PESCA NA AGRICULTURA

O empresário catarinense Jorge Seif Júnior, de Itajaí, foi confirmado à frente da Secretaria Nacional de Pesca e Aquicultura no governo Jair Bolsonaro (PSL). Com as mudanças estruturais de ministérios, a secretaria estará subordinada ao Ministério da Agricultura.

Seif Júnior, à esquerda, com o presidente eleito e o pai, Jorge Seif / Foto: NSC

 

Seif é armador de pesca e conhece os meandros do negócio. Sabe que enfrentará um setor marcado por insegurança jurídica e problemas crônicos com prazos e procedimentos / Foto: Divulgação

 

“Hoje, você pode trabalhar, está lá pescando, com contas para pagar, você tem funcionários, despesas materiais, e no dia seguinte sai uma portaria, com força de lei, que te proíbe. Isso não existe.” / Foto: Canal Rural

O empresário catarinense Jorge Seif Júnior, de Itajaí, foi confirmado à frente da Secretaria Nacional de Pesca e Aquicultura no governo Jair Bolsonaro (PSL). Com as mudanças estruturais de ministérios, a secretaria estará subordinada ao Ministério da Agricultura.  Com 41 anos, nascido no Rio de Janeiro, ele é formado em administração e é armador de pesca – proprietário de barcos industriais – em Santa Catarina. Atuou no setor pesqueiro do Uruguai recentemente, com exportações para a Europa. É filiado ao PSL, partido do presidente eleito, e foi convidado por Jair Bolsonaro para o cargo.

O catarinense encontrará um setor desgastado pelas constantes mudanças que enfrentou na estrutura do governo federal. Desde 2015, quando deixou de ter status de ministério, a pesca passou pela Agricultura, pelo Ministério da Indústria e Comércio e pelo Gabinete da Presidência da República.

Não decolou em nenhum dos três postos, acumulando atrasos na emissão de documentos e crises como o embargo da União Europeia ao pescado brasileiro, que está prestes a completar um ano.

No setor pesqueiro, a nomeação de Seif foi comemorada. Ele conhece o setor e sabe das prioridades a serem enfrentadas. Mas estar sob o comando forte da Agricultura poderá ser um desafio.

Esta é a quarta vez que um catarinense comanda da pesca, nos últimos anos. O primeiro foi José Fritsch, no governo Lula. Natural de Coronel Freitas, Altemir Gregolin também foi ministro da Pesca do governo Lula, entre 2006 e 2010. Ideli Salvatti, nascida em SP mas radicada em SC, comandou o setor poucos meses em 2011, durante o governo Dilma Roussef.

Assim falou o Secretário

Pesca na Agricultura“Acredito que estejamos agora na nossa casa. O Ministério da Agricultura tem tradição de mais de 100 anos, daqui se regula, se legisla, se define, se fazem todas as atividades ligadas à produção rural. É uma casa que tem todos os subsídios para transformar nossa atividade com capacitação, assistência técnica, cabeças pensantes, todas as condições de fortalecer o nosso setor, que tem sido jogado de um lado para o outro”.

 Ministério – “O capitão comentou que gostaria de ressuscitar o Ministério da Pesca e Aquicultura, mas obviamente não e o momento porque a pesca precisa ser repaginada, reordenada. Estamos juntando os cacos”.

 Estatística “Outro ponto focal é governar com a comunidade científica, retornar com as estatísticas que estão defasadas ou inexistentes. Precisamos de segurança jurídica para o setor produtivo de forma geral. Licenças de pesca, condições de trabalho. As demandas são gigantes do Norte ao Sul do Brasil”.

 Potência – “Temos condições de tornar a pesca uma potência, como vemos no agronegócio. O Brasil tem sua riqueza na agricultura e a pesca precisa fazer parte desse cenário, de riqueza, exportação, criação de renda, postos de trabalho, de produção de alimento”.

 Abandono, arbitrariedades e desafios – “Hoje estamos abandonados quanto a estatísticas, e o distanciamento delas acaba dando brecha para insegurança jurídica muito grande, para decisões unilaterais, como proibições. Tem que ter discussões profundas. Hoje, você pode trabalhar, está lá pescando, com contas para pagar, você tem funcionários, despesas materiais, e no dia seguinte sai uma portaria, com força de lei, que te proíbe. Isso não existe. Precisamos combater esse tipo de ação, que nós questionamos e acreditamos que sejam unilaterais, impositivos e arbitrários. Temos que fazer um Censo pesqueiro, saber quantas embarcações existem no Brasil, quantos pescadores, quantas indústrias, qual o tamanho da cadeia de verdade, regulamentar e desburocratizar. Mas os desafios são gigantescos”.

Pesca na Aquicultura

https://www.nsctotal.com.br/colunistas/dagmara-spautz/empresario-de-itajai-e-o-primeiro-catarinense-a-integrar-o-governo

“Temos condições de tornar a pesca uma potência”

https://www.nsctotal.com.br/colunistas/dagmara-spautz/temos-condicoes-de-tornar-a-pesca-uma-potencia-diz-secretario-do-governo

 

Reorganizar o setor e desburocratizar a atividade

https://canalrural.uol.com.br/noticias/pesca-empresario-sera-novo-secretario/