POLUÍDA, DROGADA E ARMADA




Tráfico ameaça pescadores que se recusam a levar armas e drogas pela Baía de Guanabara. Delegado e comandante da Marinha admitem que ilhotas servem de depósito.  Além de poluída, a bela baía anda drogada e armada. Leia e veja reportagem de Chico Regueira, RJ1

O G1 mostrou em janeiro deste ano que pescadores já relatavam assaltos na Baía. “Piratas” roubam sobretudo motores dos barcos – para serem revendidos no mercado clandestino -, além de dinheiro, celulares e até peixes nobres/ Foto: Navio fundeado há anos na Baía de Guanabra / O Globo

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“A Baía de Guanabara é uma área onde o tráfico de armas contrabando e outros transportes ilegais ocorrem de forma totalmente livre”, alerta a cientista social Silvia Ramos / Foto: G1/TV Globo

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“Os pescadores estão sendo obrigados a transportar de barco as drogas e as armas. Os traficantes te expulsam, tua família toda, te matam e te jogam no mar”, diz um pescador / Foto: Reprodução/TV Globo

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O patrulhamento da Baía de Guanabara é dever das polícias Militar e Federal / Foto: Poluição também é crime /.Baía de Guanabara — Foto: Reprodução/TV Globo

 

Traficantes do RJ estão ameaçando de morte pescadores que se recusam a ceder seus barcos para o crime. A Baía de Guanabara e seus 380 km² de espelho d’água são conhecidas rotas de armas e drogas, armazenadas em ilhotas e mesmo navios abandonados.

“A Baía de Guanabara é uma área onde o tráfico de armas contrabando e outros transportes ilegais ocorrem de forma totalmente livre”, alerta a cientista social Silvia Ramos.

“Os pescadores estão sendo obrigados a transportar de barco as drogas e as armas. Os traficantes te expulsam, tua família toda, te matam e te jogam no mar”, diz um pescador.

O “frete”, em alguns casos, rende dinheiro. “Ofereceram R$ 35 mil. O pescador recusou. Se você não quisesse, podia falar em R$ 50 mil que pagariam”, afirma.

O G1 mostrou em janeiro deste ano que pescadores já relatavam assaltos na Baía. “Piratas” roubam sobretudo motores dos barcos – para serem revendidos no mercado clandestino -, além de dinheiro, celulares e até peixes nobres.

Rota do crime –  “A gente constatou efetivamente que traficantes depositam armas em determinas ilhas no interior da Baía”, diz o comandante Padilha, da Marinha.

“É impossível fiscalizar tudo. Um só navio é capaz de trazer 140 toneladas de mercadoria. Nenhum porto do planeta tem uma fiscalização completa”, alerta Marcus Amim, titular da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos.

Em janeiro de 2018, o G1 apurou que a patrulha da Baía ficava a cargo de três ou quatro policiais federais por turno. Em 2017, não houve registro de apreensão de fuzis pela PF na região.

Uma das apreensões na água foi em junho de 2018. Policiais civis acharam cinco fuzis, três pistolas, granadas e munição dentro de um barco.  

O que dizem as autoridades – O patrulhamento da Baía de Guanabara é dever das polícias Militar e Federal.

A PM informou que é responsável apenas pela fiscalização ambiental da Baía, mas que não deixa de reprimir o tráfico de armas e drogas durante esse patrulhamento.

A Polícia Federal disse que o policiamento marítimo acontece normalmente e que está fazendo uma reestruturação nesse trabalho.

A Polícia Civil disse que investiga quadrilhas envolvidas nesse tipo de crime e que a delegacia especializada em armas já apreendeu uma grande quantidade de fuzis, pistolas e granadas na Baía de Guanabara.

 

Tráfico na Baía
https://g1.globo.com/google/amp/rj/rio-de-janeiro/noticia/2019/05/27/trafico-ameaca-pescadores-que-se-recusam-a-levar-armas-e-drogas-pela-baia-de-guanabara-no-rj.ghtml

Baía de Guanabara: águas livres para o crime
https://globoplay.globo.com/v/7645938/

MILÍCIA MARÍTIMA
http://www.saperj.com.br/?p=5648

 


										
									

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