OLHEIRO E DRONE

OLHEIRO E DRONE

 

Drone ajuda pescadores a capturar tainhas em Matinhos, no litoral do Paraná / Crédito: Almir Alves

 

Crédito: clicRBS

 

Na praia da Lagoinha, em Santa Catarina, quatro olheiros que observam a chegada das tainhas. Eles ficam divididos nos costões e realizavam o monitoramento desde a praia Brava. Um deles, de 47 anos, aprendeu o ofício com o pai aos 10 anos de idade. Enquanto os outros pescadores estão com o pé na areia e com o sol no rosto, esse olheiro com 37 anos de profissão está sob a sombra de uma figueira. “Meu material de trabalho é o rádio comunicador e o apito. O olheiro precisa estar atento ao movimento do mar e aos cardumes. Com o tempo, a gente consegue diferenciar o tipo de peixe pelo movimento da água”, conta.

Talvez já não conte mais.

Pescadores de Matinhos, no litoral do Paraná, localizaram toneladas de tainhas com a ajuda de um drone. É que o narra a reportagem publicada pelo G1 PR em 26 de junho deste ano que bateu recordes de captura.

O dono do equipamento, Almir Alves, afirma que costuma sobrevoar o mar que contorna o município e, ao se aproximar dos pescadores, ouviu deles que algo se mexia na água. “Eles mencionaram que tinham visto algo se mexendo na água e desconfiavam que havia peixes lá. Um deles até brincou que poderia ter um drone para ver o que era. Aí resolvi ajudar”, conta Alves.

Ele diz que os locais passaram a orientá-lo, até que a câmera do drone avistou um grande cardume onde as ondas quebram, próximo ao Balneário do Flamingo. “Foi uma coisa monstruosa, uma surpresa pra todo mundo. Não conseguia imaginar que haveria tanto peixe como tinha naquele lugar. Todo mundo ficou encantado”, diz o dono do drone.

Os pescadores então se mobilizaram em canoas e foram até o ponto em que estavam as tainhas. Eles voltaram à areia com os barcos cheios. Segundo relatos dos locais, três toneladas de peixe foram pescadas. “Era uma loucura. Todos correndo de um lado pro outro, apavorados. A pescaria virou um evento na cidade. No fim do dia, eles contaram uns 30 mil quilos de peixe”, relata Alves.

Almir Alves conta que também registrou outra grande pescaria de tainhas no mesmo ponto de praia.  Os pescadores encheram um barco inteiro. “Nunca vi algo daquele jeito. O barco parecia até que ia afundar, de tanto peixe”, diz Alves.

Será que o drone vai acabar com o olheiro? Ou vai dar a ele um novo olhar?

 

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