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TSUNAMI E MIGRAÇÕES MARINHAS

Tsunami de 2011 provoca uma das maiores migrações marinhas da história. 300 espécies japonesas chegaram às costas americanas em plásticos arrancados pelas ondas

Como pequenos Ulisses, milhares de mexilhões, estrelas do mar e até peixes das costas japonesas percorreram o oceano Pacífico até chegar às praias americanas. Exemplares de quase 300 espécies diferentes superaram os mais de 7.000 quilômetros de mar que há entre ambos os extremos a bordo de uma infinidade de escombros e objetos plásticos de origem japonesa arrancados pelo tsunami de 2011. O sucesso de sua travessia mostra o risco à ecologia que representa todo o lixo plástico acumulado nos mares.

De todo o lixo devolvido pelo mar, os cientistas ficaram com quase mil objetos relativamente grandes, desde barcos até caixas de plástico, passando por boias ou placas de fibra de vidro que puderam reconhecer como de origem japonesa. Encontraram-nos ao longo de toda a costa continental dos EUA, do Alasca, no norte, até a Califórnia, ao sul.

Mas estavam mais interessados nos passageiros clandestinos que pudessem trazer a bordo. Entre os que estavam grudados, em cima, embaixo ou abrigados nos objetos, identificaram pelo menos 289 espécies, mas estão convencidos de que devem ter chegado mais. No total, 85% delas pertencem a cinco grandes grupos de invertebrados: moluscos, cnidários (medusas, anêmonas…), crustáceos, briozoários (o mal chamado musgo marinho) e anélidas (vermes marinhos). Mas acharam também estrelas do mar, lapas (patella vulgata), protistas e até duas espécies de peixes.

O sismo de 2011 não foi o único de grandes proporções que se abateu sobre o Japão. Cataclismos de magnitude e altitude de ondas similares ocorreram em 1896 (o terremoto de Meiji-Sanriku) e em 1933 (o terremoto de Sanriku). Em nenhum dos dois casos os registros históricos dizem que foram avistados objetos japoneses nas costas americanas e citam ainda menos a chegada de animais. Naqueles tempos o plástico ou não existia ou ainda não era encontrado nas zonas rurais do Japão. Em contraste, ainda em 2017, seis anos depois, estão chegando plásticos japoneses às costas americanas. E, com eles, as mais variadas espécies.

 

Tsunami 1

Tsunami 2

After the Tsunami, Japan’s Sea Creatures Crossed an Ocean

 

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