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Tag Archives: Antiguidades

HISTÓRIAS ASSUSTADORAS DE NAVIOS FANTASMAS

Navios fantasmas são definidos como: “navios ficcionais assombrados, ou navios encontrados à deriva, com sua tripulação inteira ausente ou morta, ou navios que foram desativados, mas não demolidos”. Todas essas três opções parecem bastante plausíveis, exceto a parte do “ficcional”.

sem-tituloConstruído na Suécia em 1911, o Baychimo era um navio comerciante ao longo das rotas do noroeste do Canadá. A Grã-Bretanha o ganhou da Alemanha, como parte das reparações de guerra. A viagem final do Baychimo ocorreu em outubro de 1931, transportando uma carga de peles. A embarcação virou gelo embalado ao largo da costa da cidade de Barrow. A tripulação abandonou temporariamente o navio em busca de abrigo contra o frio gelado. O navio se libertou do gelo uma semana depois, em 8 de outubro, e a equipe voltou, só para ficar presa no gelo novamente, em 15 de outubro. 15 membros da tripulação construíram um abrigo improvisado a alguma distância do navio, com a intenção de, eventualmente, navegá-lo novamente. Em 24 de novembro, uma tempestade de neve atingiu a região. Em seguida, a tripulação descobriu que o Baychimo tinha desaparecido, supostamente afundado na tempestade. Vários dias depois, um caçador informou à tripulação que havia avistado o navio perto de seu acampamento. A equipe localizou o navio para recuperar a sua preciosa carga, e o abandonou. Nas próximas quatro décadas, houve numerosos avistamentos do Baychimo ao longo da costa do Canadá. A última aparição confirmada ocorreu em 1969, 38 anos depois de ser abandonado, preso em um bloco de gelo. Em 2006, o Governo do Alasca iniciou uma operação para localizar o “navio fantasma do Ártico”, mas nada foi encontrado até hoje. Preso no gelo, flutuando ou no fundo do oceano, o destino de Baychimo permanece um mistério.

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Trailer do filme “Navio fantasma”

Armada Invencível o Galeão “São Marcos”

O Galeão “São Marcos”

Uma equipe de especialistas trabalha no litoral da Irlanda para recuperar o GALEÃO ‘SÃO MARCOS’, que naufragou há 426 anos. Leia texto sobre a história da Armada Invencível.


Seja em inglês ou em gaélico, não há nomes de lugares na Irlanda no qual sobreviva com mais intensidade a lenda da Armada Invencível do que em Spanish Point. Ou Rinn na Spáinneach, em gaélico. Localizada a poucos passos dos penhascos de Moher, esta pequena cidade de apenas 80 vizinhos voltou a reforçar nas últimas semanas seus laços com a Felicíssima Armada de Felipe II — o termo Invencível foi um bem-sucedido apelido inglês— graças a uma campanha arqueológica de primeira ordem: o Projeto São Marcos. Seu objetivo? Nada menos que, nas próximas semanas, recuperar o galeão de mesmo nome que, há 426 anos, afundou em seu litoral.

 

Aos 32 anos, John Treacy, historiador do Mary Immaculate College de Limerick, é o cérebro e o coração do Projeto São Marcos. Nos últimos três anos, ele e sua equipe bateram na porta de todas as instituições públicas e privadas da Irlanda para conseguir fundos e autorizações necessárias para uma campanha deste calibre. Fruto destes movimentos, o Governo irlandês ofereceu tecnologia de última geração para, por exemplo, mapear até o momento 75% do lugar no qual se acredita que os destroços estejam localizados, assim como o investimento necessário para realizar mapas 3D da área marinha via satélite.

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O “SÃO MARCOS”

O galeão foi construído em 1585 na Cantábria

Capacidade 790 toneladas e 33 canhões de bronze

Levava 350 soldados e 140 marinheiros. Sobreviveram quatro pessoas que logo foram fuziladas pela Inglaterra.

Afundou em 20 de setembro de 1588, em uma tempestade de rajadas de vento de 100 quilômetros e ondas de 15 metros de altura

Parte da equipe que busca trazer à tona o ‘São Marcos’, diante dos penhascos de Moher, na Irlanda

 

Fontes:

Leia e saiba mais

El País – Espanha

Marinha do Brasil – Site não Oficial