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UMA REFLEXÃO SOBRE O PREPS

Instituído pela INSTRUÇÃO NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº 2, DE 4 DE SETEMBRO DE 2006  o Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite – PREPS para fins de monitoramento, gestão pesqueira e controle das operações da frota pesqueira permissionada pela Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República -SEAP/PR trazia a esperança de dias melhores para todos do setor, pois pressupunha um ordenamento nas atividades pesqueiras no Brasil, seguindo a tendencia mundial de melhor gestão da qualidadde do pescado e no controle de cotas de pesca, preservando o ambiente pesqueiro da exaustão precoce.  Leia o artigo de Gilson Souza da Silva, engenheiro de Telecomunicações e diretor da CarrierWeb.

 

 

O projeto tem relevante importância para o país, pois é uma excelente e poderosa ferramenta de gestão dos recursos da Amazónia Azul e, através dela, é possível ter uma visão em tempo real das atividades pesqueiras e da distribuição da frota ao longo de nossas águas. Frotas estas que prestam auxílio onde se possa delas necessitar e que atuam como eficazes guardiões de nossas águas contra embarcações estrangeiras predatórias as nossas reservas pesqueiras.

O PREPS, projeto inovador na América Latina, era motivo de orgulho aos que dele participaram de forma direta ou indireta.

Anos se passaram e o PREPS foi testemunha de algumas crises internas, políticas e  econômicas, e também testemunhou crises globais, resistindo bravamente a todas elas. A despeito de muita incredulidade o PREPS superou todos esses turbilhões e hoje começa a respirar um ar de mudanças capitaneado pelo SAPERJ e por um de seus principais colaboradores, o Cmte. Leme, que tem sido o agente catalisador desses novos ares de mudanças que o programa requer e que é anseio de toda a classe pesqueira. O Cmte. Leme tem buscado, de forma incansável, a revitalização do projeto e do segmento pesqueiro.  Luta como um ambientalista que procura salvar o rio ou a floresta, buscando alternativas de preserva-lo, através da revitalização e do uso de novas tecnologias e mecanismos que fortaleçam o setor. Junto com o SAPERJ se dedica com total entrega para aqueles que dependem da atividade pesqueira. Essa luta e entrega contagia a todos que com ele convivem.

Fomos consultados pelo Cmte. Leme sobre a possibilidade de desenvolvemos, em parceria com o SAPERJ, uma ferramenta que fosse capaz de ser o testemunho e a extensão dos olhos do Mestre em alto mar. Como uma luneta que os Mestres, Capitães e Lobos do Mar de outrora usavam.  Com uma ressalva: deveriam ser capazes de registrar o que viam para ser utilizado como testemunho dos olhos e da voz do Mestre, que muitas vezes não encontrava eco por falta de evidencias. Com essas premissas, foi delineado e concebido o Vigilante do Mar, uma ferramenta de auxílio na defesa daquilo que nos pertence: Os recursos da Amazônia Azul, que por sua grande extensão, parece quase impossível de monitorar e acaba sendo explorada por embarcações estrangeiras não permissionadas para tal. E aí está o desafio que nos motivou: Ou controlamos ou perdemos o direito de exploração.

A partir daí passamos a pensar da mesma forma com o PREPS, buscando a forma de melhor utiliza-lo a favor da classe pesqueira.  Concluímos que isso só vai ser possível com a revitalização do projeto, com adequações das normas, com uma campanha educativa de seu uso, com a discussão do programa e com a adesão de todos da atividade pesqueira para fortalecer o projeto.

A ameaça aos nossos recursos vem de fora e não de dentro. Normas internacionais são elaboradas em favor dos países desenvolvidos e em detrimento dos países que possuem muitos recursos a serem explorados.

Brasil e África possuem uma enorme extensão de mar e, da mesma forma que na sua parte territorial, possuem enormes riquezas e poucos recursos para explora-las.

É preciso frear este avanço com união, esforço e tecnologia. Uma tecnologia que seja eficiente e adequada aos padrões econômicos do Brasil. É nessa parte que nos vimos comprometidos a ajudar.

A arquitetura de rastreamento e monitoramento de embarcações pesqueiras atual utiliza satélites geoestacionários de alta órbita situados a cerca de 35.000 Km da terra.

Os equipamentos necessitam muita potencia para que os dados possam trafegar até esta altitude e, consequentemente, são grandes, caros e com alto custo de instalação e manutenção devido à complexidade e ao elevado tempo embarcado.

Uma nova arquitetura de sistema que vem se destacando utiliza satélites de baixa órbita situados a cerca de 1.000 Km da terra.

Os equipamentos necessitam pouca potencia para que os dados possam trafegar até esta altitude e, consequentemente, são pequenos, baratos  e com baixo custo de instalação e manutenção devido a simplicidade e ao pouco tempo embarcado.

Aqueles que já possuem o equipamento instalado tem que arcar com os custos de manutenção e substituição do equipamento.

Com esse cenário apresentado o SAPERJ, mais uma vez, dá um passo a frente e em conjunto com a Carrierweb disponibilizou os meios para testes de novas tecnologias que pudessem atender a realidade atual.

Mais uma vez, em parceria com a Carrierweb, foram realizados testes de performance de uma tecnologia que cumprisse com os requisitos do PREPS e atendesse as expectativas dos armadores.

 

Gilson Souza da Silva

Engenheiro de Telecomunicações

Diretor da Carrierweb

Arquitetura Proposta – Satélite de Baixa Órbita

Foram designadas, pelo SAPERJ, duas embarcações para a realização dos testes.

Centauro e Rio Amazonas

 A imagem a seguir, com o sistema atual e o proposto instalado, ilustra o que descrevemos anteriormente:

  • o menor equipamento utiliza satélites de baixa órbita
  • o maior equipamento, atualmente utilizado no PREPS, utiliza satélites de alta órbita.

 

 

Características:

PESO:
 

102 g (com 4 pilhas de lítio AAA)

 

765 g

DIMENSÕES:
 

6,85 cm (L); 8,25 cm (C); 2,55 cm (A)

 

16 cm (Diâmetro) x 10 cm (A)

PREÇOS ESTIMADOS :
 

R$ 1.500,00

 

R$ xxxx,00

PREÇOS ESTIMADOS DE MENSALIDADE:
 

R$ 155,00

 

R$ xxx,00

PREÇOS ESTIMADOS DE MANUTENÇÃO:
 

R$ 0, 00 a R$ 600,00

 

R$ x.xxx,00

CENTAURO

pilhas AAA

Periodicidade: 30 minutos

                                                    RIO AMAZONAS                                                 

fonte de 5 VDC e  botão de pânico

Periodicidade: 1 em 1 hora

 

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