ÓLEO E ÁGUA NÃO SE MISTURAM

A enorme quantidade de óleo que apareceu nas praias do Nordeste desde o começo do mês de setembro continua assustando a população, prejudicando o cotidiano das cidades litorâneas, afetando a vida dos animais marinhos na região e cada vez mais preocupando artesanais e a indústria da pesca. Foi preciso um vazamento de óleo para o mar brasileiro, esse gigante desconhecido,  virar notícia.

De olho no óleo / Crédito: Zingo.Typepad

Diante da comoção do vazamento de óleo que invade praias, corações e mentes, vale a pena ler  a íntegra da nota oficial da Abipesca (Associação Brasileira das Indústrias de Pescados) para  esclarecer a sociedade com fatos serenos:

 

Nota de esclarecimento à sociedade

 

1- Com o objetivo de manter a tranquilidade quanto ao consumo de pescado processado no Brasil, esta Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), esclarece à sociedade, consumidores nacionais e estrangeiros, que produtos de pescados processados em plantas sob o regime do Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, oferecem a necessária garantia de segurança e inocuidade alimentares.

 

2- A legislação nacional, rigorosa para todos os produtos de origem animal, exige que o pescado processado em indústria que possua controle oficial, antes de ser disponibilizado ao consumo seja atestado quanto seus padrões mediante análises sensoriais, indicadores de frescor, controle de histamina, controle de biotoxinas ou de outras toxinas perigosas para saúde humana, e também através do controle de parasitas. O consumo de pescado processado por indústria sob o Serviço de Inspeção Federal assegura ao consumidor a necessária tranquilidade na ingestão da proteína mais saudável e benéfica para saúde humana.

 

3 – Ao profundamente lamentar o episódio que se vivencia, reforçamos que o consumo de pescado processado por indústria que esteja submetida a controle oficial é a única maneira para que consumidores se beneficiem de produtos que estejam garantidos quanto aos seus requisitos de identidade e qualidade definidos pelas leis, normas e regras nacionais e de países importadores.

 

Para Alexandre Guerra Espogeiro, presidente do Saperj, é espantoso o que está   acontecendo.  “O mar brasileiro é um ilustre desconhecido para a maioria do povo brasileiro. É preciso uma calamidade dessas para que o mar e o peixe cheguem às primeiras paginas dos jornais, ganhem programas especiais nas redes de TV, enfim, recebam um grande destaque na mídia. Dizem que água e óleo não se misturam. Estamos vendo tudo misturado: água, óleo, peixe, fatos, boatos. Espero que, quando tudo isso passar, o Brasil descubra que o mar é também um gigante. Um gigante adormecido e que merece ser tratado com atenção e com todo o respeito que ele merece”.

Óleo no Nordeste preocupa artesanais e indústria da pesca

http://www.seafoodbrasil.com.br/oleo-no-nordeste-preocupa-artesanais-e-industria-da-pesca

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