IMPORTAÇÃO DE PESCADO

De acordo, com o estudo da Balança Comercial de Pescado realizado pela CNA, a A sardinha, o salmão, a merluza, o bacalhau, o tubarão-azul e a polaca ficaram entre as principais espécies importadas pelo país, somando 188375,9 toneladas e 704,2 milhões de dólares nos oito primeiro meses de 2017.

Entre os principais origens das importações brasileiras de pescado estão: Chile (43,80%), China (11,92%), Noruega (8,06%), Vietnã (7,88%) e Argentina (7,52%).

Os importadores brasileiros compraram duas vezes mais merluza que os espanhóis entre janeiro e julho de 2017. Com as 15,6 mil toneladas importadas, o Brasil ultrapassou os ibéricos – os primeiros do ranking no mesmo período em 2016.

Foram 5,8 mil toneladas de merluza a mais em relação às compras brasileiras ao mesmo período do ano passado, um reflexo direto da diminuição do volume de panga do Vietnã e polaca oriunda da China. O dispêndio cresceu 57%, mas o preço pago, de US$ 2,98/kg, praticamente se manteve o mesmo.

Este desempenho é majoritariamente impulsionado pela compra de filés da merluza argentina, que até julho deste ano representaram 15.464 toneladas; os volumes de peixe inteiro são um negócio pontual (234 toneladas entre janeiro e julho de 2017) para o Brasil.

 

Balança Comercial de Pescado (p. 10 a 13): SITE ANALISE COMERCIAL AGO 17

 

Brasil lidera com folga ranking de importadores de merluza argentina

 

PISCICULTURA NACIONAL

Rondônia se manteve na liderança nacional da produção aquícola em 2016, conforme a mais nova versão da Pesquisa Pecuária Municipal (PPM), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em todo o País. O PIB aquícola foi de R$ 4,61 bilhões em 2016.

A pesquisa, que consolida informações fornecidas por 2910 municípios dos 27 Estados, apontou crescimento de 4,4% na piscicultura em 2016 ante o ano anterior, com 507,12 mil toneladas produzidas. O dado contrasta com o apurado pela Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR) em 2016: 640 mil toneladas.

Embora Rondônia tenha mantido a liderança no ranking do IBGE com 90,64 mil toneladas, o que mais chama a atenção nesta versão da PPM é o crescimento das despescas no Sudeste (+43,1%), puxada por um surpreendente aumento de 47,5% na produção paulista, para 48,35 mil toneladas. O IBGE credita o desempenho ao aumento do investimento na atividade e entrada de novos produtores na região.

Já o Paraná manteve a segunda posição com despesca de 76,06 mil toneladas, um aumento de 9,8% na comparação com 2015. O Mato Grosso, que superava São Paulo até o ano passado, caiu para a quarta posição com 40,41 mil toneladas, queda de 14,8%.

Entre as Regiões, Norte (1,4%) e Sul (6,9%) também cresceram, mas a estiagem no Nordeste e um ajuste do volume produzido no Centro-Oeste motivaram quedas de 7,8% e 11,8%, respectivamente.

Municípios – Rio Preto da Eva (AM), segundo o IBGE, foi novamente o principal produtor nacional de peixes, registrando a despesca de 13,38 mil toneladas. Ariquemes (RO) vem na sequência, com despesca de 13,04 mil toneladas, seguido por Orós (CE) com 8,74 mil toneladas e Morada Nova de Minas (MG) com 8,49 mil toneladas despescadas no ano de 2016. A PPM traz ainda Nossa Senhora do Livramento (MT) e Sorriso (MT) na quinta e na sexta posição, respectivamente.

Líder há dois anos, Jaguaribara (CE) sofreu nova queda no ano de 2016 com redução de 73,0% da produção (3,73 mil toneladas) – o que confere ao município apenas a 24ª posição no ranking municipal. Com a estiagem, muitos produtores se transferiram a Orós (CE), que registrou 8,74 mil toneladas.

