OPERAÇÕES MARÍTIMAS

OPERAÇÕES MARÍTIMAS

Polícia faz operações marítimas para impedir acesso de criminosos à Ilha Grande. Disque-Denúncia recebeu informações sobre a fuga de criminosos que agem em favelas de Angra para praias do balneário.

Agentes do Comando de Policiamento Ambiental fazem blitz na Baía da Ilha Grande / Foto: Divulgação

 

A Marinha fez um cerco naval em uma parte da Baía de Guanabara para impedir que criminosos fugissem de barco do complexo de favelas do Salgueiro. Isso foi em agosto / Crédito: UOL Notícias

 

A Ilha Grande tem uma longa história que vai de um presídio ao ecoturismo / Crédito: Wikipedia

 

O antigo presídio Cândido Mendes de onde o traficante Escadinha fugiu de helicóptero e também abrigou presos políticos como o escritor Graciliano Ramos e onde a mistura de presos políticos com presos comuns deu início ao Comando Vermelho / Crédito: Youtube

 

Policiais do Comando de Policiamento Ambiental (CPAM) da Polícia Militar iniciaram, no dia 1º de outubro, operações sistemáticas na Baía da Ilha Grande para coibir a migração de traficantes de comunidades conflagradas de Angra dos Reis para algumas localidades do conhecido santuário ecológico da Costa Verde. Como informou Lauro Jardim em sua coluna no “O GLOBO”, o Disque-Denúncia (2253-1177) tem recebido informações sobre a fuga de criminosos que agem em favelas de Angra para refúgios paradisíacos como as praias do Aventureiro, de Provetá, Matariz, Vermelha e até mesmo para a Vila do Abraão, principal acesso à Ilha Grande. Isso estaria ocorrendo especialmente durante as operações das forças de segurança. Seriam criminosos da facção Comando Vermelho, que teve origem como Falange Vermelha na própria Ilha Grande, dentro do presídio Cândido Mendes, onde internos comuns compartilharam celas com presos políticos.

Os militares do CPAM utilizam embarcações para fazerem abordagens no mar e tentar flagrar traficantes em fuga.

Há cerca de um mês, policiais do Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) da Ilha Grande, juntos com um inspetor penitenciário da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (SEAP) do local, saíram da Vila do Abraão e caminharam durante seis horas por uma trilha até a Praia do Provetá, voltada para o oceano. A missão era capturar cerca de cinco criminosos que deixaram comunidades de Angra dos Reis e invadiram uma casa residencial naquela localidade. O grupo de agentes, porém, foi avistado de longe, possibilitando que os bandidos invasores fugissem.

Durante a operação para prender os criminosos escondidos no Provetá, policiais militares tiveram suas roupas rasgadas por gravetos durante a difícil caminhada. Eles procuraram uma costureira bem conhecida na Ilha Grande para que consertasse seus uniformes para que pudessem trabalhar. A costureira é a mãe de Luciano Guerra, que disse considerar exagerada a informação de que traficantes estão migrando para localidades da Ilha Grande.

— Se traficantes vierem para cá não será para atuar, mas sim para se esconder.

 

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