Produtos Pesqueiros (RedPan), Infopesca e a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO/ONU).

A pesquisadora Rúbia Tomita, do Instituto de Pesca (IP) da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, será a representante brasileira entre os diversos palestrantes de todo o mundo que irão abordar a problemática da inserção dos peixes e frutos do mar na dieta infantil.

Rúbia vai discorrer sobre a experiência do Estado de São Paulo na alimentação escolar, tema que lhe deu um prêmio, em 2016, do Concurso Josué de Castro de Combate à Fome e à Desnutrição, promovida pelo Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea-SP).

O projeto de Inclusão do Pescado na Alimentação Escolar no Município de Itanhaém (SP) foi agraciado como Melhor Pesquisa Científica de 2015, segundo o Consea, pelo uso da Carne Mecanicamente Separada (CMS) de peixe para aumentar o aproveitamento do pescado a 60% com produtos de valor agregado que obteve em torno 80% de aprovação entre os alunos das escolas públicas do município.

De acordo com a organização, serão colocados para discussão no Fórum três eixos primordiais: tecnologias adaptadas à alimentação infantil, escolar e institucional, incluindo produtos e experiências de valor agregado; experiências em campanhas de promoção e difusão do consumo do pescado para crianças; a importância do pescado na alimentação infantil e escolar no que tange aos aspectos nutricionais e a avaliação do consumo de pescado nas crianças e seu impacto.

 

 

Fórum merenda escolar

Peixe na merenda 1

Peixe na merenda 2

 

 

 

CONTRA A PESCA ILEGAL

FAO quer que mais países assinem tratado contra pesca ilegal.

 

Para Chefe da agência, José Graziano da Silva, acordo é “principal ferramenta” para combater a prática e ajudar no combate de outros “problemas sérios como tráfico de drogas e seres humanos”; pesca nos mares Mediterrâneo e Negro são metas em compromissos feitos em conferência sobre oceanos em Malta.

Em Malta, onde participa da uma conferência sobre oceanos organizada pela União Europeia, o chefe da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, defendeu que todos os países devem entrar no tratado contra a pesca ilegal.

Até o momento, 50 países são parte do acordo, mas, para José Graziano da Silva é preciso “muito mais”.

Implementação – A FAO está redobrando seu compromisso para implementar o tratado e recursos altos de seu próprio orçamento para apoiar países mais pobres no desenvolvimento das capacidades técnicas, científicas e legais necessárias.

O acordo exige inspeções rigorosas em navios pelo país do porto e não da bandeira. Segundo Graziano da Silva, esta é a “principal ferramenta” para combater pesca ilegal e também para ajudar no combate de outros “problemas sérios como tráfico de drogas e seres humanos”.

Oceanos saudáveis – Ele também anunciou US$ 41,9 milhões da FAO no financiamento de programas voltados ao setor de pesca, incluindo gestão e subsistência ao redor dos mares Mediterrâneo e Negro.

Para Graziano da Silva, “oceanos saudáveis são uma condição vital para a implementação bem-sucedida da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”, e são especialmente cruciais para algumas das comunidades mais pobres do mundo que dependem em atividades de pesca de pequena escala.

Em junho, a ONU realizou a primeira Conferência Mundial sobre os Oceanos.

CONTRA A PESCA ILEGAL

FAO: pesca ilegal tira do mar 26 milhões de toneladas de peixes por ano

 

 

MARINHA ABRE CONCURSO

A Marinha do Brasil anunciou processo seletivo com 600 vagas para Serviço Militar Voluntário (SMV) de Oficiais temporários, com salário inicial de R$ 8,9 mil. O edital será publicado no dia 9 de novembro próximo. As vagas são para quem possui ensino superior. É preciso ter entre 18 e 45 anos para participar.

A primeira etapa da seleção será uma prova com 50 questões, sendo 25 de língua portuguesa e 25 de formação militar-naval. A avaliação deve ocorrer no dia 4 de março do próximo ano. A segunda fase consiste em verificação de dados biográficos, inspeção de saúde, prova de títulos, verificação documental e designação à incorporação.

Os interessados devem, após a data de publicação do edital, entrar no site de seleção da Marinha, escolhendo em seguida a opção “Serviço Militar Voluntário”. Segundo a Marinha, “o vínculo entre a instituição e os futuros militares será renovado anualmente, podendo chegar a oito anos, não podendo adquirir a estabilidade”.

 

Entre no site de seleção da Marinha

 

CINCO MESES À DERIVA

Veja  resgate de mulheres e cachorros após 5 meses presos no mar. Elas e eles só sobreviveram porque tinham um estoque de comida programado para durar um ano, além de purificadores de água.

 

Jennifer Appel e Tasha Fuiaba partiram do Havaí, nos Estados Unidos, em maio, acompanhadas de seus mascotes, em uma jornada marítima rumo ao Taiti, mas o motor de seu barco foi danificado pelo mau tempo logo no início da viagem. Elas foram encontradas a cerca de 1.400 quilômetros de distância da costa sudeste do Japão, em um ponto completamente oposto ao que planejavam alcançar.