Glória (BA), que em agosto foi apontada pela Bahia Pesca como a maior produtora nacional (com 17,8 mil toneladas), no estudo do IBGE registrou apenas 6,2 mil toneladas no ano passado.

Espécies – Ainda de acordo com a PPM, a tilápia seguiu como a espécie mais criada no Brasil, com 239 mil toneladas despescadas em 2016, ou quase metade (47,1%) do total da piscicultura. A produção da espécie aumentou 9,3% em relação a 2015.

O tambaqui foi a segunda espécie mais cultivada no Brasil, com 27% do total de peixes em 2016 e uma despesca total de 136,99 mil toneladas.

Camarão – A carcinicultura rendeu 52,12 mil toneladas em 2016 segundo o IBGE, uma redução de 26,1% em relação a 2015. O dado está em consonância com que o previu a Associação Brasileira dos Criadores de Camarões (ABCC) – menos de 60 mil toneladas em 2016.

A disseminação da mancha branca segue como principal justificativa da queda na produção, que apurou queda de 26,2% no Nordeste – centro que produz 99,2% do camarão nacional – em relação a 2015.

Aracati (CE) segue na liderança nacional no ranking da PPM com 7,60 mil toneladas, uma queda de 39,5% ante o ano anterior. Jaguaruana (CE) e Acaraú (CE), ocuparam a segunda e terceira posição, seguidos por Canguaretama (RN) e Cajueiro da Praia (PI).

Formas jovens – A produção de alevinos foi de 1134,22 mil milheiros em 2016, um aumento de 14,2% em relação ao ano anterior. A Região Sul foi a principal produtora de alevinos (31,2%), seguida pelas Regiões Nordeste (28,1%), Sudeste (16,6%), Centro-Oeste (13,8%) e Norte (10,3%).

O Paraná seguiu na liderança da produção de alevinos em 2016, com 73,3% do total da Região Sul e 22,9% do total do País. São Paulo figurou novamente na segunda posição, com 11,8% da produção nacional, seguido pela Bahia, com 11,6%.

No ranking municipal, Paulo Afonso (BA) foi o principal produtor com 112 786 milheiros, seguido por Toledo (PR), com 57 778 milheiros e Palotina (PR), com 40 300 milheiros.

Na pós-larva de camarão, Canguaretama (RN) liderou com 23,8% da produção nacional e 48,8% da produção do Rio Grande do Norte. Aracati (CE), com 21,3% da produção nacional e 44,1% do Ceará foi o segundo, seguido por Touros (RN), com 30,0% do total produzido no Estado.

Ostras, vieiras e mexilhões – Santa Catarina ainda é o líder nacional na produção de ostras, vieiras e mexilhões, com 97,9% das 20,83 mil toneladas produzidas em 2016. A maré vermelha na região, no entanto, provocou uma queda sutil de 1,1% na produção nacional em relação ao ano anterior.

Segundo o IBGE, dos 10 principais municípios produtores, nove são catarinenses. Palhoça é o município brasileiro de maior destaque, com 65,7% da produção nacional e 67,0% da produção estadual.

Já Florianópolis se destaca na produção de sementes de ostras, vieiras e mexilhões. Foram 66,70 mil milheiros em 2016, um aumento de 0,3% em relação a 2015.

 

Panorama da piscicultura nacional

 

CAMPUS INAUGURA EM BREVE SIMULADOR DE NAVEGAÇÃO

Mais um grande passo no universo da Pesca atesta-se no campus de Acaraú do Instituto Federal do Ceará. Um simulador de manobras de embarcação e pesca será inaugurado na unidade em solenidade que contará, entre outras autoridades, com a presença do Reitor, diretor-geral e representantes da Marinha do Brasil. O evento será realizado no dia 26 de outubro, a partir das 16h.

