O NAUFRÁGIO

Na madrugada de 8 de junho, uma sexta-feira, duas embarcações de pescadores naufragaram na Baía de Sepetiba, em frente ao porto de Itaguaí. O acidente ocorreu por volta das 00h20. Nove foram resgatados. Doze não sobreviveram.

“Paramos para poder pescar, ancoramos o barco. De repente, veio um vento muito forte. O barqueiro falou: ‘Esse vento deve ser de sudoeste. Vamos recolher o material e puxar âncora’. Foi quando de repente o vento entrou muito forte, nós nos trancamos na cabine. Não dava para ver nada. Foi aí que o barco naufragou, coisa de 15 segundos”, contou um dos sobreviventes.

“Até ontem, eu tinha muitas esperanças de que ele tivesse sobrevivido, mas esse sentimento só tem diminuído com o passar do tempo. Se ele não puder ser encontrado vivo, tudo o que queremos é que pelo menos o corpo dele seja achado, para podermos dar a ele um enterro digno”, desabafou a esposa de um dos que não conseguiram voltar.

Durante todo o tempo, desde a notícia do naufrágio ao resgate do último corpo, o povo do mar fez o que sempre faz: rezou, chorou, teve pressentimentos, dores no peito, aflições, esperou um milagre, sofreu, aceitou. Coisas que acontecem toda vez que um barco sai do cais para a pesca. A mesma angústia de sempre.

A vida continua entre a alegria e a tristeza, entre a dor e o amor, como sempre.

Aqueles que partiram e não voltaram estão navegando em outro mar.

 

Leia mais, em breve, no número 175 da revista Pesca & Mar

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