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BRASIL, VIETNAM E RÚSSIA

Vietnamitas decidem reunir jornalistas e compradores europeus para reverter crise de imagem. Russos querem evitar intermediários e vender diretamente ao Brasil.

O Carrefour França deu início ao movimento, posteriormente seguido pelas operações da rede na Bélgica e Espanha. A comercialização de pangasius proveniente do Vietnã foi proibida de “forma preventiva” ao longo do primeiro trimestre de 2017 por “preocupações ecológicas”.

Um comunicado oficial da rede distribuído na Europa falava em “dúvidas que existem sobre o adverso impacto que os cultivos de panga têm no meio ambiente, a rede decidiu deixar de vender este pescado e suspendeu os pedidos”. Outro foco de preocupação aos vietnamitas é os Estados Unidos, que devem apertar a fiscalização sobre toda a cadeia produtiva da espécie a partir de setembro, como informa o Seafood Source.

Atentos ao impacto e disseminação da decisão a outras cadeias, o Ministério da Agricultura vietnamita e a Associação dos Produtores e Exportadores de Pescado do Vietnã (Vasep) convocaram jornalistas europeus e distribuidores para uma reunião em plena feira Seafood Expo Global, em Bruxelas, para tentar reverter esta imagem.

No Brasil, a espécie foi alvo de diversas campanhas difamatórias na internet ao longo de 2011 por conta de seu sistema de cultivo, muito embora os problemas constatados pelas autoridades eram de excesso de glazing e adição de químicos. A adoção de uma política mais rigorosa pelo Departamento de Inspeção de Origem Animal (Dipoa) conteve fraudes e gerou uma reação no tipo de produtos despachados ao Brasil.

Russos – Agricultura da Rússia, Evgeny Gromyki, que aquele país pretende iniciar a exportação direta de pescado ao Brasil. Segundo ele, as espécies capturadas na região, como a polaca e o bacalhau do Pacífico (Gadus macrocephalus), são processadas em outros intermediários.

A captura realizada na Rússia segue em geral para o processamento em plantas chinesas. Só os filés de pescado provenientes de fábricas na China renderam no ano passado US$ 79,5 milhões aos asiáticos, correspondente a um volume exportado de 33 mil toneladas – negócio do qual os russos não pretendem ficar de fora. Segundo o MDIC, a Rússia não exportou nada de nenhum produto de pescado nos últimos cinco anos.

Maggi sinalizou positivamente à intenção e disse estar disposto a aumentar o comércio do agronegócio com o país, que é parceiro no BRICS (grupo de países emergentes integrado também pela China, Índia e África do Sul). Segundo comunicado do Mapa, a expectativa é mais que dobrar o volume de negócios chegando a US$ 10 bilhões em cinco anos.

Os brasileiros têm interesse de ampliar a venda de carne bovina, suína e de aves ao país governado por Vladimir Putin, que não criou barreiras à carne brasileira após os primeiros resultados da Operação Carne Fraca. O ministro ouviu de Gromyki que o governo russo “confia no Brasil”. “Não existem objeções políticas ou econômicas para que aumentemos o comércio bilateral”, disse Maggi, durante o encontro.

 

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