PRESÍDIO FLUTUANTE

O navio-presídio Vernon C. Bain Correctional Center, mais conhecido como “O Barco”, é a maior penitenciária flutuante do mundo, segundo o Guinness Book. Facadas e outros cortes rolam lá dentro / Foto: Jefferson Siebel / New York Daily News

 

A inescapável prisão de Alcatraz / Crédito: Superinteressante

 

Ainda candidato ao governo do Rio pelo PSC (Partido Social Cristão),   o ex-juiz federal Wilson Witzel se reuniu “fora da agenda oficial” com integrantes das forças de segurança, na sede da Associação de Oficiais Militares Estaduais do Rio de Janeiro. Foi aplaudido ao dizer que, se eleito, iria cavar mais covas para enterrar criminosos e fazer navios-presídio em alto mar para abrigar presos. Ele disse que declararia guerra ao crime organizado e essa guerra seria feita por quem entende. “Tem prazo para acabar essa bandidagem do nosso estado. E não vai faltar lugar para colocar bandido. Cova a gente cava, e presídio, se precisar, a gente bota navio em alto mar”, disse o governador eleito com o apoio da família Bolsonaro.

Um outro político abordou a ideia de “navios-presídios”. Trata-se de Levy Fidélix, dono do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB). Ele disse: “Se você não consegue, em terra, nas penitenciárias de segurança máxima, controlar esses bandidos que têm celular, têm armas, têm tudo, vamos fazer como antigamente. Vamos botar esse povo a 50 quilômetros da costa, eles vão ficar bem longe, tubarãozinho tomando conta. Também temos navios sucateados, então vamos fazer navios-prisões”, sugeriu em entrevista ao jornal “Gazeta do Povo”.

 Melhor ir lá fora. O “Vernon C. Bain Correctional Center” está ancorado em Nova York. Apelidado de “O Barco” pelos funcionários e pelos presos, ele é o maior navio de prisão em operação no mundo, segundo o Guinness Book. Muitos nova-iorquinos nem desconfiam de sua existência.

“O Barco” possui mais de 190 metros de comprimento por pouco mais de 38 metros de largura, pesando aproximadamente 47.326 toneladas, sua instalação foi feita diretamente na água. Somente em 2002 é que a Guarda Costeira aceitou o fato de que ele era na verdade uma prisão com 16 dormitórios, 100 celas para os presos e 800 camas. Além disso, conta com uma grande infraestrutura e um completo centro de lazer, com quadra de basquete, academias e um espaço de recreação ao ar livre. “O Barco” tem também três capelas religiosas, um centro médico moderno e uma biblioteca para uso exclusivo. Bom proveito.

 

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