A MORTE DE ACEROLA

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Acerola, boto-cinza símbolo do Rio, é achado morto na Baía de Guanabara. Ele era um filhote monitorado por pesquisadores da Uerj.

Agora, segundo especialistas, restam 34 botos da espécie na região.

 Um dos últimos botos-cinza da Baía de Guanabara, batizado de “Acerola” por pesquisadores, foi encontrado morto pela Comlurb no dia 15/06. A empresa comunicou a morte ao laboratório de animais aquáticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que levou o animal para a instituição, onde passa por análises para que se descubra a causa da morte.

Abundantes na Baía de Guanabara na época da fundação da cidade, no século 16, os animais foram sumindo por conta da ação predatória do homem. Na década de 80, cerca de 400 botos povoavam a região. Atualmente, eram apenas 35 catalogados. Com a morte de Acerola, restam apenas 34.

O boto tinha marcas que indicam que foi capturado por uma rede de pesca e partes do corpo extirpadas com a ajuda de uma faca, segundo pesquisadores. A violência da morte do animal impressionou quem está acostumado a ver as agressões do homem contra a natureza.

            “Pela primeira vez em 24 anos, encontramos um boto que teve a sua musculatura e uma camada de adiposidade arrancados, aparentemente com faca. Parte das vértebras foram arrancadas. Também houve uma tentativa de retirada da cauda”, explicou José Laílson, professor de Oceanografia da Uerj e coordenador do laboratório de animais aquáticos da instituição.

Pela maneira como o animal foi cortado, o oceanógrafo acredita que não foi alguém que costuma circular pela Baía de Guanabara, já que matar espécie em extinção é crime. “Os pescadores que conhecemos na Baía não fariam isso. Provavelmente foi alguém estranho. Até porque é ilegal”, explicou José Laílson.

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