CNA: O AGRONEGÓCIO NA VISÃO DE QUATRO PRESIDENCIÁVEIS

Quatro candidatos, suas visões e opiniões – Foto: Seafood Brasil

Quatro dos candidatos à presidência da República nas Eleições Gerais de outubro manifestaram suas opiniões sobre o agronegócio em evento realizado na sede da Confederação Nacional de Agricultura (CNA), em Brasília (DF), no dia 29 de agosto.

Pela ordem definida pela entidade, Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB), Álvaro Dias (Podemos) e Marina Silva (Rede Sustentabilidade) apresentaram propostas para o setor. Nenhum deles comentou diretamente sobre o segmento aquícola e pesqueiro, mas a Seafood Brasil pinçou algumas das propostas de interesse.

Geraldo Alckmin (PSDB) – Em comentário a respeito das guerras comerciais internacionais e políticas protecionistas, Alckmin indicou ser contra o protecionismo. “Precisamos fazer uma maior abertura comercial. (…) É um equívoco o protecionismo, vai prejudicar o crescimento da economia mundial. O comércio é o caminho para a paz, para o crescimento, para o emprego, para melhorar a vida da população. Eu vejo no comércio exterior e na política internacional um grande caminho para gente poder avançar mais e com uma agenda de competitividade para reduzir custo Brasil.”

 Henrique Meirelles (MDB) – Questionado sobre o que faria sobre a reforma agrária, caso seja eleito, Meirelles defendeu o respeito à propriedade privada como um direito individual. “(…) temos que desburocratizar e estabelecer um modelo de maior eficiência e desenvolver um programa de regularização fundiária. Precisamos olhar pra frente e fazer agricultura e administração pública inteligente”, disse. Na visão dele, é possível manter a floresta, “protegendo onde está, mas regularizando toda a questão fundiária da região, dando segurança jurídica no campo.”

Álvaro Dias (Podemos) – O candidato pelo Podemos propôs uma mescla de ações de apoio técnico, extensão rural, crédito, microcrédito, apoio nas exportações, armazenagem e cooperativismo. Dias foi outro candidato a manifestar posição contrária ao protecionismo. “Temos que praticar a política do liberalismo econômico para valer. Criar um ambiente favorável e voltar os olhos da diplomacia brasileira para países do primeiro mundo, mercado comum europeu e Ásia. Nós queremos que a política diplomática do Brasil se volte para países do primeiro mundo para celebrarmos a ampliação das nossas relações comerciais, desobstruindo e eliminando esses gargalos do protecionismo, das barreiras alfandegárias e não alfandegárias, de lá e de cá.”

Marina Silva (Rede Sustentabilidade) – A candidata manifestou sua discordância sobre a flexibilização do registro de defensivos agrícolas. “Tudo aquilo que estiver de acordo com a Anvisa é o que está disponível. Eu discordo é que a gente flexibilize regramentos, pois o que não é bom para os europeus e para os americanos, não é bom para os brasileiros. E o que não é bom para os europeus e americanos com certeza atrapalhará os nossos negócios no mercado externo.” Sobre a demora nos registros, ela indicou que o problema é a falta de servidores. “Nós temos apenas 22 servidores para fazer essas avaliações, enquanto nos Estados Unidos existem 800 funcionários de alta especialidade.”

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