SEMANA DO PEIXE 2016

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Diante da indefinição do governo federal sobre a estrutura da pesca e aquicultura dentro do Mapa, representantes da produção de pescado, comercialização no varejo e atacado, indústria e mídia especializada se reuniram, no dia 20 de maio, para discutir que medidas adotar para garantir a retomada e o sucesso da Semana do Peixe 2016.

A Semana do Peixe, que em 2016 chega a 13ª edição, foi criada pela então Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca (Seap) para promover promoções na venda de pescado no varejo, além de eventos paralelos e a educação da população em prol do consumo de pescado.

Reunidos no âmbito do Comitê das Indústrias de Pesca do Estado de São Paulo (Compesca), da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), produtores, processadores, importadores e representantes do varejo e food service de pescado determinaram a formação de uma mobilização para criar e integrar ações. O objetivo é criar um modelo que possa ser replicado em outros Estados e municípios.

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A reunião contou com representantes do Compesca, Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Associação dos Comerciantes Atacadistas de Pescados do Estado de São Paulo (Acapesp), Instituto de Pesca/Apta/SP, Carrefour, Grupo Pão de Açúcar, Marcomar, Opergel, J.A. Oliveira, Kanemar, Piscicultura Cristalina, Itiban, entre outras, além da Seafood Brasil e da revista SuperHiper.

Os presentes definiram que a Semana do Peixe ocorrerá no período entre 1º e 15 de setembro de 2016. A novidade deste ano é a adesão do segmento de bares e restaurantes, que também apresentarão preços mais baixos na primeira quinzena do mês. A articulação pretende contar com a participação do governo federal, assim que a nova configuração da secretaria do segmento estiver definida.

De acordo com Silvio Romero Coelho, coordenador-adjunto do Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca e Aquicultura da Fiesp (Compesca), a intenção primordial é reunir a cadeia produtiva, sem privilegiar nenhum segmento ou ator específico, em torno do objetivo maior que é fomentar o consumo de pescado no Brasil. “O evento quer criar um marco referencial para toda a cadeia produtiva de ações relacionadas ao segmento nesta época do ano, criando uma terceira época de grande consumo de pescado, após a Semana Santa e o Natal”, diz.

Como funciona e o que pretende a Semana do Peixe?

Varejo
Duas semanas de venda promocional de peixes e frutos do mar nas redes varejistas brasileiras. Entre as atividades previstas, estão degustações nos pontos de venda, seminários de capacitação da cadeia produtiva, premiações e ações de marketing e comunicação que promovam os objetivos propostos para o varejo na Semana do Peixe 2016:

– Difundir o consumo do pescado para o consumidor final;
– Engajar o varejo na defesa do pescado como uma proteína animal saudável, saborosa e sustentável;

– Criar uma demanda de longo prazo do varejo por pescado;

– Capacitar e organizar a cadeia produtiva para atender estes clientes com qualidade e regularidade de oferta;

– Desmistificar a dificuldade no preparo doméstico de peixes e frutos do mar; e
– Informar o consumidor sobre a origem do pescado que ele consome.

Food Service

O segmento de bares e restaurantes, também denominado Food Service, é o principal responsável por alavancar o consumo de pescado nas grandes cidades, nas quais o preparo em casa é apenas eventual.

A Semana do Peixe no Food Service será uma quinzena de ofertas especiais de pratos criados por restaurantes que trabalham com peixes e frutos do mar. Estima-se que até 20 restaurantes participem da semana, cobrando apenas preços promocionais e abrindo espaço para divulgação de material promocional, e mensagens didáticas sobre a origem, os benefícios e a qualidade do pescado disponível naquele estabelecimento.

A Semana do Peixe no food service tem por objetivos:

– Difundir o consumo do pescado para o consumidor final;

– Engajar os chefs e compradores na defesa do pescado como uma proteína animal saudável, saborosa e sustentável;

– Criar uma demanda de longo prazo do food service por pescado;

– Capacitar e organizar a cadeia produtiva para atender ao food service com qualidade e regularidade de oferta;

– Desenvolver novos pratos e opções de aproveitamento de matéria-prima no food service;

– Reverter parte da renda para beneficiar projetos sociais ligados ao setor;

– Aumentar a conexão entre o que se consome em restaurantes e nos lares brasileiros; e

– Informar o consumidor sobre a origem do pescado que ele consome.

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