TAINHA 2018: A SAFRA E AS COTAS

TAINHA 2018:
A SAFRA E AS COTAS

Atenção, Pescadores, Mestres, Armadores e Empresários que trabalham com a Tainha nas regiões Sudeste e Sul do país! A safra de 2018 vai trazer algumas novidades!

A principal delas é implementação de um regime de COTAS DE PESCA que se aplicará às frotas de CERCO/TRAINEIRA e do emalhe costeiro que trabalha com as REDES ANILHADAS em SANTA CATARINA!

As cotas de captura foram incluídas na última revisão do PLANO DE GESTÃO DA TAINHA, aprovada pelo Comitê Permanente de Gestão de Recursos Pelágicos das Regiões SE e S (CPG Pelágicos SE e S) e seu Subcomitê-Científico. O CPG optou, também, por tentar implementar o regime de cotas ainda em 2018, o que representa um marco para essa importante pescaria! É o que diz um comunicado do Ministério do Meio Ambiente. (Leia mais no fim da matéria.)

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A temporada oficial da tainha 2018 começou no dia 1° de maio para os pescadores artesanais nas canoas a remo em todo o litoral brasileiro. No dia 1º de junho, a captura é liberada para a pesca industrial. A safra da tainha vai até 15 de julho.  A novidade é a cota máxima de pesca.

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O calor deste outono está afastando os cardumes de tainha do litoral catarinense. Na região Sul, tem pescador que não pegou um peixe sequer nesta temporada.

Renê Feliciano é pescador há mais de 60 anos. A canoa que ele usa para pescar nem ainda saiu do caminhão nessa temporada, porque ainda não apareceu peixe por aqui.

“Não ouvi nem falar que o peixe atrasasse tanto ou que desse tão pouco como está dando”, disse Feliciano.

Em 2017, a safra não foi tão favorável, mas boa parte dos pescadores já tinha conseguido capturar bastante peixe nas duas primeiras semanas, o que não aconteceu neste ano.

“Nos outros a gente já saiu na praia matando até 4 toneladas de peixe, 5 toneladas de peixe, 2 toneladas. E neste ano não achamos nada nem para tirar a canoa do caminhão”, disse o pescador Rogério Cardoso.

Os peixes ainda não estão aparecendo no litoral catarinense porque o frio ainda não deu as caras. Desde que a pesca da tainha foi liberada, os pescadores esperam pelo vento sul, o principal responsável pra que os peixes voltem a aparecer no litoral.

“O peixe vai passar. Com água fria ou quente, vai passar. A diferença é que se não esfriar o tempo, a água permanece quente em alto-mar e aí o peixe não encosta. Ele vai passar a 30, 40 metros de profundidade, onde os nossos pescadores artesanais não têm equipamento, apetrechos para fazer esse tipo de pesca”, disse João Picollo, presidente da Colônia de Pescadores de Balneário Rincão.

A esperança dos pescadores vem do Rio Grande do Sul. “Ali em Tramandaí [RS] tem muito peixe já. Pela notícia que soubemos dos grupos de pesca, é esse o comentário, o peixe que está vindo para nós”, disse o pescador Valmor de Moraes.  (Leia mais e confira abaixo. Veja vídeo.)

 

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