As duas mulheres relataram que, mesmo com os problemas no motor, decidiram continuar com seus planos de viagem, usando apenas as velas do barco. Porém, depois de dois meses navegando sem conseguir alcançar seu destino, começaram a se preocupar. Realizaram uma série de chamadas de emergência, mas sem embarcações nas proximidades e distantes de qualquer território, os pedidos de socorro não foram atendidos.

A dupla viajou acompanhada de seus dois cachorros, Zeus e Valetine, que também foram resgatados com vida. Eles foram avistados por um barco pesqueiro de Taiwan nesta terça-feira. A embarcação entrou em contato com a Guarda Costeira, que acionou o USS Ashland, navio americano ancorado em Sasebo, no Japão.

A sobrevivência da dupla foi possível graças a um estoque de comida programado para durar um ano, com arroz, massas e aveia, além de purificadores de água.

Resgate de mulheres e cachorros depois de cinco meses à deriva

Two women and their dogs rescued after 5 months adrift in the Pacific

 

PRAIA DA MACUMBA

Avanço do mar: destruição costeira se alastra pelo País.

A prefeitura do Rio prevê começar as obras emergenciais de contenção do calçadão da Praia da Macumba, no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste da capital fluminense, que continua afundando. O desmoronamento provocado pela força das ondas começou há cerca de 30 dias e já atingiu 600 metros da orla. A erosão e destruição das estruturas costeiras têm se repetido em diferentes regiões do País. Segundo especialistas, isso evidencia problemas estruturais e a falta de preparo do poder público para lidar com a ação natural.

Segundo a Defesa Civil do Rio, não há risco imediato a prédios e casas da região, mas parte da ciclovia, quiosques e coqueiros já se perderam.

O problema é antigo e conhecido. Em 2000, um relatório do Coordenação de Programas de Pós-graduação e Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Coppe, já alertava para os riscos e sugeria alterações.

Nada foi feito. Em 2005, uma obra de ampliação do calçadão e de construção da ciclovia também não levou em conta os alertas. Agora, a prefeitura tentará reverter o desmoronamento.

Guarujá – Também no Guarujá, a Praia do Góes enfrenta mudanças. Morador da região desde 1969, o aposentado Valter Novas, de 67 anos, lembra que o mar costumava ficar mais distante há 30 anos. “Aqui era muito diferente, só tinha pescador, o pessoal andava de canoa, as caiçaras cortavam lenha em uma área que foi tomada pela água”, conta.

No caso da Praia do Góes, o principal motivo apontado por moradores, ambientalistas pela prefeitura do Guarujá é a dragagem do Porto de Santos. “A situação está descontrolada, fora do balanço natural”, comenta o oceanógrafo Fabrício Gandini, diretor do Instituto Maramar, uma organização da sociedade civil.

No caso da Praia do Tombo, a prefeitura do Guarujá afirmou estar firmando uma parceria com universidades da região para identificar se o fenômeno é efeito da erosão.

Nordeste – Esses efeitos abrangem todo o País, segundo o professor da Universidade Federal do Espírito Santo Dieter Muehe. Organizador de livro sobre o tema, ele estima que mais da metade do litoral do Norte e do Nordeste sofre erosão, chegando a um avanço do mar de cinco metros por ano em determinadas praias, número que seria de 20% na região Sudeste.

A situação preocupa no Rio Grande do Norte, onde o avanço do mar tem causado estragos e ameaçado vilas de pescadores em 60% das praias, segundo a Universidade Federal potiguar.

O mar avança e a destruição costeira se alastra no país

Ressaca destrói calçadão

Quiosque afunda no calçadãoParte inferior do formulário

Surfódromo na Macumba

 

SATÉLITES MORREM NO MAR

Um ponto no meio do oceano, distante de todos os continentes e com pouca vida marinha, é o preferido para aposentar estações e módulos espaciais.

A estação espacial chinesa Tiangong-1 está, atualmente, fora de controle. Espera-se que ela caia na Terra em algum momento do ano que vem, mas não exatamente no local onde outros módulos espaciais terminam seus dias: os chamados polos de inacessibilidade.

Dois deles são particularmente interessantes. Um é o polo continental de inacessibilidade – o local na Terra mais longe do oceano. Existe uma discussão sobre sua posição exata, mas para muitos ele fica próximo ao chamado passo de Alataw – uma passagem montanhosa entre a China e a Ásia Central.

O ponto equivalente no oceano, o local mais afastado de qualquer território, fica no sul do Pacífico, cerca de 2.700 km ao sul das Ilhas Pitcairn – em algum lugar na “terra de ninguém” entre a Austrália, a Nova Zelândia e a América do Sul.

Este polo de inacessibilidade oceânico não atrai apenas o interesse de exploradores, operadores de satélite também se interessam por ele.

Com o fim da vida útil de satélites e espaçonaves atualmente em órbita ao redor da Terra, a grand emaioria destes artefatos eventualmente irão voltar. Mas, onde cairão?

