COMIDA DE LABORATÓRIO E CANIBALISMO TERMINAL

A carne do futuro poderá ser 100% carne e 0% animal. Após veggie burger sangrento, startup planeja “peixe impossível”. Mas a marca preferida em 2020 pode ser Soylent Green, um cardápio tremendamente canibal.

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De acordo com a agência Reuters, a Impossible Foods, que produz hambúrguer sem carne e baseado em vegetais, afirmou nesta segunda-feira que levantou 300 milhões de dólares em uma rodada recente de financiamento antes de uma provável oferta inicial (IPO) de ações.

O aporte ressalta o crescente apelo que tem despertado no público alimentos baseados em vegetais, mas com gosto de carne. As ações da rival Beyond Meat, que estrearam na Nasdaq em 2 de maio, mais que triplicaram de valor.

A rodada de investimento na Impossible Foods elevou o valor arrecadado pela empresa sediada no Vale do Silício para mais de 750 milhões de dólares. Mas apesar dos sinais de interesse dos investidores, a companhia não tem pressa para abrir o capital, disse o vice-presidente financeiro, David Lee, à Reuters. Os investidores institucionais na Impossible Foods incluem o co-fundador da Microsoft Bill Gates, além do Google Ventures, do UBS e da Temasek.

A Impossible lançou seu primeiro hambúrguer há dois anos. Uma levedura geneticamente modificada cria o ingrediente principal, chamado de heme, que torna os hambúrgueres suculentos e confere gosto de carne de verdade, diferente de versões vegetarianas convencionais. Os outros ingredientes incluem trigo, soja e proteína de batata.

 A Impossible planeja lançar seus produtos em lojas do varejo no segundo semestre.  O mercado de produtos que substituem alimentos à base de carne deve atingir 5,8 bilhões de dólares até 2022, segundo um estudo de 2018 da Grand View Research.

A Tyson Foods, maior processadora de carne dos EUA e rival de grupos brasileiros JBS e BRF, vai lançar produtos de proteína sem carne nos próximos meses.

E o peixe impossível? Ele está vindo. De acordo com jornalista ambiental e pesquisadora Vanessa Barbosa, a Impossible Foods agora quer salvar os oceanos. A startup está trabalhando em uma alternativa de carne de “peixe” feita a partir de vegetais.

“Queremos substituir completamente os animais por uma tecnologia de produção de alimentos até 2035”, afirmou em uma entrevista coletiva o fundador e CEO da Impossible Foods, Patrick Brown, que é bioquímico pela Universidade de Stanford.

No mundo de 20020 – Ao que parece, tudo vai bem no melhor dos mundos possíveis: o nosso. O futuro é um espaço amplo, inesgotável, um campo de sonhos onde é só plantar e colher com fartura. O chato é que o futuro de vez em quando chega e aí ele pode ser assustador.

O filme Soylent Green (ou No Mundo de 2020), dirigido por Richard Fleischer, é de 1973 e revela uma Nova York de 40 milhões de habitantes e um mundo em que não existe democracia, mas tem água está envenenada, pobreza, multidões de sem-teto, ondas infernais de calor.

E fome, muita fome. Só os vips conseguem se alimentar de frutas, verduras ou carne. Mas tem Soylent, um concentrado energético criado para substituir as refeições, uma vez que são muitas as pessoas e poucos os recursos naturais para manter as massas humanas saciadas. Há Soylents amarelos e vermelhos, mas o que realmente agrada a todos é o Soylent Green, feito de plânctons retirados do oceano, segundo o que diz o governador.

Mas existe plâncton? Ainda existe oceano? O herói do filme, o detetive Thorn (vivido por Charlton Heston) descobre que os oceanos estão morrendo. Não há plâncton, logo não tem peixe, sushi, sashimi. Mas o que não falta é gente fazendo a passagem deste mundo para este mesmo mundo, batendo as botas, corpos recolhidos por caminhões de lixo, uns em paz, outros exterminados durante as rebeliões por dignidade, todos lixo, gente lixo, matéria-prima para o Soylent de cada dia, batendo as botas.

 O mundo de 2020 é vegetariano e verde só na aparência. Na realidade, é um solene mundo canibal.

Mas ninguém precisa fugir para outro mundo. Três químicos do University College de Londres deram um passo essencial: eles garantem que é possível explicar o surgimento dos seres vivos sem recorrer a forças sobrenaturais. A ciência já se aproxima da criação da vida em laboratório.

Não se preocupe, calma, na boa: nós somos deuses e ninguém vai cortar nossa onda. Estamos com o garfo, a faca e o queijo (de soja) na mão.

A carne do futuro poderá ser 100% carne e 0% animal.
https://exame.abril.com.br/ciencia/futuro-podera-ser-livre-de-carne-como-a-conhecemos-servido/

Após veggie burger sangrento, startup planeja “peixe impossível”
https://exame.abril.com.br/pme/apos-veggie-burger-sangrento-startup-planeja-peixe-impossivel/

Impossible Foods já produz 226 toneladas de carne à base de vegetais por mês
https://epocanegocios.globo.com/Empreendedorismo/noticia/2018/08/nenhum-animal-foi-maltratado-na-confeccao-deste-hamburguer.html

O canibalismo estatal presente no segredo do Soylent Green: reflexos atemporais
https://emporiododireito.com.br/leitura/o-canibalismo-estatal-presente-no-segredo-do-soylent-green-reflexos-atemporais

A ciência se aproxima da criação da vida em laboratório
https://brasil.elpais.com/brasil/2019/07/10/ciencia/1562777983_668205.html

Why Soylent Green is More Relevant Now Than Ever
https://www.denofgeek.com/us/movies/soylent-green/55332/why-soylent-green-is-more-relevant-now-than-ever

Soylent Green – No mundo de 2020 (Legendado)
https://www.youtube.com/watch?v=IAV4CXv30DY

Soylent Green Is People!!!
https://www.youtube.com/watch?v=9IKVj4l5GU4

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