CONECTANDO DATA CENTERS SOB O MAR

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Milhares de anos atrás, nossos primeiros antepassados se instalaram perto da água e ergueram pequenos assentamentos, que prosperaram ao longo dos séculos até se tornarem as grandes metrópoles de hoje. Eles se instalaram perto da água porque as terras das proximidades eram férteis e, desse modo, poderiam ser cultivadas, os animais das fazendas poderiam ser alimentados, e a própria água, pelo menos a doce, proporcionava fornecimento constante de água potável. Essas fontes de água acabariam sendo utilizadas para o transporte entre os principais assentamentos, levando ao comércio e às comunicações.

As principais vias navegáveis logo se tornaram as mais importantes rotas comerciais, cujos caminhos mais curtos eram considerados os mais rápidos e, muitas vezes, os mais seguros para viajar. À medida em que as cidades cresceram, seus portos se tornaram centros de comércio para a troca de bens e serviços. E o que isso tudo tem a ver com os data centers? Logo chegaremos lá.

As rotas marítimas atuais costumam escolher o caminho mais curto entre os portos das grandes cidades, o que minimiza o consumo de combustível, o tempo de viagem e custos disso decorrentes. Os cabos submarinos seguem caminhos semelhantes, conectando as mesmas grandes cidades para diminuir a quantidade de hardware e assim minimizar o custo e tempo da viagem (latência). Talvez por isso, a grande maioria das falhas em cabos submarinos sejam atribuídas a embarcações marítimas.

Sem título1Conectar as cidades diretamente por meio de cabos submarinos fazia todo o sentido uma vez que a maior parte do tráfego no início era de voz e as cidades são o lugar onde a maioria das pessoas vivem. No entanto, muita coisa mudou na última década, com os dados agora superando a demanda por voz. De onde vem esse tráfego de submarinos e para onde ele vai? Eles trafegam entre os enormes data centers operados e de propriedade dos grandes provedores de conteúdo de Internet (ICPs) para aplicações inerentes ao conteúdo como backup, restauração, caching, balanceamento de carga e sincronização. Em suma, os data centers conversam entre si – e muito.

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