Satélites menores geralmente se incendeiam antes mesmo de entrar na atmosfera terrestre, porém alguns pedaços dos maiores conseguem sobrevivier ao atrito e se chocam com o solo. Para evitar que caiam em áreas populosas, eles costumam ser conduzidos para a área em torno do ponto de inacessibilidade oceânica.

Uma área que se estende por aproximadamente 1.500 km² no leito oceânico está, aos poucos, sendo transformada num verdadeiro cemitério de espaçonaves construídas pelo homem. Na última contagem havia mais de 260 delas, a maioria russas.

Os destroços da estação espacial Mir, por exemplo, estão lá. Ela foi lançada ao espaço em 1986 e recebeu diversos cosmonautas russos e visitantes de várias nacionalidades.

 

Onde os satélites vão morrer

Satélite cai no oceano 1

Satélite cai no oceano 2

 

QUER VENDER SEU PEIXE NO ORIENTE MÉDIO?

A Sial Abu Dhabi é a porta de entrada para o setor alimentício no Oriente Médio e o governo brasileiro quer que o pescado apareça por lá. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Câmara de Comércio Árabe Brasileira convidaram oficialmente o segmento para integrar o grupo de representantes brasileiros.

A 8ª edição da Sial Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, é considerado o evento de alimentos e bebidas de mais rápido crescimento na região do Oriente Médio. Em 2016, o evento atraiu 952 expositores, mais de 30 pavilhões nacionais e 16.562 visitantes.

Na edição de 2017, entre 12 e 14 de dezembro de 2017, o Brasil terá um pavilhão específico para a promoção de produtos alimentícios brasileiros com estrutura para empresas expositoras, participação em catálogo institucional e apoio de recepcionistas bilíngues.

Os custos com a contratação do espaço na feira, montagem dos estandes, apoio de recepcionistas bilíngues e confecção do catálogo do Pavilhão do Brasil serão de responsabilidade do governo brasileiro. As demais despesas, como passagens aéreas, alimentação, hospedagem, correrão por conta dos participantes.

Inscreva-se aqui. As vagas são limitadas e a inscrição vai até 29 de outubro.

 Geração de negócios – Além da participação na feira, o Mapa, em parceria com a Embaixada dos Emirados Árabes, realizará o Brazil-United Arab Emirates Agribusiness Investor Road Show, em dia 23 de outubro de 2017, em Brasília, das 14:00 às 18:00 horas.

O evento terá rodadas de negociação entre empresas brasileiras do agronegócio e delegação de alto nível de investidores de Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), representando as organizações: Food Security Center, Abu Dhabi Food Control Authority, Farmers Service Center, Al-Dhahirah Agricultural Company, Al-Dhahirah ACX Feed and Nutrition Company, Agthia and Al Foa Dates Company, Emirates Food Industries Group, National Feed Company, Emirates Food Industries Group, Elite-Agro Group of Companies, Emirates Future Company, Agility (Abu Dhabi) e Jenaan Investment Company.

Nas rodadas de negócios, empresas brasileiras terão espaço para apresentar aos investidores árabes os seus projetos de captação de investimentos. O principal interesse dos investidores está voltado para os setores de frutas, orgânicos, lácteos, proteína animal, arroz, milho, outros grãos e sementes, alimentos processados, além de energias alternativas.

Mais informações e a ficha de inscrição aqui.

Para quem não pretende expor na feira ou participar da Rodada, há uma terceira opção. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio da Rede Brasileira dos Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) farão uma Missão Prospectiva à Feira SIAL, no período de 10 a 14 de dezembro.

Confira

 

 

GESTÃO PESQUEIRA SUSTENTÁVEL E A ADOÇÃO DE COTAS DE CAPTURA

Foi realizado no último dia 11 de outubro em Itajaí-SC o Seminário Pesqueiro Internacional “Gestão Pesqueira Sustentável e a Adoção de Cotas de Captura”, promovido entre o Conepe e a Innovation Norway.

O evento contou com a participação de mais de 100 pessoas, dentre as quais o Embaixador da Noruega Nils Gunneng, o Secretário de Aquicultura e Pesca Dayvson Souza, o Coordenador de Uso Sustentável de Recursos Pesqueiros do MMA Henrique Anatole, representantes dos Governos Federal, Estadual e Municipal, das indústrias de pesca, armadores de pesca e pesquisadores.

Foram proferidas palestras sobre o histórico da Gestão Pesqueira na Noruega pelo Diretor de Pesca e Aquicultura do Ministério do Comércio, Indústria e Pesca da Noruega Dr. Johan H. Williams, e pelos pesquisadores noruegueses Dra. Nina Mikkelsen e Dr. Ola Flaaten da Universidade do Ártico da Noruega. Ainda foram abordados o sistema de governança da gestão pesqueira internacional pelo Dr. Fabio Hazin da UFRPE, e experiências internacionais na gestão pesqueira por cotas de captura, na América Latina pelo Sr. Ernesto Godelman do CeDePesca, e nos EUA pelo MSc. Martin Dias da Oceana Brasil.

