BATALHA NAVAL FEMININA

Com baixa natalidade, Japão tem falta de homens na Marinha e tenta ampliar espaço para mulheres. Na defesa da Amazônia Azul, a participação das mulheres remonta a 1980.

Ryoko Azuma, de 44 anos, vai comandar uma frota de quatro navios e terá mil tripulantes sob seu comando. “É a primeira vez que uma mulher é nomeada para o posto”, afirmou o porta-voz da Força Marítima de Autodefesa Japonesa / Crédito: Defesanet.

 

 

No maior navio de guerra do Japão, o Kaga, um grupo de mulheres assumiu a linha de frente de uma missão especial: transformar a Marinha japonesa – onde os homens são 90% do contingente – em um lugar mais inclusivo.

A Força de Autodefesa Marítima (FAM) precisa de mulheres, já que as taxas de natalidade em queda impactam em poucos homens para tripular navios de guerra ou porta-helicópteros, em um momento em que o Japão se prepara para conter a crescente influência regional da China.

“No mundo inteiro, mulheres estão trabalhando em cada vez mais áreas, e acho que o Japão precisa fazer parte disso”, disse a oficial Akiko Ihara, 31, ao lado de um dos helicópteros que ela ajuda a manter.

A última grande barreira enfrentada pelas marinheiras ée acabar com a proibição de trabalho em submarinos / KIM KYUNG-HOON/REUTERS

 

A proporção de mulheres na equipe de 450 militares do Kaga é de cerca de 9% — acima da média vista no exército japonês (6%). O país quer chegar a essa proporção em todas as Forças Armadas até 2030. Ainda assim, o Japão ainda ficaria aquém dos EUA, onde 15% dos militares são mulheres, e do Reino Unido, com 10%.

As preocupações demográficas do Japão forçam o país a tomar um caminho trilhado anos antes pelos Estados Unidos, que suspendeu a proibição de mulheres em navios de guerra em 1993.

A FAM, que permitiu mulheres em navios há uma década, pode em breve eliminar a última grande barreira enfrentada pelas marinheiras e acabar com a proibição de trabalho em submarinos.

O Japão tem uma das maiores marinhas do mundo, com 45 mil tripulantes em mais de cem embarcações, incluindo cerca de 20 submarinos, mais de 40 destróieres e quatro porta-helicópteros, como o Kaga.

Marinha do Brasil –    Na defesa de nossos mares, a participação das mulheres remonta a 1980, ano em que a Legislação Brasileira permitiu o ingresso feminino na Marinha. Em decorrência da reestruturação administrativa, ocorrida em 1997, as militares foram inseridas nos diversos Corpos e Quadros.

Contra-Almirante Dalva Carvalho. Na defesa de nossos mares, a participação das mulheres remonta a 1980, ano em que a Legislação Brasileira permitiu o ingresso feminino na Marinha / Crédito: Abrigo do Marinheiro

 

No fim do ano de 2012, em um ato pioneiro, a então Presidente da República, Dilma Rousseff, assinou a promoção da primeira mulher da história do Brasil a ocupar um cargo de Oficial-General das Forças Armadas Brasileiras. Dalva Maria Carvalho Mendes deixou o posto de Capitão-de-Mar-e-Guerra (CMG) para assumir o de Contra-Almirante (CA), que simboliza duas estrelas.

Batalha Naval Feminina

https://www.uol/noticias/especiais/marinheiras-japonesas-luta-igualdade-de-genero.htm

Japão tem primeira mulher no comando de uma frota de guerra

http://www.defesanet.com.br/pac/noticia/28631/-Japao-tem-primeira-mulher-no-comando-de-uma-frota-de-guerra/

Presença feminina na Marinha do Brasil

https://www.abrigo.org.br/node/756

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