SUPER ICEBERG E AQUECIMENTO GLOBAL

Gigantesco iceberg está perto de se romper na Antártica. Segundo cientistas, ruptura do bloco de 5.000 km² mudará a geografia da região. Como flutua, iceberg não causará aumento do nível dos oceanos. Por outro lado, ou no mesmo lado, estudo desmente desaceleração do aquecimento global de 1998 a 2014.

            Um gigantesco iceberg, considerado um dos dez maiores do mundo, está perto de se soltar da Antártica, afirmaram cientistas na quinta-feira. O bloco de 5.000 quilômetros quadrados, área equivalente à do Distrito Federal, é resultante de uma grande rachadura na plataforma de gelo Larsen C, na Antártica, que se expandiu abruptamente no mês passado. Apenas vinte quilômetros de gelo impedem que o imenso bloco se solte da plataforma e se torne um iceberg de 80 quilômetros de comprimento.

A muralha gelada “irá mudar fundamentalmente o cenário da Antártica”, afirmaram em comunicado cientistas britânicos do Projeto Midas da Universidade de Swansea, no País de Gales, que monitora o impacto do derretimento em plataformas de gelo. Como flutuará, o bloco de gelo não deve causar aumento no nível dos oceanos – no entanto, rupturas futuras decorrentes do desprendimento podem levar ao descongelamento de geleiras e, como a água dessas últimas são integradas aos mares, podem levar ao aumento do nível. Segundo estimativas dos pesquisadores, se toda a plataforma Larsen C derreter, os oceanos podem aumentar em até 10 centímetros.

Aquecimento global – Durante 15 anos, entre 1998 e 2014, uma aparente desaceleração do aquecimento global foi usada pelos céticos como argumento para afirmar que o fenômeno era “um engano”, mas um estudo publicado nesta quarta-feira (4) aponta que essa pausa foi uma ilusão.

sem-tituloO trabalho dos pesquisadores das Universidades de Berkeley, na Califórnia, e de York, no Reino Unido, confirmam as conclusões de um estudo de 2015, elaborado pela Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês).

“Nossos resultados significam basicamente que a NOAA tinha razão e que seus cientistas não alteraram os dados”, aponta o pesquisador Zeke Hausfather, de Berkeley, e principal autor do estudo publicado na revista americana “Science Advances”.

A análise feita em 2015 pelos cientistas da NOAA mostrou que as temperaturas medidas pelas boias usadas hoje nos oceanos são ligeiramente mais frias do que as registradas nas leituras feitas pelos navios no passado.

Essas diferenças de temperatura entre o velho e o novo sistema de medição ocultaram a realidade do aquecimento global nesses 15 anos, concluíram os pesquisadores. Publicado em 2015, o trabalho da NOAA foi muito criticado pelos chamados céticos do clima, alegando que essa “pausa” era uma prova de que o aquecimento global era um “engano”.

 

Iceberg 1

Iceberg 2

Estudo desmente desaceleração do aquecimento global de 1998 a 2014

 

 

 

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