Após as apresentações, houve sessões de discussão nas quais os participantes puderam tirar dúvidas com os palestrantes e tecer comentários sobre os temas. Ficou evidenciada a necessidade de aprimoramento da gestão pesqueira brasileira e o entendimento do Setor Pesqueiro de que a exploração dos recursos pesqueiros só é possível sob critérios científicos, respeitando a biologia das espécies.

 

Assista como foi o evento

Presidente e Diretor do CONEPE falam sobre a portaria 445/2014

 

BALANÇO DA SEMANA DO PEIXE 2017

Campanhas orquestradas por diferentes agentes colocaram o pescado na boca – e na mesa! – do povo durante o mês de setembro

Foram mais de 120 eventos espalhados por todo o Brasil. Pelo 14º ano seguido, a Semana do Peixe buscou dar luz à cadeia produtiva de pescado e incentivar o consumo de peixes e frutos do mar pelos brasileiros, além de promover a comercialização desses produtos no varejo e food service.

Em 2017, o evento foi totalmente organizado pela iniciativa privada, contando com 19 patrocinadores e 12 instituições apoiadoras que se mobilizaram, entre outras coisas, para reverter a baixa taxa de consumo de pescado no Brasil.

Atualmente, o País consome cerca de 10 kg/hab/ano – para se ter uma ideia, trata-se da mesma quantidade que o mundo consumia na década de 1960, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO/ONU). A própria entidade indica que a média mundial de consumo é 20 kg/per capita/ano.

Colocar o pescado na rotina é consumir, de quebra, vitaminas, minerais, sódio, potássio, ferro, magnésio, cálcio e vitamina do complexo B – sem esquecer que se trata de um alimento muito saboroso, possível de ser adaptado nas mais diversas receitas.

Mas, de acordo com a Pesquisa de Consumo realizada durante a Semana do Peixe, o fator que mais impede o brasileiro de consumir pescado é a falta de costume. E é justamente esse resultado que faz a Semana do Peixe ser imprescindível no calendário brasileiro.

Campanhas promocionais de valorização da produção aquícola e pesqueira e promoção do pescado pipocaram de Norte a Sul do País durante setembro, reforçando a Semana do Peixe como a terceira principal data nas vendas de peixes e frutos do mar, atrás de Natal e Semana Santa.

Com diversos elos da cadeia mobilizados, os fornecedores ofereceram valores reduzidos e, dessa forma, os varejistas e as peixarias conseguiram repassar preços especiais aos consumidores. Relatos preliminares indicam que alguns pontos de venda superaram 30% de aumento de vendas no período frente ao mês de setembro de 2016.

Levantamento da Semana do Peixe

Pesquisa sobre consumo de pescado no Brasil

 

SARDINHA E INSULTO

Setor da sardinha diz que parecer científico é um “insulto” aos sacrifícios dos pescadores. Isso é em Portugal.

A recomendação científica de suspender por completo a pesca da sardinha em 2018 “é um insulto aos sacrifícios que os pescadores fizeram para melhorar o ‘stock'” defendeu hoje a Associação das Organizações de Produtores da Pesca do Cerco.

A recomendação do Conselho Internacional para a Exploração do Mar (ICES), hoje divulgada, “é radical e é um insulto a todos os pescadores portugueses que, nos últimos quatro anos, têm realizado grandes sacrifícios para assegurar a melhoria do estado do ‘stock’ da sardinha em portuguesas”, afirmou o presidente da associação, Humberto Jorge, à agência Lusa.

Segundo a Associação das Organizações de Produtores da Pesca do Cerco (ANOP Cerco), a recomendação do ICES não tem em conta os dados de aumento do recurso nos últimos dois anos e “está em total contradição com a percepção dos pescadores de que a abundância de sardinha nas nossas águas é muito mais significativa que a que observaram nos últimos anos”.

Perante as várias hipóteses de captura até 24.650 toneladas apontadas pelo ICES, a associação representativa da frota do cerco está disponível para vir a “encontrar uma solução que não comprometa os recursos, mas sem levar à letra a recomendação de pesca zero”.

“Acreditamos que até às quase 25 mil toneladas o recurso continua a crescer 4,5%, o que não nos parece mal”, justificou Humberto Jorge.

O presidente da ANOP Cerco pediu à ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, e ao secretário de Estado das Pescas, José Apolinário, “que se empenhem” nas negociações com Espanha para encontrarem um limite de capturas para 2018 que permita pescar sardinha.

O parecer do Conselho Internacional para a Exploração do Mar (ICES) hoje divulgado refere que a pesca da sardinha deverá ser proibida em 2018 em Portugal e Espanha, que dividem a quota, face à redução acentuada do ‘stock’ na última década.

Setor da sardinha diz que parecer científico é um insulto aos sacrifícios dos pescadores

Pesca da sardinha deve ficar suspensa em 2018

 

OSTRAS E MEXILHÕES

Toxina interdita cultivo de ostras e mexilhões em todo o litoral de Santa Catarina. Exames detectaram toxina diarreica e alta contagem de algas produtoras.
Com isso, está proibida retirada, venda e consumo de 4 tipos de moluscos.

