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DIA DE SÃO PEDRO, PADROEIRO DOS PESCADORES

No dia 29 de junho, pescadores de todo o Brasil comemoram o Dia de São Pedro com festas e procissões marítimas. Louvemos o santo. Mas, na verdade, nós não precisamos de milagres. De caminhar sobre as águas. De multiplicar os peixes. Só precisamos mesmo é convencer os homens de má vontade que sabemos pescar.

Nada é assim tão simples. São Pedro é o santo padroeiro dos pescadores, porque era pescador; mas também dos viúvos e viúvas, porque era viúvo; e dos porteiros, porque Jesus Cristo lhe confiou as chaves do Reino dos céus.

Então está na hora de apelar para uma reza forte porque nós, pescadores e armadores, trabalhadores do mar, estamos viúvos (sem governo, sem rumo, à deriva) e sem chave para abrir uma porta que nos leve ao paraíso, ou pelo menos a um céu de brigadeiro ou a um mar de almirante. São Pedro também tem a chave da chuva, mas estamos secos, faz tempo que não chove em nossa horta.

Tirando isso, é bom lembrar que o nosso padroeiro (e das viúvas, viúvos e porteiros) foi provavelmente o mais humanos dos apóstolos de Cristo. Quando Jesus conheceu Simão, disse a ele uma frase que mudaria sua vida: “Você será pescador de homens”. A partir daí, Simão começou seguir Jesus. Num determinado momento, Simão confessou a Jesus: “Tu és o Messias, o Filho de Deus”. Por isso, Jesus disse que, daquele momento em diante, seu nome seria Pedro, Cefas, Kephas em aramaico, palavra que significa Pedra.  Mais tarde o significado disso ficou claro. Quando Jesus deu a São Pedro a missão de ser líder da Igreja, disse a ele: “Tu és pedra, e sobre essa pedra edificarei a minha igreja”. E Pedro foi o primeiro Papa da Igreja.

As três negações – Levaram Jesus preso ao Palácio de Caifás. No pátio, alguns reconheceram São Pedro e perguntaram se ele era um dos discípulos de Jesus. Por três vezes, porém, Pedro negou e o galo cantou, como Jesus havia profetizado: “Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes”. Pedro chorou amargamente, arrependido.

Homem de pouca fé –  A cena é descrita no Evangelho de São Mateus, 14. Jesus insistiu com os discípulos para que entrassem no barco e fossem adiante dele para o outro lado, enquanto ele despedia a multidão.  Tendo despedido a multidão, subiu sozinho a um monte para orar. Ao anoitecer, ele estava ali sozinho, mas o barco já estava a considerável distância da terra, fustigado pelas ondas, porque o vento soprava contra ele. Alta madrugada, Jesus dirigiu-se a eles, andando sobre o mar. Quando o viram andando sobre o mar, ficaram aterrorizados e disseram: “É um fantasma!” E gritaram de medo.

Mas Jesus imediatamente lhes disse:  “Coragem! Sou eu. Não tenham medo!”

“Senhor”, disse Pedro, “se és tu, manda-me ir ao teu encontro por sobre as águas”.

“Venha”, respondeu Jesus.

Então Pedro saiu do barco, andou sobre as águas e foi na direção de Jesus. Mas, quando reparou no vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou:  “Senhor, salva-me!”

Imediatamente Jesus estendeu a mão e o segurou. E disse: “Homem de pouca fé, por que você duvidou?”

Na verdade nós não precisamos de milagres. A caminhar sobre as águas. A multiplicar os peixes. Só precisamos mesmo é convencer os homens de má vontade que sabemos pescar.

 

São Pedro e São Paulo – Dia 29 de junho também é dia de São Paulo.  Conhecido também como Saulo, ele se dedicava à perseguição dos primeiros discípulos de Jesus na região de Jerusalém. De acordo com o relato na Bíblia (Atos, 9), durante uma viagem entre Jerusalém e Damasco, numa missão para que, encontrando fiéis por lá, “os levasse presos a Jerusalém”, Saulo teve uma visão de Jesus envolto numa grande luz, ficou cego, mas teve a visão recuperada após três dias por Ananias que também o batizou. Começou então a pregar o Cristianismo. A influência que exerceu no pensamento cristão, chamada de “paulinismo”, foi fundamental por causa do seu papel como proeminente apóstolo do Cristianismo durante a propagação inicial do Evangelho pelo Império Romano.

A festa de São Pedro e São Paulo é uma das celebrações mais importantes e antigas do calendário litúrgico, introduzida na liturgia no século II para lembrar o martírio dos dois santos. Foi colocada pela Igreja em 29 de junho para ocupar o lugar de uma antiga celebração pagã que exaltava as figuras de Rômulo e Remo, os mitos considerados fundadores da cidade de Roma. São Pedro e São Paulo foram os fundadores da Roma cristã.

Pedro morreu provavelmente no ano de 64, crucificado de cabeça para baixo. Paulo morreu decapitado no ano de 67.

 

Hino de São Pedro Pescador  

 

Tú és Pedro! Aleluia!

  1. Pedro e S. Paulo – Quem nos Separará?

 

Jesus ensina os discipulos a serem pescadores de almas

 

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