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PISCICULTURA NACIONAL

Rondônia se manteve na liderança nacional da produção aquícola em 2016, conforme a mais nova versão da Pesquisa Pecuária Municipal (PPM), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em todo o País. O PIB aquícola foi de R$ 4,61 bilhões em 2016.

A pesquisa, que consolida informações fornecidas por 2910 municípios dos 27 Estados, apontou crescimento de 4,4% na piscicultura em 2016 ante o ano anterior, com 507,12 mil toneladas produzidas. O dado contrasta com o apurado pela Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR) em 2016: 640 mil toneladas.

Embora Rondônia tenha mantido a liderança no ranking do IBGE com 90,64 mil toneladas, o que mais chama a atenção nesta versão da PPM é o crescimento das despescas no Sudeste (+43,1%), puxada por um surpreendente aumento de 47,5% na produção paulista, para 48,35 mil toneladas. O IBGE credita o desempenho ao aumento do investimento na atividade e entrada de novos produtores na região.

Já o Paraná manteve a segunda posição com despesca de 76,06 mil toneladas, um aumento de 9,8% na comparação com 2015. O Mato Grosso, que superava São Paulo até o ano passado, caiu para a quarta posição com 40,41 mil toneladas, queda de 14,8%.

Entre as Regiões, Norte (1,4%) e Sul (6,9%) também cresceram, mas a estiagem no Nordeste e um ajuste do volume produzido no Centro-Oeste motivaram quedas de 7,8% e 11,8%, respectivamente.

Municípios – Rio Preto da Eva (AM), segundo o IBGE, foi novamente o principal produtor nacional de peixes, registrando a despesca de 13,38 mil toneladas. Ariquemes (RO) vem na sequência, com despesca de 13,04 mil toneladas, seguido por Orós (CE) com 8,74 mil toneladas e Morada Nova de Minas (MG) com 8,49 mil toneladas despescadas no ano de 2016. A PPM traz ainda Nossa Senhora do Livramento (MT) e Sorriso (MT) na quinta e na sexta posição, respectivamente.

Líder há dois anos, Jaguaribara (CE) sofreu nova queda no ano de 2016 com redução de 73,0% da produção (3,73 mil toneladas) – o que confere ao município apenas a 24ª posição no ranking municipal. Com a estiagem, muitos produtores se transferiram a Orós (CE), que registrou 8,74 mil toneladas.

Glória (BA), que em agosto foi apontada pela Bahia Pesca como a maior produtora nacional (com 17,8 mil toneladas), no estudo do IBGE registrou apenas 6,2 mil toneladas no ano passado.

Espécies – Ainda de acordo com a PPM, a tilápia seguiu como a espécie mais criada no Brasil, com 239 mil toneladas despescadas em 2016, ou quase metade (47,1%) do total da piscicultura. A produção da espécie aumentou 9,3% em relação a 2015.

O tambaqui foi a segunda espécie mais cultivada no Brasil, com 27% do total de peixes em 2016 e uma despesca total de 136,99 mil toneladas.

Camarão – A carcinicultura rendeu 52,12 mil toneladas em 2016 segundo o IBGE, uma redução de 26,1% em relação a 2015. O dado está em consonância com que o previu a Associação Brasileira dos Criadores de Camarões (ABCC) – menos de 60 mil toneladas em 2016.

A disseminação da mancha branca segue como principal justificativa da queda na produção, que apurou queda de 26,2% no Nordeste – centro que produz 99,2% do camarão nacional – em relação a 2015.

Aracati (CE) segue na liderança nacional no ranking da PPM com 7,60 mil toneladas, uma queda de 39,5% ante o ano anterior. Jaguaruana (CE) e Acaraú (CE), ocuparam a segunda e terceira posição, seguidos por Canguaretama (RN) e Cajueiro da Praia (PI).

Formas jovens – A produção de alevinos foi de 1134,22 mil milheiros em 2016, um aumento de 14,2% em relação ao ano anterior. A Região Sul foi a principal produtora de alevinos (31,2%), seguida pelas Regiões Nordeste (28,1%), Sudeste (16,6%), Centro-Oeste (13,8%) e Norte (10,3%).

O Paraná seguiu na liderança da produção de alevinos em 2016, com 73,3% do total da Região Sul e 22,9% do total do País. São Paulo figurou novamente na segunda posição, com 11,8% da produção nacional, seguido pela Bahia, com 11,6%.

No ranking municipal, Paulo Afonso (BA) foi o principal produtor com 112 786 milheiros, seguido por Toledo (PR), com 57 778 milheiros e Palotina (PR), com 40 300 milheiros.

Na pós-larva de camarão, Canguaretama (RN) liderou com 23,8% da produção nacional e 48,8% da produção do Rio Grande do Norte. Aracati (CE), com 21,3% da produção nacional e 44,1% do Ceará foi o segundo, seguido por Touros (RN), com 30,0% do total produzido no Estado.

Ostras, vieiras e mexilhões – Santa Catarina ainda é o líder nacional na produção de ostras, vieiras e mexilhões, com 97,9% das 20,83 mil toneladas produzidas em 2016. A maré vermelha na região, no entanto, provocou uma queda sutil de 1,1% na produção nacional em relação ao ano anterior.

Segundo o IBGE, dos 10 principais municípios produtores, nove são catarinenses. Palhoça é o município brasileiro de maior destaque, com 65,7% da produção nacional e 67,0% da produção estadual.

Já Florianópolis se destaca na produção de sementes de ostras, vieiras e mexilhões. Foram 66,70 mil milheiros em 2016, um aumento de 0,3% em relação a 2015.

 

Panorama da piscicultura nacional

 

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