 

Áreas de cultivo de ostras, mexilhões, vieiras e berbigões estão preventivamente interditadas em todo o litoral catarinense, informou a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca. O motivo é a presença de toxinas que podem causar intoxicação alimentar.

Com isso, a retirada, a comercialização e o consumo desses moluscos está proibida no estado até que a situação se normalize.

“A interdição de todo o litoral catarinense acontece para preservar a saúde pública, já que existe a possibilidade de a contaminação dos moluscos bivalves estar ocorrendo de forma generalizada”, explicou a secretaria, em nota.

No ser humano, a toxina Diarreicapode provocar diarreia, náuseas, vômitos e dores abdominais. os sintomas se manifestam em poucas horas após a ingestão de moluscos contaminados. A recuperação leva entre dois e três dias.

 

Exames – Segundo a pasta, exames laboratoriais feitos nos últimos dias pelo Laboratório Laqua-Itajaí/IFSC detectaram a presença da toxina diarreica na localidade da Caieira da Barra do Sul, em Florianópolis, e alta contagem de algas produtoras dessas toxinas nas localidades de Enseada do Brito, em Palhoça, Ganchos de Fora, em Governador Celso Ramos, ambas na Grande Florianópolis, e Laranjeiras, em Balneário Camboriú, no Litoral Norte.

Ainda segundo a secretaria, novas coletas de ostras e mexilhões serão realizadas para monitoramento das áreas de produção. “Os resultados dessas análises definirão a liberação ou manutenção da interdição das áreas afetadas”, diz a nota da secretaria.

A expectativa é de que as toxinas desapareçam em alguns dias e que isso não gere prejuízo financeiro para os maricultores, informou a pasta. O G1 entrou em contato com a Associação Catarinense de Aquicultura, e aguarda retorno.

Maricultores deixam de vender – Dono de uma fazenda de ostras na Caieira da Barra da Sul, Vinícius Marcos Ramos conta que sua área está interditada desde segunda-feira (23). “A cadeia produtora já se organiza para isso”, conta ele, que enfrentou um período de interdição há dois anos. “Essas notícias a gente até prefere esquecer”, brinca.

“Isso acontece sempre que a água fica muito limpa. Quanto mais cristalina, maior incidência de raios solares, e as algas se proliferam”, conta Vinícius. Segundo o produtor, a cada dia de interdição, ele deixa de vender entre 500 e 600 dúzias de ostras.

“Só deixamos de vender, mas temos de ser responsáveis”, diz Vinícius. “A toxina em si não faz mal para a ostra, mas faz para o ser humano”.

Ele estima que a liberação deva ocorrer entre sexta-feira e sábado, já que as interdições costumam durar até 72 horas.

Maior produtor do país – Atualmente, Santa Catarina é responsável por 95% da produção de todos os moluscos consumidos no Brasil. Em 2014, foram 21.553,6 toneladas. O governo calcula que o lucro anual total dos produtores catarinenses seja equivalente a R$ 70 milhões.

A capital catarinense é considerada a maior produtora de ostras, com 2.700 toneladas, bem como de vieiras, 20 toneladas. Já Palhoça detém a maior produção de mexilhões

 

 

 

Cultivo e venda interditados

Proibição em todo litoral catarinense

Toxina

 

 

 

CAVALO PEIXE

O cavalo seria mais próximo do peixe do que o tubarão, segundo teoria. Imaginem um cavalo como primo do peixe. É exatamente isso que o professor em zoologia e comportamento animal da Unesp (Universidade Estadual Paulista) Carlos Alberts acha.

Ele defende que a divisão atual está equivocada e quer uma nova organização e nomeação dos animais. “A ideia vem da teoria da evolução de Darwin, que parte de um princípio que os seres vivos descendem de um só ancestral. Temos que buscar os graus de parentesco e classificar os animais seguindo este princípio”, diz.

De acordo com o professor, a classificação que inclui os animais que nadam não deveria existir, porque o grupo une tipos muito distintos entre si, por exemplo, os ágnatos e os condrictes, onde o primeiro não tem mandíbula e nem apêndice e o segundo não tem bexiga-natatória, mas tem escamas de dentina e fecundação interna.

A classificação dos seres vivos baseia-se nos critérios taxonômicos, para que assim, possam ser divididos em cinco reinos: Reino a Monera, Reino Protista, Reino Fungi, Reino Plantae (ou Metaphyta), Reino Animalia (ou Metazoa). Os vírus não são incluídos.

A taxonômica de hoje coloca no mesmo círculo animais com grau de parentesco diferentes e para Albert essa é a prova de que a divisão precisa ser alterada.  “Peixes ósseos estão em um grupo com animais que não têm nada a ver e deixam de ficar junto com parentes, que seriam mamíferos, lagartos, serpentes, anfíbios, crocodilianos, aves e tartarugas. Entendendo a lógica você vê que uma truta é parente mais próximo de um cavalo ou do ser humano, do que de um tubarão. Temos que evidenciar isso”, diz.

