FAMÍLIA SCHURMANN CHEGA À CHINA APÓS 19 MESES VELEJANDO

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A família Schurmann completou a primeira parte da ‘Expedição Oriente’ e chegou em Xangai, na China. Foram 19 meses a bordo do veleiro ‘Kat’. O grupo de 13 tripulantes deve retornar a Itajaí, onde residem, em dezembro deste ano.

“Eu, como catarinense, é um orgulho de estar no primeiro barco brasileiro a chegar aqui na China”, conta o capitão Vilfredo Schurmann. Ao lado da família, Vilfredo já tem mais de 30 anos de navegação. Eles também foram os primeiros brasileiros a realizar a circunavegação da Terra.

Sem título1Para chegar em Xangai, o capitão conta que precisou da ajuda de um prático local, um piloto especializado em auxiliar barcos na entrada e saída de portos e canais. “Foi uma navegação difícil porque são mil barcos que saem e entram neste canal estreito. Era uma coisa impressionante. Nós podíamos bater”, relata Vilfredo.

Mulher de Vilfredo e parceira nas viagens, Heloísa Schurmann relembra como foi a chegada na cidade chinesa. “Ficamos surpresos com a recepção que fizeram para nós. Não só as autoridades da cidade, as autoridades portuárias e também o consulado brasileiro. Toda a imprensa estava aqui nos recebendo e foi uma surpresa”, conta.

A partir da China, a família deve iniciar o retorno da expedição. “Agora nós iremos para Hong Kong, Vietnã e seguiremos nossa viagem para regressarmos ao Brasil, em Itajaí, em dezembro deste ano”, afirma Heloísa.

Viagem – A Família Schurmann embarcou no dia 21 de setembro de 2014 para a ‘Expedição Oriente’, sua terceira volta ao mundo a bordo de um barco. Eles devem percorrer o mesmo trajeto contado no livro ‘1421: O ano em que a China descobriu o mundo’, do inglês Gavin Menzies.

O trajeto conta com 55 lugares de cinco continentes. A família cruzará os oceanos Atlântico, Pacífico e Índico até o retorno, que está previsto para 22 de dezembro de 2016. A data pode sofrer alterações dependendo das condições marítimas.

O veleiro ‘Kat’ é composto por aço carbono e inoxidável. A estrututura de 80 pés – 23,9 metros -, levou cinco anos para ser planejada, entre pesquisa e preparação do barco. A embarcação agrega alta tecnologia e tem soluções sustentáveis de reaproveitamento de resíduos e geração de energia.

A embarcação foi batizada ‘Kat’ em homenagem a filha de mesmo nome, adotada na Nova Zelândia pelo casal e que faleceu aos 13 anos em 2006, portadora do vírus HIV.  Nas paradas, os velejadores compartilham suas experiências e desenvolvem projetos educacionais, como já fizeram nas outras duas expedições de 1984 e 1997.

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