AMAZÔNIA AZUL GANHA REFORÇO

AMAZÔNIA AZUL GANHA REFORÇO

Porta-Helicópteros Multipropósito Atlântico passa a ser o maior navio da esquadra brasileira.   

A primeira embarcação do gênero na frota do país e seu novo navio Capitânia tem mais de duzentos metros de comprimento – Foto: Marcelo Régua / Agência O Globo

 

O navio possui ainda um viés de ajuda humanitária, podendo auxiliar populações que tenham sofrido algum desastre natural – Foto: Marcelo Régua / Agência O Globo

 

O navio recebeu o nome de Porta-Helicópteros Multipropósito Atlântico, para enfatizar a importância desse oceano para o Brasil – Foto: Marcelo Régua / Agência O Globo

 

Porta-helicópteros Atlântico é o maior navio da esquadra brasileira – Foto: Marcelo Régua / Agência O Globo

 

Comprado em fevereiro do Reino Unido por 84 milhões de libras (cerca de R$ 400 milhões), o porta-helicópteros Atlântico — o maior navio da esquadra da Marinha brasileira — está ancorado no Rio de Janeiro. A primeira embarcação do gênero na frota do país e seu novo navio Capitânia tem mais de duzentos metros de comprimento e capacidade para transportar 806 fuzileiros navais, fora a sua tripulação, composta por 432 militares. Também pode operar 18 aeronaves, sendo até sete simultaneamente.

Puxado lentamente por rebocadores, ele ancorou no Arsenal de Marinha do Rio — de onde é possível ser avistado da Ponte Rio-Niterói. Ele vai preencher a lacuna deixada pelo porta-aviões São Paulo, que está sendo desativado. A viagem para o Brasil foi iniciada em 1º de agosto, com escala em Lisboa, Portugal. O navio, projetado para executar tarefas de controles de áreas marítimas pode ser utilizado tanto em ações anfíbias como nas operações aéreas.  

Por sua capacidade de suporte hospitalar, também é apropriado para apoiar missões humanitárias, auxiliando vítimas de desastres naturais. A embarcação pode ser utilizada ainda em operações de manutenção da paz, como a que o Brasil realiza no momento no Líbano com suas corvetas.

— Foi uma compra de oportunidade. A Marinha do Reino Unido estava desfazendo dele porque construiu dois novos porta-aviões e precisava do pessoal que estava nele para operar seus novos navios. É uma embarcação que não tem muito tempo de uso, são 20 anos de serviço, está em excelente estado de conservação e se mostrou uma excelente aquisição para ser nosso navio capitânia, pegando a lacuna que o (porta-aviões) São Paulo vai deixar com sua desativação no próximo ano — afirmou o comandante da embarcação, o capitão de Mar e Guerra, Giovani Correa.

Construído na Inglaterra, em meados dos anos 1990, o navio passou por uma grande reforma entre 2013 e 2014. Antes de seguir viagem para o Brasil, o porta-helicópteros enfrentou durante quatro meses um intenso processo de manutenção, quando foram revisados diversos sistemas e equipamentos, já com a ajuda da equipe brasileira, de 300 tripulantes, que viajou para o Reino Unido para ser treinada pelos ingleses para aprender a conduzir o navio e trazê-lo em segurança para o Brasil.

— Podemos operar com helicópteros de ataque e antissubmarino. O navio possui ainda um viés de ajuda humanitária, podendo auxiliar populações que tenham sofrido algum desastre natural, já que tem uma capacidade enorme de transportar mantimentos e água potável. Além disso, agrega poder de combate à Marinha Brasileira, representando em última análise um poder de dissuasão na manutenção do Atlântico Sul como área de segurança. Isso é muito importante para a economia do Brasil, que é dependente do mar. A Marinha do Brasil tem esse compromisso não só com a nossa população, mas com a comunidade internacional de manter seguras as linhas de comunicação marítima — acrescentou o comandante.

 

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