E o professor vai além e afirma que esse mesmo pensamento serve também para a categoria dos répteis onde tem tartarugas, mas exclui as aves com quem tem ancestrais em comum.

A princípio a professora da UFPR (Universidade Federal do Paraná), Rosana Moreira da Rocha, acha um pouco equivocada a ideia de o cavalo ser um parente mais próximo ao peixe do que o tubarão, mas não descarta para futuras pesquisas. O conhecimento está evoluindo, então definições antigas e algumas estranhezas podem fazer sentido, mas nada urgente.

Com a evolução da ciência descobrimos que alguns grupos que juntamos não são muito válidos, mas é todo um sistema que precisa ser mudado. Antes é preciso solidificar as informações, juntar diversas evidências para ver se realmente faz sentido explicar isso para o grande público”, diz a professora.

Ainda segundo Rosana, quando a divisão dos bichos começou a ser feita, não existiam testes genéticos de parentescos sofisticados como os de hoje, então a separação era feita de acordo com evidências visíveis. Assim como os biólogos hoje sabem que os peixes não são um grupo natural, mas entendem que estão ligados por serem parecidos e próximos da cronologia evolutiva.

“Como quem descende do mesmo ancestral geralmente tem características parecidas, pela aparência acertamos muitas classificações, mas testes recentes de bioquímica e genética mostram novidades, como que aves e crocodilos têm ancestrais próximos, o que não diríamos só pela aparência”, diz.

Então, para afirmamos que o cavalo é parente do peixe e isso mudarem na nossa história, ainda vai demorar uns anos, mas os estudos seguem e novas curiosidades sempre irão surgir.

Cavalo seria o parente do peixe

 

CLARICE LISPECTOR: A MULHER QUE MATOU OS PEIXES

Clarice Lispector (1920-1977) é considerada uma das escritoras brasileiras mais importantes do século XX. Sua obra está repleta de cenas cotidianas simples e tramas psicológicas, sendo considerada uma de suas principais características a epifania de personagens comuns em momentos do cotidiano.

Ela deixou uma vasta obra literária composta de romances, novelas, contos e crônicas. E livros infantis (aliás, nada infantis), como A mulher que matou os peixes.

 

 

 

Essa mulher que matou os peixes infelizmente sou eu. Mas juro a vocês que foi sem querer. Logo eu! Que não tenho coragem de matar uma coisa viva! Até deixo de matar uma barata ou outra.

Dou minha palavra de honra que sou pessoa de confiança e meu coração é doce: perto de mim nunca deixo criança ou bicho sofrer.

Pois logo eu matei dois peixinhos vermelhos que não fazem mal a ninguém e que não são ambiciosos: só querem mesmo é viver.

Pessoas também querem viver, mas infelizmente também aproveitar a vida para fazer alguma coisa de bom.

Não tenho coragem ainda de contar agora mesmo como aconteceu. Mas prometo que no fim deste livro contarei e vocês, que vão ler essa  história triste,

me perdoarão ou não.

Vocês hão de perguntar: por que só no fim do livro?

E eu respondo:

– É porque no começo e no meio vou contar algumas histórias de bichos que eu tive, só para vocês verem que eu só poderia ter matado os peixinhos sem querer.

Estou com esperança de que, no fim do livro, vocês já me conheçam melhor e me dêem o perdão que eu peço a propósito da morte de dois ‘vermelhinhos’ – em casa chamávamos os peixes de ‘vermelhinhos’.

Eu sempre gostei de bichos.”

 Leia  A mulher que matou os peixes

        

IMPORTAÇÃO DE PESCADO

De acordo, com o estudo da Balança Comercial de Pescado realizado pela CNA, a A sardinha, o salmão, a merluza, o bacalhau, o tubarão-azul e a polaca ficaram entre as principais espécies importadas pelo país, somando 188375,9 toneladas e 704,2 milhões de dólares nos oito primeiro meses de 2017.

Entre os principais origens das importações brasileiras de pescado estão: Chile (43,80%), China (11,92%), Noruega (8,06%), Vietnã (7,88%) e Argentina (7,52%).

Os importadores brasileiros compraram duas vezes mais merluza que os espanhóis entre janeiro e julho de 2017. Com as 15,6 mil toneladas importadas, o Brasil ultrapassou os ibéricos – os primeiros do ranking no mesmo período em 2016.

Foram 5,8 mil toneladas de merluza a mais em relação às compras brasileiras ao mesmo período do ano passado, um reflexo direto da diminuição do volume de panga do Vietnã e polaca oriunda da China. O dispêndio cresceu 57%, mas o preço pago, de US$ 2,98/kg, praticamente se manteve o mesmo.

Este desempenho é majoritariamente impulsionado pela compra de filés da merluza argentina, que até julho deste ano representaram 15.464 toneladas; os volumes de peixe inteiro são um negócio pontual (234 toneladas entre janeiro e julho de 2017) para o Brasil.