A solenidade será realizada como parte da programação da VII edição dos Jogos dos Servidores do IFCE, que ocorrerá de 26 a 27 de outubro, na unidade, que deverá reunir mais de 450 participantes em mais de 10 atividades de esporte e lazer. Na ocasião, também acontecerá encontro do Colégio de Dirigentes (COLDIR), um dos órgãos colegiados, que tem caráter consultivo quando de processo decisório no âmbito institucional.

O simulador de navegação e pesca será utilizado como ferramenta pedagógica aos alunos do curso técnico em pesca e cursos do ensino profissional marítimo do campus. Os discentes passarão a ter a oportunidade de simular manobras da embarcação durante sua navegação, bem como a utilização dos apetrechos de pesca durante as pescarias, tudo isso em diversas condições de tempo. “Nosso simulador permitirá representar situações mais próximas da realidade quanto o possível”, garantiu o responsável pelo Ensino Profissional Marítimo do campus, Professor João Vicente Mendes Santana.

A ideia da implantação do equipamento na unidade veio após uma conversa entre o representante da empresa responsável pelo simulador no Brasil e o Professor João Vicente, em Cingapura, no ano de 2016. O equipamento inclusive será demonstrado a estudantes da Educação Básica da região que periodicamente realizam visitas técnicas ao campus de Acaraú, vindo o simulador a ser um grande incentivador aos estudantes pesquisarem e se aprofundarem no universo da pesca. A previsão é que o simulador já esteja em pleno funcionamento até final de novembro deste ano.

Confira

 

 

TSUNAMI E MIGRAÇÕES MARINHAS

Tsunami de 2011 provoca uma das maiores migrações marinhas da história. 300 espécies japonesas chegaram às costas americanas em plásticos arrancados pelas ondas

Como pequenos Ulisses, milhares de mexilhões, estrelas do mar e até peixes das costas japonesas percorreram o oceano Pacífico até chegar às praias americanas. Exemplares de quase 300 espécies diferentes superaram os mais de 7.000 quilômetros de mar que há entre ambos os extremos a bordo de uma infinidade de escombros e objetos plásticos de origem japonesa arrancados pelo tsunami de 2011. O sucesso de sua travessia mostra o risco à ecologia que representa todo o lixo plástico acumulado nos mares.

De todo o lixo devolvido pelo mar, os cientistas ficaram com quase mil objetos relativamente grandes, desde barcos até caixas de plástico, passando por boias ou placas de fibra de vidro que puderam reconhecer como de origem japonesa. Encontraram-nos ao longo de toda a costa continental dos EUA, do Alasca, no norte, até a Califórnia, ao sul.

Mas estavam mais interessados nos passageiros clandestinos que pudessem trazer a bordo. Entre os que estavam grudados, em cima, embaixo ou abrigados nos objetos, identificaram pelo menos 289 espécies, mas estão convencidos de que devem ter chegado mais. No total, 85% delas pertencem a cinco grandes grupos de invertebrados: moluscos, cnidários (medusas, anêmonas…), crustáceos, briozoários (o mal chamado musgo marinho) e anélidas (vermes marinhos). Mas acharam também estrelas do mar, lapas (patella vulgata), protistas e até duas espécies de peixes.

O sismo de 2011 não foi o único de grandes proporções que se abateu sobre o Japão. Cataclismos de magnitude e altitude de ondas similares ocorreram em 1896 (o terremoto de Meiji-Sanriku) e em 1933 (o terremoto de Sanriku). Em nenhum dos dois casos os registros históricos dizem que foram avistados objetos japoneses nas costas americanas e citam ainda menos a chegada de animais. Naqueles tempos o plástico ou não existia ou ainda não era encontrado nas zonas rurais do Japão. Em contraste, ainda em 2017, seis anos depois, estão chegando plásticos japoneses às costas americanas. E, com eles, as mais variadas espécies.

 

Tsunami 1

Tsunami 2

After the Tsunami, Japan’s Sea Creatures Crossed an Ocean