PALAVRA DO PRESIDENTE: GOVERNO NOVO, VIDA NOVA, NOVA DIREÇÃO

PALAVRA DO PRESIDENTE:

GOVERNO NOVO, VIDA NOVA, NOVA DIREÇÃO

Estamos recomeçando. Navegar é preciso, mas tem que ter rumo certo, pulso firme, coerência, sem ficar mudando de acordo com o vento, com a maré de sobe e desce dos interesses políticos e ideológicos. Estamos sob nova direção e espero que seja a direção certa. Feliz 2019.

Que os novos ventos nos levem para uma nova realidade e um mar seguro, brasileiro e produtivo – Crédito: sincorrupcion.org

 

Que o barco se aprume e siga um novo rumo – Crédito: pinterest.com

A maioria do povo brasileiro decidiu e o Barco Brasil tem um novo capitão, o Capitão Jair Messias Bolsonaro. Ele serviu nos grupos de artilharia de campanha e paraquedismo do Exército Brasileiro, mas parece que gosta do mar.

“Para colocarmos o Brasil no caminho da prosperidade é preciso compreender que todos estamos no mesmo barco, e que trabalhar para prejudicá-lo é prejudicar a si próprio. Se cada um levar consigo estes valores, certamente chegaremos em posição de destaque no mundo”,

ele disse no Twitter.

No Facebook, falando sobre a escolha do juiz Sergio Moro para o Ministério da Justiça, provocou: “Moro como juiz pescava de varinha. Como ministro, irá pescar com rede de arrastão”.  O capitão é bom de rede, tem humor e parece que sabe colocar minhoca no anzol.

E conhece por experiência própria a relação meio tensa entre a pesca e as autoridades.  Em 2013, ainda deputado federal, Bolsonaro entrou com um mandado de segurança na Justiça Federal para obter o direito exclusivo de praticar a pesca amadora na Estação Ecológica de Tamoios, em Angra dos Reis.  O então deputado alegou que pretendia beneficiar os pescadores profissionais da região. Hoje, o capitão do nosso barco pode beneficiar todos os pescadores profissionais do Brasil.

Não vai ser um trabalho fácil. Não basta só a vontade e a palavra de ordem do capitão. Um barco precisa de uma tripulação competente, motivada, conhecedora do seu ofício, sabendo manejar toda aparelhagem de bordo e todos os instrumentos de navegação, além de saber enfrentar e vencer todos os desafios de uma viagem no mar do imprevisível.

Um bom exemplo é o que aconteceu com o barco brasileiro “Oceano Pesca I”, atacado em alto-mar pela embarcação chinesa “Chang Rong IV”. Esse teria sido o terceiro incidente entre brasileiros e chineses. Mas esta foi a primeira vez uma embarcação tenta afundar a outra.

Fala-se em “guerra do atum”. Um barco pesqueiro atacando outro barco pesqueiro não é uma boa notícia. Os pescadores brasileiros pensaram que iam morrer. “Na hora do impacto o barco encheu de água, todo mundo achou que ia morrer. Choramos, ajoelhamos, pedimos a eles para não fazer aquilo com a gente e ficamos pedindo a Deus, só esperando”, disse um dos tripulantes do barco brasileiro.

Essa imagem de desamparo e de vulnerabilidade dos pescadores brasileiros é terrível. Numa hora dessas, de terror e de sufoco, você pede a Deus, ou pelo menos roga pela presença de um navio da Marinha brasileira, ali, naquele momento, para salvaguardar sua vida. Seria um bom milagre.  Mas você está sozinho, o outro barco é maior que o seu, então a única saída é fugir e agradecer aos céus que seu barco é feito de aço novo e não de madeira.

Os pescadores chineses estão bem longe de casa, mas se comportam como se fossem donos dos oceanos. Eles são representantes da China, a potência que cria ilhas artificiais e pesca onde quer, indiferente a tratados e se lixando para as leis marítimas. Eles têm a força, os pescadores chineses, eles são a China.

O que esperar dos pescadores brasileiros? Coragem? Orgulho? Autoconfiança? Autoestima? Decisão? Enfrentamento? A verdade nua e crua é que o pescador brasileiro, a pesca brasileira, o mar brasileiro, nada disso é valorizado. Como ter coragem e orgulho se você não tem valor? Como lutar se a pesca, o seu ofício, é tantas vezes acusada por outros, que se dizem brasileiros, de atividade criminosa, o que portanto faz de você um criminoso? Como enfrentar um estrangeiro poderoso e autoconfiante se você é um pescador num país que vive de costas para seu próprio mar?

Estamos recomeçando. Navegar é preciso, mas tem que ter rumo certo, pulso firme, coerência, sem ficar mudando de acordo com o vento, com a maré de sobe e desce dos interesses políticos e ideológicos. Estamos sob nova direção e espero que seja a direção certa.

Governo novo, vida nova. Feliz 2019.

 

Alexandre Guerra Espogeiro

Presidente do SAPERJ

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