 

Balança Comercial de Pescado (p. 10 a 13): SITE ANALISE COMERCIAL AGO 17

 

Brasil lidera com folga ranking de importadores de merluza argentina

 

PISCICULTURA NACIONAL

Rondônia se manteve na liderança nacional da produção aquícola em 2016, conforme a mais nova versão da Pesquisa Pecuária Municipal (PPM), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em todo o País. O PIB aquícola foi de R$ 4,61 bilhões em 2016.

A pesquisa, que consolida informações fornecidas por 2910 municípios dos 27 Estados, apontou crescimento de 4,4% na piscicultura em 2016 ante o ano anterior, com 507,12 mil toneladas produzidas. O dado contrasta com o apurado pela Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR) em 2016: 640 mil toneladas.

Embora Rondônia tenha mantido a liderança no ranking do IBGE com 90,64 mil toneladas, o que mais chama a atenção nesta versão da PPM é o crescimento das despescas no Sudeste (+43,1%), puxada por um surpreendente aumento de 47,5% na produção paulista, para 48,35 mil toneladas. O IBGE credita o desempenho ao aumento do investimento na atividade e entrada de novos produtores na região.

Já o Paraná manteve a segunda posição com despesca de 76,06 mil toneladas, um aumento de 9,8% na comparação com 2015. O Mato Grosso, que superava São Paulo até o ano passado, caiu para a quarta posição com 40,41 mil toneladas, queda de 14,8%.

Entre as Regiões, Norte (1,4%) e Sul (6,9%) também cresceram, mas a estiagem no Nordeste e um ajuste do volume produzido no Centro-Oeste motivaram quedas de 7,8% e 11,8%, respectivamente.

Municípios – Rio Preto da Eva (AM), segundo o IBGE, foi novamente o principal produtor nacional de peixes, registrando a despesca de 13,38 mil toneladas. Ariquemes (RO) vem na sequência, com despesca de 13,04 mil toneladas, seguido por Orós (CE) com 8,74 mil toneladas e Morada Nova de Minas (MG) com 8,49 mil toneladas despescadas no ano de 2016. A PPM traz ainda Nossa Senhora do Livramento (MT) e Sorriso (MT) na quinta e na sexta posição, respectivamente.

Líder há dois anos, Jaguaribara (CE) sofreu nova queda no ano de 2016 com redução de 73,0% da produção (3,73 mil toneladas) – o que confere ao município apenas a 24ª posição no ranking municipal. Com a estiagem, muitos produtores se transferiram a Orós (CE), que registrou 8,74 mil toneladas.

Glória (BA), que em agosto foi apontada pela Bahia Pesca como a maior produtora nacional (com 17,8 mil toneladas), no estudo do IBGE registrou apenas 6,2 mil toneladas no ano passado.

Espécies – Ainda de acordo com a PPM, a tilápia seguiu como a espécie mais criada no Brasil, com 239 mil toneladas despescadas em 2016, ou quase metade (47,1%) do total da piscicultura. A produção da espécie aumentou 9,3% em relação a 2015.

O tambaqui foi a segunda espécie mais cultivada no Brasil, com 27% do total de peixes em 2016 e uma despesca total de 136,99 mil toneladas.

Camarão – A carcinicultura rendeu 52,12 mil toneladas em 2016 segundo o IBGE, uma redução de 26,1% em relação a 2015. O dado está em consonância com que o previu a Associação Brasileira dos Criadores de Camarões (ABCC) – menos de 60 mil toneladas em 2016.

A disseminação da mancha branca segue como principal justificativa da queda na produção, que apurou queda de 26,2% no Nordeste – centro que produz 99,2% do camarão nacional – em relação a 2015.

Aracati (CE) segue na liderança nacional no ranking da PPM com 7,60 mil toneladas, uma queda de 39,5% ante o ano anterior. Jaguaruana (CE) e Acaraú (CE), ocuparam a segunda e terceira posição, seguidos por Canguaretama (RN) e Cajueiro da Praia (PI).

Formas jovens – A produção de alevinos foi de 1134,22 mil milheiros em 2016, um aumento de 14,2% em relação ao ano anterior. A Região Sul foi a principal produtora de alevinos (31,2%), seguida pelas Regiões Nordeste (28,1%), Sudeste (16,6%), Centro-Oeste (13,8%) e Norte (10,3%).

O Paraná seguiu na liderança da produção de alevinos em 2016, com 73,3% do total da Região Sul e 22,9% do total do País. São Paulo figurou novamente na segunda posição, com 11,8% da produção nacional, seguido pela Bahia, com 11,6%.

No ranking municipal, Paulo Afonso (BA) foi o principal produtor com 112 786 milheiros, seguido por Toledo (PR), com 57 778 milheiros e Palotina (PR), com 40 300 milheiros.

Na pós-larva de camarão, Canguaretama (RN) liderou com 23,8% da produção nacional e 48,8% da produção do Rio Grande do Norte. Aracati (CE), com 21,3% da produção nacional e 44,1% do Ceará foi o segundo, seguido por Touros (RN), com 30,0% do total produzido no Estado.

