ZONA MORTA

ZONA MORTA

A carência de oxigênio na água faz com que espécies marinhas terem prejuízos no habitat considerados perigosos para a própria existência. O excesso de poluição consiste em fato que diminui a qualidade na vida aquática, mas aspectos naturais também fazem parte do processo na disputa de recursos para sobreviver. Existem locais no mundo que apresentam zonas mortas em momentos do ano.

            Desde início da década de 1960, cientistas discutem sobre a chamada zona morta do golfo de Omã, uma região aquática praticamente sem oxigênio. Devido à pirataria e a constantes tensões geopolíticas na região, a zona não foi analisada desde então e por tanto foi difícil prever os efeitos da mudança climática e a mão do homem nas últimas décadas.

No entanto, uma investigação publicada na revista Geophysical Research Letters revelou um “dramático aumento” no tamanho desta zona. Uma situação “pior do que receavam” que põe em risco a vida aquática e ameaça se transformar em um sério problema ambiental, informa o diário The Independent.

A equipe de investigação, dirigida por Bastien Queste da Universidade de East Anglia (Norfolk, Reino Unido), mergulhou dois veículos autônomos — planadores subaquáticos — no golfo de Omã durante oito meses para obter imagem dos níveis de oxigênio e os mecanismos oceânicos que transportam este elemento de uma área a outra. Os dispositivos alcançaram a profundidade de até 1.000 metros e cobriram uma área que abrange milhares de quilômetros.

            Dados recebidos mostram que onde se esperava encontrar oxigênio, agora os níveis são quase nulos. Trata-se de uma área de cerca de 165.000 km² o que é aproximadamente o dobro do território da Escócia, ou um pouco menos do tamanho do estado brasileiro do Paraná. Entretanto, há suspeitas de que seja maior e esteja crescendo, acarretando “consequências nocivas” para quem depende de oceanos como fonte de emprego e alimentação.

 Enquanto isso, especialistas apontam que o problema de zona morta no Golfo do México acontece em consequência do excesso de floração de algas, elementos produzidos por espécies autotróficas que servem de alimento ás bactérias que retiram quantidade grande de oxigênio nos níveis aquáticos e prejudicam de forma direta nas respirações dos peixes que com a falta do elemento químico podem morrer em poucos segundo após contato com a zona hipóxica (área na qual crescem algas marinhas e que são consideradas “mortas” sob a ótica da ciência).

E o Mar Morto? Mais de 300 anos antes de Cristo, o filósofo grego Aristóteles se espantou ao descobrir que nada afundava por lá. Até hoje o mundo inteiro quer boiar nas águas calmas e cristalinas que já foram cenário para muita história, Muita gente fina – do passado e de agora – foi se sujar na lama. Até mesmo Cleópatra, rainha do antigo Egito, foi conhecer o Mar Morto, pensando nos benefícios dos minerais para saúde dela. São concentrações altíssimas de magnésio, potássio, cálcio. Os tesouros que o Mar Morto vai pouco a pouco depositando nas margens. Mas ele anda com problemas.

            E problema é o que não falta no mundo. Até as redes sem fio têm lá a sua zona morta.

 

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