Ostras, vieiras e mexilhões – Santa Catarina ainda é o líder nacional na produção de ostras, vieiras e mexilhões, com 97,9% das 20,83 mil toneladas produzidas em 2016. A maré vermelha na região, no entanto, provocou uma queda sutil de 1,1% na produção nacional em relação ao ano anterior.

Segundo o IBGE, dos 10 principais municípios produtores, nove são catarinenses. Palhoça é o município brasileiro de maior destaque, com 65,7% da produção nacional e 67,0% da produção estadual.

Já Florianópolis se destaca na produção de sementes de ostras, vieiras e mexilhões. Foram 66,70 mil milheiros em 2016, um aumento de 0,3% em relação a 2015.

 

Panorama da piscicultura nacional

 

CAMPUS INAUGURA EM BREVE SIMULADOR DE NAVEGAÇÃO

Mais um grande passo no universo da Pesca atesta-se no campus de Acaraú do Instituto Federal do Ceará. Um simulador de manobras de embarcação e pesca será inaugurado na unidade em solenidade que contará, entre outras autoridades, com a presença do Reitor, diretor-geral e representantes da Marinha do Brasil. O evento será realizado no dia 26 de outubro, a partir das 16h.

A solenidade será realizada como parte da programação da VII edição dos Jogos dos Servidores do IFCE, que ocorrerá de 26 a 27 de outubro, na unidade, que deverá reunir mais de 450 participantes em mais de 10 atividades de esporte e lazer. Na ocasião, também acontecerá encontro do Colégio de Dirigentes (COLDIR), um dos órgãos colegiados, que tem caráter consultivo quando de processo decisório no âmbito institucional.

O simulador de navegação e pesca será utilizado como ferramenta pedagógica aos alunos do curso técnico em pesca e cursos do ensino profissional marítimo do campus. Os discentes passarão a ter a oportunidade de simular manobras da embarcação durante sua navegação, bem como a utilização dos apetrechos de pesca durante as pescarias, tudo isso em diversas condições de tempo. “Nosso simulador permitirá representar situações mais próximas da realidade quanto o possível”, garantiu o responsável pelo Ensino Profissional Marítimo do campus, Professor João Vicente Mendes Santana.

A ideia da implantação do equipamento na unidade veio após uma conversa entre o representante da empresa responsável pelo simulador no Brasil e o Professor João Vicente, em Cingapura, no ano de 2016. O equipamento inclusive será demonstrado a estudantes da Educação Básica da região que periodicamente realizam visitas técnicas ao campus de Acaraú, vindo o simulador a ser um grande incentivador aos estudantes pesquisarem e se aprofundarem no universo da pesca. A previsão é que o simulador já esteja em pleno funcionamento até final de novembro deste ano.

Confira

 

 

TSUNAMI E MIGRAÇÕES MARINHAS

Tsunami de 2011 provoca uma das maiores migrações marinhas da história. 300 espécies japonesas chegaram às costas americanas em plásticos arrancados pelas ondas

Como pequenos Ulisses, milhares de mexilhões, estrelas do mar e até peixes das costas japonesas percorreram o oceano Pacífico até chegar às praias americanas. Exemplares de quase 300 espécies diferentes superaram os mais de 7.000 quilômetros de mar que há entre ambos os extremos a bordo de uma infinidade de escombros e objetos plásticos de origem japonesa arrancados pelo tsunami de 2011. O sucesso de sua travessia mostra o risco à ecologia que representa todo o lixo plástico acumulado nos mares.

De todo o lixo devolvido pelo mar, os cientistas ficaram com quase mil objetos relativamente grandes, desde barcos até caixas de plástico, passando por boias ou placas de fibra de vidro que puderam reconhecer como de origem japonesa. Encontraram-nos ao longo de toda a costa continental dos EUA, do Alasca, no norte, até a Califórnia, ao sul.

Mas estavam mais interessados nos passageiros clandestinos que pudessem trazer a bordo. Entre os que estavam grudados, em cima, embaixo ou abrigados nos objetos, identificaram pelo menos 289 espécies, mas estão convencidos de que devem ter chegado mais. No total, 85% delas pertencem a cinco grandes grupos de invertebrados: moluscos, cnidários (medusas, anêmonas…), crustáceos, briozoários (o mal chamado musgo marinho) e anélidas (vermes marinhos). Mas acharam também estrelas do mar, lapas (patella vulgata), protistas e até duas espécies de peixes.

O sismo de 2011 não foi o único de grandes proporções que se abateu sobre o Japão. Cataclismos de magnitude e altitude de ondas similares ocorreram em 1896 (o terremoto de Meiji-Sanriku) e em 1933 (o terremoto de Sanriku). Em nenhum dos dois casos os registros históricos dizem que foram avistados objetos japoneses nas costas americanas e citam ainda menos a chegada de animais. Naqueles tempos o plástico ou não existia ou ainda não era encontrado nas zonas rurais do Japão. Em contraste, ainda em 2017, seis anos depois, estão chegando plásticos japoneses às costas americanas. E, com eles, as mais variadas espécies.

 

Tsunami 1

Tsunami 2

After the Tsunami, Japan’s Sea Creatures Crossed an Ocean